Usar o próprio corpo como instrumento de controle em jogos digitais

Postado em Artes, Mãe com filhos no dia 06/02/2010 |

Garotada no SESC Pinheiros - foto de @eutrapelico

Ter meu corpo como controle de jogos digitais era algo que eu não teria sonhado. Apesar de ver em filmes, não me parecia tão importante – e fico bem contente que outros sonharam e estudaram o assunto. Na Campus Party uma experiência mexia com isso: o computador era movido por diretamente pelo cérebro humano. Não era a única experiência, meus filhos se divertiram muito num dos stands onde era possível jogar bola sem contato com controles, movendo diretamente em frente à tela onde a bola virtual estava. Estas inovações são o mote da realidade aumentada (RA), tema que fez grande sucesso neste mega encontro de tecnologia (não era uma feira, como alguns veículos de comunicação citaram, foi antes um encontro de interessados em tecnologia de ponta).

E o que é esta realidade aumentada?

Uma nova forma de visualizar imagens. Usando um sistema que funciona através da webcam e que reconhece imagens, projetando sobre elas diversos efeitos como animações e objetos em terceira dimensão, esta nova tecnologia tem chamado a atenção de um número cada vez maior de pessoas. O seu uso tem um enorme alcance, podendo ser incorporada desde como auxiliar de trabalhos complicados em hospitais até mesmo como simples forma de entretenimento. Por seu caráter interativo e processamento em tempo real, a RA é considerada o próximo hit do mundo cibernético.

Numa versão reduzida eu sinto que minhas crianças usam isso quando jogam Wii. Eu jamais imaginaria que um controle sem fio poderia repetir perfeitamente a sensação de jogar boliche ou basquete, quiçá ensinar ao meu cérebro como se portar com um taco de golfe. Mas ensina e permite que aprendamos muito sem notar, tudo na base da brincadeira. Outra vantagem é que, tanto no Wii Sports quanto no Wii Fit, não estamos mais parados, inertes e engordando na frente do aparelho eletrônico. Gastamos energia e calorias porque não paramos quietos.

E vem mais por aí: um dos projetos envolvendo a RA mais aguardados é o Project Natal, o sensor de movimentos para o console XBox 360 que vai permitir que uma pessoa jogue seu game preferido sem qualquer necessidade de um console, usando apenas os movimentos de seu corpo e nada mais.É esperar para ver – e testar.

;)

P.S. Nesta semana uma experiência com realidade aumentada acontecerá no SESC Pinheiros, com os instrutores Fabiano Sampaio e Bruno Drago. Nela é possível também utilizar o próprio corpo como instrumento de controle em jogos digitais, aliado a dispositivos interativos – com experimentações em mobilidade, interatividade, percepção e estratégia, relacionados a inteligência artificial, com desafios em tempo real. O bom é que é gratuito e livre para todos os públicos – mas tem vagas limitadas. Inscrição no balcão da Internet Livre. Internet Livre, 2º andar do SESC Pinheiros.

Galerinha no SESC Pinheiros - foto de @eutrapelico

Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


5 Responses to “Usar o próprio corpo como instrumento de controle em jogos digitais”

  1. Usar o próprio corpo como instrumento de controle em jogos digitais http://ow.ly/16vT8t

  2. Roger Yabiku says:

    RT @samegui: Usar o próprio corpo como instrumento de controle em jogos digitais http://ow.ly/16vT8t

  3. Mielle says:

    RT @samegui: Usar o próprio corpo como instrumento de controle em jogos digitais > http://ow.ly/16vT8t

  4. Planejamos ir à oficina de games e realidade aumentada do @eutrapelico no sesc pinheiros, mas a chuva nos frustrou. http://bit.ly/9Ll0p8

  5. É fantástico né, e as inovação são tantas que a gente até se perde!

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