Teatro de Bonecos Dr. Botica completa 6 anos

Postado em teatro no dia 19/05/2007 |

Neste final de semana Curitiba tem algo muito especial para festejar: o Teatro de Bonecos Dr. Botica completa

seis anos de atividade ininterrupta. Quem conhece um pouco da vida de artista sabe que é um grande feito, especialmente pela proposta de preservar e difundir a milenar arte do teatro de bonecos e apresentar o teatro ao público mirim, formando uma nova consciência cultural.

Falo por conta própria: apesar de ter tido meu teatrinho de fantoches quando criança e até apresentar umas estorinhas para a vizinhança, não tenho lembranças de frequentar teatros antes da adolescência, pois cresci em uma pequena cidade do interior do Paraná. Quando o Teatro de Bonecos abriu em Curitiba eu morava lá e já tinha meu filho Enzo, então com 1 ano e meio. Confesso que ao ver que abriram um teatro dentro do shopping (fica no Shopping Estação, bem no centro da cidade, onde funcionava a estação ferroviária), achei que era meio estranho e não acreditei muito no projeto.

Mas além do teatro projetado especificamente para montagens de bonecos, com capacidade para 100 lugares não marcados, a “Janela do Teatro” atrai e convida a entrar e conhecer. Em frente à esta vitrine, onde acontecem pequenas apresentações antes das sessões, verdadeiras multidões se concentram, impedindo o trânsito naquele setor do teatro. Ali os pais começam a perceber que o teatro fascina suas crianças e o famoso temperamento frio do curitibano dá lugar a um público mais simpático e solto.

Morando em São Paulo há dois anos, acostumei com a vibração diferente do público. Mas no carnaval deste ano eu estava passeando em Curitiba e soube que o teatro teria apresentações. Aliás, o shoppping estava todo fechado, mas o teatro lotado! Nas férias de dezembro, janeiro e julho e nos feriados são realizados projetos especiais com programação diária, a maioria do repertório da Cia. Manoel Kobachuk, como o que fui conferir com Enzo e Giorgio. Adoramos, não só o trabalho dos artistas, que mescla bonecos com pessoas, mas igualmente a sensibilidade ao abordar os temas, como foi no Respeitável Público, um espetáculo em que um velho palhaço (em preto e branco), relembrava o circo onde fora feliz.

As lembranças são emocionantes e Enzo, então com 6 anos, foi para casa da avó tristonho, com pena do palhaço. Admiro-os por conseguirem tamanha identificação com as crianças usando de expedientes simples e muito poucas palavras. Ao final, bati um papo em nome do Desabafo de Mãe com os artistas, e os meninos também gostaram de falar com eles sem a caracterização de palhaços que usavam para manipular os bonecos.

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


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