Trabalho com mídia social
Outro dia um seguidor do Twitter me perguntou com que eu trabalhava e quando eu respondi “trabalho com mídia social” senti, mesmo teclando no msn, aquele momento de silêncio que sucede situações inesperadas numa conversa. Mesmo tendo blog e sendo profissional de TI, ele não esperava que uma comunicadora (no meu caso jornalista, mas são muito comunicadores nesta nova mídia) “trabalhasse” nisso que é para muitos é apenas um hobby.
Na ocasião, além contar que é um trabalho como outro qualquer, sem toda diversão e/ou glamour que as pessoas pensam e explicar que dá muito trabalho, eu apenas ri sozinha. Engraçado imaginar que tem gente que pensa que para produzir tanto, pesquisar para embasar idéias, dedicar-se para manter uma network e tantas coisas mais que envolvem qualquer trabalho bem feito a gente ainda mantém (ou deve manter) blogs apenas por diletantismo.
Por vezes este trabalho de mídia social é mais desgastante e exigente que outro “tradicional”, porque ser blogueiro ainda é ser empreendedor demais. Exige abrir novas frentes como os bandeirantes abriam picadas, em meio a seres que não falam sua língua e acreditam que seu objetivo é roubar o seu território (analogia à chegada deles nos espaços antes exclusivos das nações indígenas). E igualmente arriscamo-nos a levar flechadas ou sermos atingidos por machadinhas de quem, naturalmente, apenas defende seu território. Mas também contamos com aqueles que enxergam no novo uma oportunidade de negócio.
Neste sábado estive no Starbucks num café da manhã com algumas blogueiras, motivado pela visita da Gisele Ramos, do Diva Diz e Blog na TV. Creio que, das presentes, apenas Liliane Ferrari ainda mantém um blog como diário virtual - Lili é produtora cultural, mas imagino que, mesmo sem querer, o blog já seja um pouco portfolio dela. Todas as outras têm no blog parte de seus rendimentos e investem nele tempo considerável como um trabalho sério. Renata, jornalista e blogueira como eu, mantém o Moda para usar com uma dedicação que invejaria alguns editores de revistas femininas. Gisele e Simone Miletic (Só seriados de TV), com seus blogs de seriados de TV, são incansáveis e eu imagino como o lazer delas ficou prejudicado porque devem assistir à TV toda noite pensando no que vão contar aos leitores em seguida. Uma amiga delas, a Fernanda Furquin do Revista Teleséries (que eu conheci no café) lançará em outubro um livro sobre a evolução dos papéis femininos na sociedade norte-americana com base na sua projeção e mudanças nos seriados. Incrível, né? E ainda tem gente que pensa que a gente deveria blogar de graça para sempre, porque é errado receber por este trabalho todo.
P.S. Por falar em monetização e etc, todas as meninas que citei e que levam o blog como seu segundo trabalho fazem ações de publieditorial para agências. Queria ter conversado com elas para saber se acham que deveríamos pensar nisso como informe publicitário e ganhar como redatores publicitários ou continuar seguindo esta tabela de freelance jornalistico que tem regido os trabalhos nesta área. Fica para o próximo café, mas quem quiser opinar, saiba que sua visão será bem vinda aqui. :)
Fiz um post pago (não consigo chamar de publi…) e me peguei pensanso com base em que calcularam o que me propuseram. Então é com base na lauda jornalística? Hummm… discordo. É um trabalho diferente. Em uma reportagem eu não coloco minha opinião, nome, credibilidade etc em jogo.
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[...] Clique aqui para seguir lendo este post no meu blog pessoal, onde foi publicado originalmente, na í… .gallery { margin: auto; } .gallery-item { float: left; margin-top: 10px; text-align: center; width: 33%; } .gallery img { border: 2px solid #cfcfcf; } .gallery-caption { margin-left: 0; } [...]
Go home, diva, que eu já tô com saudade….
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Olá Sam! Entendo perfeitamente que “trabalhar com mídia social” da tanto (as vezes mais) trabalho que qualquer outra profissão e na minha opinião, quem produz conhecimento, tem trabalho em dobro. É o que eu tento explicar para algumas pessoas, quando falo de alguns amigos que vivem da produção de conhecimento (bolsistas de Doutorado ou Pós-Doc). Existe muita gente que não tem idéia deste tipo de trabalho. Mais não podemos exigir o entendimento de todos, a base de nossa pirâmide social ainda é muito larga.
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Sam, não adianta o que eu fale, meus primos dão risada sobre meu “blog”, ficam fazendo piadas com tudo que eu falo como: “Ah e você viu isso no blog né?!”, mas eu nem ligo, eu sei que isso aqui vai engrenar direitinho um dia!
Quanto ao encontro… Meu pai chegou no sábado, não teve como sair de casa e estou aqui toda arrependida de não ter ido…
Beijos querida!
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Sam
Adorei o post! pra variar!
Então eu estou numa transição com o meu blog…quero migrar para o wordpress, profissionalizar pq oportunidades estão em vista e não acho nenhum crime…aliás quero diquinhas de como melhorar! vamos nos falar!
Acho muito chato esse papo de post pago, blog de aluguel, publieditorial…afinal ninguém recebeu concessão pra ter blog e nem se submete a nenhum veículo…e tem outra, lê quem quer, acredito no livre-arbítrio.
É um policiamento total desnecessário…
Pra mim cada um faz o q sua ética lhe permite. Acho tbém q deve ser pago o justo, sempre!
BTW mídias sociais são o futuro/presente da internet! quem não sabe o q é precisa correr pra se informar e não perder o timing.
bjs
p.s.: Como eu adoro seu blog! Admiro pelo fluxo das postagens de qualidade…pq de lixo de bobagem imprestável a blogosfera está cheia! Uma ilha de bons textos e useful information!
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Sam, adorei conhecer vocês, MESMO! A Renata então, foi uma fofa e bateu perna HORAS comigo!
Eu sou suspeita pra falar, acho que a gente merece ganhar rios de dinheiro com os publieditoriais.
Beijo!
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Sam,
Adorei a discussão que você lançou no final. Na minha opinião, prefiro que os publis sejam tratados como informes, porque somos mais redatoras publicitárias do que jornalistas, temos que elaborar um texto que fique agradável sem ficar vendendo demais!
Vamos discutir mais!
E adorei o café (apesar de ter tomado demais!) e as meninas! Espero que mais encontros destes e também que a Gi venha mais pra gente bater perna!!!!
bjs
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Sá, estou ansiosa para saber quais serão as ponderações desse grupo após o próximo encontro. Adorei a parte em que vc diz “Engraçado imaginar que tem gente que pensa que para produzir tanto, pesquisar para embasar idéias, dedicar-se para manter uma network e tantas coisas mais que envolvem qualquer trabalho bem feito a gente ainda mantém (ou deve manter) blogs apenas por diletantismo”.
Um beijo. Ti
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[...] social, aplicações e reconhecimento, transcrevo parte de um Post da Samantha, jornalista, em A vida como a vida quer… Por vezes este trabalho de mídia social é mais desgastante e exigente do que outro [...]
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