Toy Story 3 e Shrek 4 são imperdíveis
Postado em Cinema e TV no dia 24/07/2010 |
Eu deveria fazer um review de cada um dos filmes separadamente, mas como mãe de menino eu não pude deixar de encontrar muitas reflexões em comum nas duas produções que agitaram o mercado cinematográfico nestas férias (de inverno para nós, de verão para o hemisfério norte) e que fecham duas histórias que marcaram uma mudança significativa na forma como o cinema vê a infância.
Antes de Toy Story, lançado em 1995, as animações por computador eram vistas com todas as ressalvas do mundo – e o filme, que acabou ganhando prêmios e criando uma nova escola, sofreu duras críticas. Além de ser computadorizado ele trazia um enfoque que parecia absurdo para as superproduções da Disney na época (Pocahontas e A Bela e A Fera, para citar só duas), pois focava a história no verdadeiro universo infantil, com músicas singelas (Amigo estou aqui é das minhas favoritas para sempre desde a primeira vez que ouvi) e um enredo focado na realidade mais cotidiana de uma criança: seu imaginário e sua relação íntima com os brinquedos.
[Eu chorei desde o começo do filme com as cenas gravadas pela mãe do Andy, tá? E chorei ainda mais no final....]
Amei ver Woody e Buzz representarem a chegada da irmã do Andy (porque, em uma das possíveis análises, é sobre dividir amor – ou a capacidade de amar mais de um filho/brinquedo – que trata o primeiro filme) e no segundo filme chorei com a Jessie pensando em todas as minhas bonecas perdidas no tempo. Toy Story 3 fecha a história de Andy com sua ida à universidade, marcando o final da infância (é aos 17 e não mais aos 7 que deixamos para trás as coisas de menino) e ensina não só a reciclar e doar, mas relembra como é de fato importante viver a infância. Saí de lá com vontade de “ensinar” meus filhos a brincar como eu brincava, a montar cabanas com as mantas de dormir apoiadas nas cadeiras da sala de jantar e montar a vila playmobyl para todos os irmãos brincarem até cansar e chegar a hora de dormir.
E por falar em vila, lembrei de Shrek e Fiona no novo filme que fecha sua história de amor às avessas. Como todo “macho”, o ogro cansou de tudo e resolve ter um piti bem no meio do aniversário de um ano do filho. Que mulher não viu marido amarelar quando a relação chega a este ponto em que ele se vê afundando em responsabilidades? O que os maridos não sabem é que a gente também sufoca e tem uma vontade imensa de ter um só dia sem todas as obrigações do mundo – até porque não temos aqueles ombros másculos de Atlas, né? A coisa pesa muito e dá vontade de fugir, mas nem por isso saimos por aí assinando acordos sem ler e sem pensar nas consequências… o tal contrato que Shrek assina com Rumpelstiltskin é uma alegoria a muitas pequenas concessões que os homens comprometidos fazem e que parecem que vão durar só uma noite (ou um final de semana de viagem de negócios) não é mesmo?
Na verdade as mulheres também fazem isso (lembram da personagem de Vera Farmiga em Up in the air?), mas elas normalmente pensam nas consequências, na prole, no que virá – e mesmo a Fiona (opa, spoiler aqui) solteira da realidade paralela pensava na posteridade o tempo todo em sua escolha como chefe do gurpo de rebeldes. E o filme é sobre o que virá e o que poderia ter sido diferente se as escolhas de cada um fossem outras… vale a pena ver para reflexionar, para pensar na sua própria vida e no que poderia ter sido, no “what if” (“e se” eu tivesse feito aquele intercâmbio e não continuado o namorico que acabou em casamento, “e se” eu tivesse pensado duas vezes antes de largar o emprego para ter bebê, “e se” eu tivesse feito aquele MBA no exterior?).
De quebra os dois filmes têm trilhas sonoras boas e efeitos 3D que permitem uma fuga da realidade perfeita, daquelas que todos nós precisamos em todas as idades e fases da vida.
Recomendo muitíssimo.
P.S. Fomos, Gui e eu, à pré estreia de Shrek a convite da agência de McDonald’s, com direito a um café da manhã antes do cinema no Shopping Eldorado. Como os meninos estavam na casa dos avós em Curitiba, imaginem, foi mesmo um dia atípico (cinema de manhã, com Mclanche, brinquedinhos e uma super folga da vida de mãe e pai). Nos divertimos muito e ainda nos demos o direito de outro abuso: almoço com lanche do ogro, como Gui contou aqui. Eu adorei o peperone apesar de ter achado que tinha cheddar demais.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Oi,Sam.Não consigo passar aqui sem deixar um comentário.Já vimos o Shrek 4,gostamos muito.Na segunda iremos ver Toy Story 3,estamos anciosos.Eu então q vi Toy Story 1 na minha lua-de-mel em Natal,sabe o q é isso?rsrsrs É muita lembrança boa.
Eu costumo fazer essa reflexão sobre os rumos tomados, sozinha e com meu marido tbem,é incrível como um pequeno detalhe poderia ter mudado tudo em nossas vidas.Loucura!!!
Ah!Sandro(meu marido) comeu o lanche do ogro,adorou é gigante né?Bjs!
Sam Shiraishi Reply:
July 24th, 2010 at 12:18 pm
@Rogéria, que bom que vc comenta, assim eu sei que me visitou, né?
Não deixe de levar lenços de papel para o cinema quando for ver Toy Story, é muito, mas muito difícil não chorar. Eu comecei quando a mãe do Andy mostra os filmes da infância dele, aguentei no meio e quase tive uma síncope do final. Mas o filme é realmente lindo e terno, é para sempre.
Depois me conte da reação das crianças.
Ai,caramba eu já sou uma manteiga derretida,choro até vendo comercial de ração,imagina?rsrsrs
Eu nunca vi nenhuma das animações de Toy Story, mas sou muito fã dos filmes do Shrek. Infelizmente, me decepcionei com este último, que está nos cinemas. O filme não é ruim, tem momentos divertidos, mas é muito inferior aos anteriores. Parece que faltou a criatividade que abundava nos três primeiros. Eu acho que se era para fazer esse filme, era melhor que tivessem deixado Shrek ser somente uma trilogia mesmo, que estava ótimo.
[...] Leia o artigo inteiro. [...]
Ontem assistimos Shrek. Vou escrever no meu blog. Toy veremos semana que vem.Sei que vai ser duro! Tenho certeza que vou chorar! AHAHAH
Somos fãs do shrek ainda mais que eu me identifico muito com a família que tem trigêmeos iguais aos nossos. Sempre nos chamamos de família shrek!
Quando escrever te passo o link.
Toy Story 3 e Shrek 4 são imperdíveis http://goo.gl/fb/4mwqG
Texto muito bom da @samegui !! http://www.samshiraishi.com/toy-story-3-e-shrek-4-sao-imperdiveis/
Toy Story e Shrek 4! http://www.samshiraishi.com/toy-story-3-e-shrek-4-sao-imperdiveis/
Amo Toy Story! RT @samegui: Toy Story 3 e Shrek 4 são imperdíveis http://www.samshiraishi.com/toy-story-3-e-shrek-4-sao-imperdiveis/
Oi Sam,
Veja o que eu achei de Shrek:http://blogdex-alinedex.blogspot.com/2010/07/shrek-sempre-e-uma-festa.html
Beijos,Aline
Samantha, que bom que gostou do filme! Realmente, o “e se…” do filme nos leva a pensar a própria vida…
Você será sempre bem vinda!
RT @samegui: Toy Story 3 e Shrek 4 são imperdíveis http://bit.ly/a9Spmo
Para não dizerem que eu não falo bem de Toy Story (que adoro) http://bit.ly/f8vA26 (cc @TeatroBonecos @PlanetaDisney )
RT @samegui: Para não dizerem que eu não falo bem de Toy Story (que adoro) http://bit.ly/f8vA26 (cc @TeatroBonecos @PlanetaDisney )