Xadrez da Alice
Ilustrações dos livros e, ao centro, a verdadeira Alice em foto tirada por Lewis Carroll
Na semana passada escrevi sobre um Xadrez democrático e inteligente do artista Michael Marcovici. Chamou-me atenção, além da inovação do jogo eletrônico, a referência ao livro Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll. As aventuras de Alice, indicadas e aclamadas por adultos e crianças há um século e meio, atualmente são esmiuçadas até nos princípios matemáticos embutidos na história. Alice no País do Espelho (1871) é a continuação de Alice no País das Maravilhas (1865). Lewis Carroll, nascido Charles Lutwidge Dogson (1832-1898), era reverendo e professor de matemática na Christ Church, futura Universidade de Oxford. Há controvérsias (sugerindo inclusive uma relação de pedofilia) sobre sua amizade com as filhas de um colega de trabalho chamado Liddel, em especial com a verdadeira Alice, e conta-se que foi a partir de uma história contada às meninas Liddel que surgiu Alice no País das Maravilhas. Na primeira aventura a protagonista segue o Coelho Branco, cai no País das Maravilhas e conhece os mais variados e estranhos personagens. Já em Alice no País do Espelho ela tem de ultrapassar vários obstáculos estruturados como etapas de um jogo de xadrez para se tornar rainha e, à medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens instigantes e enigmáticos. Não sou enxadrista nem de brincadeira, mas adorava a história de Alice, que foi um dos meus filmes favoritos na infância e o primeiro livro infantil que pude emprestar na bilbioteca pública da cidade onde cresci. Quando fui à Disney, mesmo já sendo adulta, adorei encontrar os guardas da Rainha de Copas na porta do restaurante – e claro que almocei por lá! Por todo este encantamento eu planejo com meus filhos lermos juntos neste ano Alice: Edição Comentada que traz Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho (e vários extras, publicada por Jorge Zahar). Quem sabe Alice através do espelho me ensina a gostar do jogo que meu filho adora? Atualmente quase todas as escolas oferecem o xadrez como aula extra-curricular indicando-o por seu valor educativo e como auxiliar para ensinar disciplina escolar. Meu colégio tinha um clube de xadrez e, mesmo sem gostar de jogar, passei horas lá na adolescência porque me identificava com o grupo – antes de ser uma mãe geek flertei com o mundo nerd! Agora pode ser meu filho a me convencer, não? (Vou começar jogando damas com o coelho aqui.
)
P.S. Meu filho está radiante porque seu diretor preferido, Tim Burton, está filmando Alice no País das Maravilhas e Johnny Depp será o Chapeleiro Louco. Alice será vivida por Mia Wasikowska (como mostra a foto acima), Anne Hattaway será Rainha Branca e Helena Boham Carter a Rainha Vermelha. P.P.S. Os textos originais em inglês podem ser lidos nos links: Alice’s Adventures in Wonderland e Alice Through the Looking Glass do projeto Guttenberg.








Tuesday, Tue Feb 2009
Estou curiosíssimo para ver essa versão do Burton. Adorei o remake que ele fez da Fantástica Fábrica de Chocolates, cuja adaptação do livro é bem mais fiel, segundo dizem.
Tuesday, Tue Feb 2009
Nusss, Johnny Depp como Chapeleiro Maluco deve ser o máximo. Ele como Wonka foi cômico, apesar de eu gostar mais do filme com o Gene Wilder. Sem fazer comparações sobre adaptações ou interpretações, simplesmente porque foi o filme da minha infância onde eu sonhava em um dia achar um cupom de outro dentro de alguma barra de chocolate.
Eu li apenas Alice no País das Maravilhas, vou procurar a continuação (que eu nem sabia que existia).
Nunca soube jogar xadrez, acho que sou burra demais pra isso =p
Beijos!!!
Wednesday, Wed Feb 2009
Oi sam, eu tenho esse livro! Os comentários são praticamente um livro paralelo. Tem curiosidades, mas muitas das notas não me interessaram tanto, mas talvez interesse a vcs. O legal pra mim foram as ilustrações originais. Tb estou louca pra ver a versão do Tim Burton. Anne hathaway no elenco tem tudo a ver, acho.
Beijo
Re
Wednesday, Wed Feb 2009
Ah, esqueci de comentar…meu pai me ensinou a jogar xafrez nainfancia, mas não era pra mim não…rs
Beijo
Re
Wednesday, Wed Feb 2009
Ai que delícia! Tim Burton e Johnny Depp fazem uma dupla fantástica! =)
Estou super curiosa para ver o resultado… e confesso que não sabia que Alice no País das Maravilhas tem uma continuação! Muito interessante!
Bjos
Wednesday, Wed Feb 2009
Olá Sam,
Meu pai nos ensinou xadrez quando pequenas. Ensinou aos meus sobrinhos e agora para meus filhos.
Quando morávamos no RioGrande do Sul meus filhos estavam no Clube de Xadrez. Curioso. Nenhuma das escolas que eu fui por os meus aqui em Sampa tinha xadrez. Lamentei, pois meus filhos adoram! Uma pena. Como não gosto muito, resta esperar sempre pelo vovô para fortalece-los no jogo.
Sobre Alice, meu sobrinho (o futuro diretor de cinema) adora Tim Burtom também.
Eu adorava Alice, junto com Peter Pan, era minha história favorita. Hoje já a acho doida demais!
Certa vez li que Lewis Carol era um pedófilo. E a menina da foto(se não me engano) era uma vizinha…uma de suas vítimas.
As vezes, é melhor não conhecer as histórias verdadeiras…risos…
Beijos,A|line
Friday, Fri Feb 2009
A conversa tá muito boa (legal mesmo), continuem, gosto muito de ler.
Temos um Projeto de Xadrez escolar em 21 escolas do município de Francisco Beltrão, com cerca de 8 mil crianças, desde as creches (hoje CMEIS) até a 8ª série. Contos, histórias, pré-jogos, educativos, criação e brincadeiras – isso tudo é o que acontece antes das crinaças iniciarem o aprendizado propriamente dito.
Sunday, Sun Mar 2009
[...] Xadrez da Alice » A vida como a vida quer [...]
Tuesday, Tue Jun 2009
É realmente fantástico assistir a mtv de noite e dar de cara com a notícia do novo filme com a dupla dinâmica depp e burton.Eu amei a fantástica fábrica de chocolates e esse filme deve seguir o mesmo esquema.Enquanto ao sucesso do filme?não me restam dúvidas.
Monday, Mon Apr 2010
[...] A Vida como a Vida Quer faz uma abordagem diferenciada e inteligente sobre Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas (1865) e Alice no País do Espelho (1871) e a relação da história com o jogo de xadrez. [...]