Terceira idade e classe C crescem em importância #consumidor20
Postado em Cotidiano e sociedade no dia 06/05/2010 |
Ponto pacífico: o desenvolvimento da população brasileira levou ao surgimento de um novo tipo de consumidor, diferente do que havia no país há 30 anos. Mas e o que as empresas precisam aprender para continuar se comunicando com os diferentes nichos de mercado? Neles estão as oportunidades de negócios para as empresas – 3ª Idade, emergentes (classes C e D), singles (solteiros ou casais sem filhos) e as mulheres com renda de chefe de família – sem falar na necessidade de acompanhar as diferenças de comportamento e atitude das chamadas Gerações X, Y e Z…
Li um artigo no qual Paulo Carramenha (da GFK, empresa de pesquisa de mercado), reforçava a importância de entender movimentos, necessidades e expectativas destes nichos, além de pensar como elas se alteram ao longo do tempo.
“Cada vez mais exigente e consciente, o novo consumidor busca constantemente informações que o ajudem na tomada de decisões e se mostra menos previsível e fiel. Além disso, há mais opções de canais de compra e formas de pagamento que auxiliam nesse processo de mudança de comportamento.”
Os canais são, de forma indiscutível, espaços como o da mídia socia, né? O Consumidor2.0 em ação, que para muita gente vale mais como fiador de uma marca do que muitas inserções comerciais reunidas em TV e afins.
Mas vejamos em que mercado este #consumidor20 está se inserindo: o IBGE estima que em 2020 o Brasil terá 29,3 milhões de pessoas com mais de 50 anos com renda total de R$ 25 bilhões – hoje essa faixa etária corresponde a 43% da classe de renda mais alta (acima de dez salários mínimos) e, no total da população, 23% – mas de um grupo que costuma ir mais vezes às compras, vale destacar! Em paralelo a este grupo, outro nicho que cresce em consumo e foi apontado com destaque por Carramenha, é a classe C, que há muitos anos deixou de ser coadjuvante e tem ocupado um papel cada vez maior na economia.
“Esse é um mercado enorme que deve ser explorado. E não existe um perigo de bolha nesta parcela da população ou de acontecer um aumento do consumo que leve à inadimplência descontrolada”.
E como alcançar os nichos com assertividade? Três tendências são importantes e influenciam a percepção de valor para a maioria dos segmentos:
- simples, pequeno e barato
- de design diferenciado
- com visão sustentável
Parece simples e deveria ser facilmente encontrado, mas ainda não é. A estas tendências eu gostaria de logo ver incorporada uma outra, tão importante quanto a prática sustentável: o esforço por adquirir produtos brasileiros, que são produzidos segundo nossa legislação (tanto no que concerne à preocupação com o meio ambiente quanto no que trata dos direitos trabalhistas dos funcionários envolvidos no processo) e que, na cadeia produtiva, tratá benefícios para toda sociedade, o que não ocorre quando optamos por produtos importados (mais baratos ou mais chiques, não importa) e que não trazem melhorias para o Brasil como um todo. Este é também um dos valores que precisamos – muito – incorporar.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Mulheres chefiando familias, terceira idade e classe C crescem em importância como #consumidor20 http://bit.ly/bwhEtj
RT @samegui: Mulheres chefiando familias, terceira idade e classe C crescem em importância como #consumidor20 http://bit.ly/bwhEtj
RT @samegui: Mulheres chefiando familias, terceira idade e classe C crescem em importância como #consumidor20 http://bit.ly/bwhEtj
RT @samegui: Mulheres chefiando familias, terceira idade e classe C crescem em importância como #consumidor20 http://bit.ly/bwhEtj
[...] que a fase em que vivemos, como apontam diversas pesquisas recentes* e entidades criteriosas* (como o Instituto Alana) é de crescimento no consumo, [...]