Virada Cultural

[update] A Virada Cultural de 2009 me empolgou tanto que fiz alguns posts depois deste com detalhes da programação no centro da cidade: Virada Cultural para curtir com a família, Música no centro da cidade na Virada Cultural, Ano da França no Brasil na Virada Cultural. [/update]

virada cultural foto de sam shiraishi todos os direitos reservados

Meu filho no CCSP na Virada Cultural de 2005

Quem não mora em São Paulo ou não é ligado ao universo cultural possivelmente nunca ouviu falar da Virada Cultural, mas eu, que mudei para cá no ano da segunda edição, fiquei encantada! Tentem imaginar 24 horas ininterruptas de música, cultura e arte sem cobrança de ingressos e que acontecem perto de estações de metrô e CPTM. Pois inclua neste delírio o funcionamento do transporte urbano durante a madrugada. Este dia de cultura acontece anualmente em São Paulo há cinco anos, é a Virada Cultural.

Os organizadores estimam contar com cerca de  330 mil pessoas que se dividirão entre centenas de atrações, especialmente shows (do samba-rock ao eletrônico, do rock ao romântico brega) e releituras dos discos mais significativos de importantes nomes da música brasileira, além de apresentações circenses, intervenções, encontros. Sim, há controvérsias sobre o espaço e a valorização dados aos estilos.

A reunião de diferentes estilos, gêneros e preferências no centro, de forma harmônica, é das características mais marcantes do evento. O Ano França-Brasil que marca 2009, trará grupos e intervenções urbanas de grande formato com apresentações inéditas no país de artistas de rua consagrados mundo afora num verdadeiro  percurso pelo centro velho.

Das 18 horas do próximo dia 2 de maio às 18 horas do dia 3, cerca de 800 atrações irão ocupar o centro de São Paulo em 150 locais diferentes. Você pode ajustar sua agenda para participar segundo a programação por local: CentroZona OesteZona LesteZona SulZona NorteCEUsUnidades do SESC. E neste ano deve se repetir a iniciativa do RadarCultura e quem fizer imagens da Virada foram convidadas a compartilhá-las como nesta galeria.

P.S.  Posts sobre o tema que esmiuçam detalhes da Virada 2009: Virada Cultural versão “quando o brega é chic”Virada Cultural e Gastronômica – SP tem sessões de cinema com degustaçãoOnde está o rap na Virada Cultural?Virada Cultural terá 24 horas de filmes de zumbisprogramação da livraria hq mix na virada cultural 2009Oficina gratuita de fotografia pinhole na Virada Cultural de São PauloTurismetrô terá edição especial para a Virada CulturalVirada Cultural: roteiro básico com o melhor da programação!Cie Carabosse faz pré-estréia da Virada Cultural 2009, Agenda Cultural e Virada Cultural: Dança.

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4 Comentários

  1. Música no centro da cidade na Virada Cultural | A vida como a vida quer Disse:

    [...] também: Programação geral da Virada Cultural, Virada Cultural para curtir com a família, Música no centro da cidade na Virada Cultural, Ano [...]

  2. Ano da França no Brasil na Virada Cultural | A vida como a vida quer Disse:

    [...] também: Programação geral da Virada Cultural, Virada Cultural para curtir com a família, Música no centro da cidade na Virada Cultural, Ano [...]

  3. VIRADA CULTURAL 2009 (02 a 03/05/09) « A G E N D A C U L T Disse:

    [...] Sam Shiraishi (A Vida Como a Vida Quer) [...]

  4. Flavia Disse:

    Me sinto obrigada a relatar o que houve neste Sábado no Teatro Municipal. Juro que preferia estar contando de como foi bom o show, etc. A “organização” que tomou conta do municipal deu um show de horror.

    .

    Pelo menos 3 horas de fila para o show, até ai tudo bem, era o esperado.

    .
    Havia jovens, velhos, crianças. As pessoas querem se sentar, ir ao banheiro – foram pelo menos 3 horas sem banheiro e sem agua na fila. Eu preocupada com aquela aglomeração: os funcionários da “organização” continuam a botar o povo pra dentro desse cerco.

    .

    dá a hora e a “organização” bota todo mundo correndo pra dentro do hall de entrada do Municipal, mas seguranças nas escadas e nas portas que dão acesso aos corredores (por onde há o acesso à platéia e às Frizas) bloqueiam a entrada das pessoas que se aglomeram, num grande amontoado.

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    Há jovens, velhos, crianças. As pessoas querem se sentar, ir ao banheiro – foram pelo menos 3 horas sem banheiro e sem agua na fila. Eu preocupada com aquela aglomeração: os funcionários da “organização” continuam a botar o povo pra dentro desse cerco.

    .

    Eu, que entrei entre os vinte primeiros, começo a olhar para trás – aquela aglomeração toda de gente espremida, e noto que não há escapatória: já naquele momento eu queria mesmo era desistir, ir embora dali. Meus sentidos me diziam que aquilo ia dar uma grande merda, pois agora, ao invés de estarmos numa fila – onde tudo é muito mais civilizado, estavamos comprimidos naquele espaço, num pacotão apertado de pessoas cansadas, e não era possível entender porque faziam isso conosco. Se não era pra entrar, por que não nos deixaram do lado de fora, na fila?

    .

    Eu, na frente da porta, amassada num pacotão de pessoas, comecei a temer pisoteamentos, por isso pedi licença e forcei meu caminho para encostar na parede ao lado da porta, de forma a estar fora do caminho da avalanche de pessoas que certamente ocorreria quando os “seguranças” deixassem entrar.

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    Quando depois de mais uns 40 minutos de espera nessa situação, os “seguranças” deixaram entrar, fiquei realmente surpresa pela capacidade de auto-contenção daquela multidão. Não que a entrada de muitos ao mesmo tempo não tenha sido uma coisa espremida, mas nada de violência, empurrões ou pisoteamentos. Entramos no corredor que dá nas entradas da platéia e das frizas e de novo os seguranças – agora na porta da entrada da platéia – novo amontoamento. Impossível chegar ao banheiro.

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    Finalmente deixaram as pessoas entrarem na platéia. As entradas para as frizas estavam trancadas. Funcionários de chaves na mão pareciam não saber se abriam as portas das frizas ou não. Davam petis. A campainha soava – havia filas nos banheiros. Os funcionários continuavam a dar peti e dizer – ou melhor, berrar na cara das pessoas – que se elas não entrassem já ficariam de fora. Alguém frustrado deu um murro em uma porta – não defendo essa pessoa, mas na hora chamaram a polícia. O policial soube ser muito mas muito mais grosseiro que qualquer um foi até aqui e deu seu show particular. Pensei de novo em ir embora. Tentei me dirigir educadamente a uma funcionária que deu seu peti gritando na minha cara e me mandou subir. Desisti do banheiro e Subi.

    .

    Estava devidamente sentada na parte alta do teatro (como se chama mesmo? galé?galeria?) De onde não dava pra ver nem o topo da cabeça do Tom Zé. As pessoas naturalmente ficavam de pé. “Seguranças” dando broncas: não era pra ficar de pé. as pessoas nas primeiras cadeiras apoiavam os braços no espaldar das muretas. Eu mesma teria feito isso: estava exausta. Mais broncas: não era pra apoiar os braços. Seguranças dando broncas e ameaçando tirar as câmeras das pessoas que batiam fotos. Não notei um flash.

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    Ou seja, quando começou o show, a platéia muda enquanto Tom Zé pedia que cantássemos junto. Foi difícil tentar relaxar. Tentar cantar com Tom, foi mais impossível ainda. O grande nó na garganta de todos, acompanhada de uma nuvem de mau humor era sensível. Fui capaz de perceber que o show era muito bom, mas como ocorreu com muitos, a “organização” acabou com a nossa noite.

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    O bom foi que Tom mandou levantar, mandou tirar foto, quebrou um pouco daquele grande gelo – um verdadeiro iceberg – da platéia, e quebrou as pernas dos “não pode” vindos dos “seguranças”. E quando Tom pediu que acompanhássemos na frase “que te pariu” senti que essa sim era uma frase que saia daquela multidão de gargantas.

    .

    Luíza Erundina abria o municipal no 1o de maio para os trabalhadores. Neste Sábado, 2 de maio, senti que aquele espaço não se abriu nem mesmo para a classe média ali presente. Foi como se tivessem – ao invés de abrirem a porta da frente, – como se tivessem feito aquele povo entrar pelas latrinas do municipal. Para que sintamos o quanto não somos bem vindos.

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