Vinte anos atrás…

Postado em Cotidiano e sociedade no dia 09/11/2009 |

#nostalgia do Muro de Berlim: há 20 anos eu e amigas estrangeiras: da esquerda para direita Nicole (Holanda), eu, Mariana (EUA), Rebecca (Australia), minha irmã Sheron, Martina (Alemanha, de preto) e Hopi (Canadá, de blusa clara).

#nostalgia do Muro de Berlim: há 20 anos eu e amigas estrangeiras: da esquerda para direita Nicole (Holanda), eu, Mariana (EUA), Rebecca (Australia), minha irmã Sheron, Martina (Alemanha, de preto) e Hopi (Canadá, de blusa clara).

Vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim, que levou à reunificação da Alemanha e acelerou o fim da União Soviética, está sendo comemorado hoje. Para mim esta data traz duas lembranças: minha amiga alemã Martina Ratje, que em 1989 era intercambista na minha escola e cuja frustração por não estar em seu país nesta data histórica eu presenciei. E em segundo lugar a Perestroika, livro de Gorbatchov que minha mãe comprou e eu li em seguida e me mostrou um mundo que eu não imaginava de fato existir.

Este mundo pode ser visto e entendido com o cinema. Good Bye Lenin (Adeus, Lênin, 2003) é uma das melhores obras para tentarmos entrar no universo das duas Alemanhas e vivenciar um pouco das imensas diferenças que separavam pessoas tão próximas. Se você não viu o filme, veja, vale a pena.

Por estes dias podemos rever, na TV, na internet e em exposições, imagens da noite histórica de 9 de novembro de 1989, data em que os berlinenses do Leste presos atrás da barreira de concreto de 3,6 metros de altura correram aos postos de fiscalização para forçar a abertura deles.

É triste saber que mesmo depois de tanto tempo, os alemães ainda se dividem em orientais e ocidentais. Quem o afirma é um  dos principais historiadores sobre o tema em entrevista ao jornal O Globo. Michael Meyer cobria a Guerra Fria há 20 anos (hoje é porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon) como correspondente internacional da revista “Newsweek”  e presenciou a tendência à democracia na região, percorrendo diversos países do Leste europeu ao longo de anos. Autor de “1989 – O ano que mudou o mundo (publicado no Brasil pela Jorge Zahar)”, na entrevista ele revela os bastidores de um conflito que dividiu o mundo. Retiro de lá um trecho que sintetiza bem sua visão:

O senhor acredita que o mundo hoje está livre do conceito de um Muro dividindo o povo?
Claro que não. Nós temos muros nas nossas cabeças. Nós dividimos o mundo em “eles” e “nós”. Isso é o confronto das civilizações. O que é o muro entre o Islã e o Ocidente? O que é muro na Alemanha? Alemães ainda se dividem e orientais e ocidentais.

E para quem quer pensar mais sobre o tema, dica do @ericmessa: abertura da exposição Deste Lado, no Instituto Goethe (rua Lisboa, 974, Pinheiros, SP, SP), nesta segunda, 20h20.

deste lado queda do muro de berlim goethe exposição

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


5 Responses to “Vinte anos atrás…”

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Sam Shiraishi, Luciano Victor. Luciano Victor said: Reading: "Vinte anos atrás… | A Vida Como A Vida Quer" (http://twitthis.com/kmywjh) [...]

  2. Ameeeei este post, Sam! E o filme Adeus, Lênin é incrível mesmo. Mas fiquei boba com a porcentagem de jovens que nasceram atrás do muro e que dizem ter saudades daquela época (49%). Tudo bem ser nostálgico, todos nós somos (eu amo cultivar as músicas e gadgets dos Anos 80) mas isto já é demais… Beijos,
    Lu

  3. Reading: "Vinte anos atrás… | A Vida Como A Vida Quer" (http://twitthis.com/kmywjh)

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