Take your children to work
As imagens, gentilmente enviadas para o @maecomfilhos por @srtabia, me fez pensar em várias situações que @gnsbrasil e eu já vivemos com nossos guarda-costas mirins, além de algumas situações que eu vivi no trabalho de minha mãe e de meu pai (“brinquei” tanto com a máquina de escrever nestes lugares que digito hiper rápido!).
Claro que levar os filhos ao ambiente de trabalho é complicado, exige um aprendizado de ambos os lados, mas também ensina para as crianças a etiqueta do mundo do trabalho. Quem tem filhos deve ter visto um episódio em que o Caillou vai ao trabalho da mamãe por um dia e vive muitas aventuras. Eu sou como a mãe do Caillou e da Rose, geralmente trabalho em casa, mas em algumas situações tenho reuniões ou dias nos escritórios, e já tive que levar os meninos (com seus respectivos notebooks) para reuniões e percebo que conhecer o ambiente de trabalho dos pais ajuda muito a desmistificar e valorizar o mundo corporativo.
Esta idéia está se popularizando em vários países e quem se interessa pode se informar no site “Take or daughters and sons to work Foundation”, organização que defende o Take Our Daughters And Sons To Work® Day (o dia para levar nossas filhas e filhos para o trabalho) como um programa para criar a oportunidade de que meninos e meninas possam compartilhar e conversar sobre suas expectativas sobre o futuro. A data mundial é a quarta quinta-feira do mês de abril, neste ano dia 23/04, e a faixa etária recomendada para este encontro é de filhos de 8 a 18 anos. Esta limitação de idade reforça e valoriza ainda mais a atitude da representante da Dinamarca no Parlamento Europeu, Hanne Dahl, que levou seu bebê ao trabalho, divulgada no blog Feminist Law Professors.









Thursday, Thu Apr 2009
Muito bacana, Sam. Um movimento que merece ser divulgado entre as empresas brasileiras. Não é sempre, mas de vez em quando tenho a oportunidade de trabalhar em casa ou trazê-los para a empresa – um privilégio para quem mora perto do trabalho, como eu. Mas sei que somos uma ‘mínima minoria’, é uma pena.
Sam Shiraishi Reply:
April 9th, 2009 at 11:30 pm
@Vanessa Aguiar, acho super importante que os filhos conheçam este ambiente e possam desmistificar a situação do trabalho, para valorizar os pais e também para compreenderem o universo no qual estarão inseridos um dia.
Que sorte a sua por ter esta chance!
Thursday, Thu Apr 2009
A empresa onde trabalho promove todo ano o Dia da Família, onde os familiares são bem-vindos. Acho ótimo, mas não é a mesma coisa que trazer o filhote para eventualmente encarar uma jornada junto comigo. Já os trouxe para trabalhar comigo, e acho uma experiência importante. Aliás, uma das melhores lembranças que tenho da infância é de quando ia visitar o trabalho do meu pai….
Abraço!
Sam Shiraishi Reply:
April 9th, 2009 at 11:31 pm
@GiseleRamos, acho que o Dia da Familia é realmente diferente de ir ao trabalho dos pais. Como tu és uma supermulher e supermãe e tem dois guris, tinha a maior curiosidade de saber como eles lidam com isso.
Obrigado por compartilhar aqui.
Thursday, Thu Apr 2009
O movimento representa uma enorme mudança de paradigma, pois a maternidade ainda é adiada por muitas mulheres que se sentem inseguras em suas posições e espaços profissionais. A associação da maternidade com perda de produtividade, velada em muitas circunstâncias, merece ser combatida. Contem com meu apoio (e o de minha filha). PS.: ela acabou de ir comigo conhecer a Universidade que estou trabalhando!
Sam Shiraishi Reply:
April 9th, 2009 at 11:34 pm
@FlaviaGalindo, ontem no evento para gravidas duas das moças que faziam a assessoria e são muito jovens ficaram tão impressionadas que no final falavam que não iam ter filhos tão cedo. Por outro lado, muitas jovens falam que se sentem seguras com a possibilidade de ter filhos porque veem profissionais como nós, que são mães e continuam na ativa sem sofrimento. E eu tenho 3 amigas que decidiram ter o segundo filho depois de ver a rotina daqui de casa.
Enfim, é um testemunho de vida que estamos dando diariamente.
Thursday, Thu Apr 2009
Sam, achei a idéia bem interessante. Me fez lembrar de uma experiência vivida com meu primeiro filho quando ainda tinha uns 5/6 meses. Enquanto não saía a vaga na creche da faculdade do meu marido eu levava meu filho para o escritório de advocacia, onde eu trabalhava com meu irmão como estagiária, mas enfim… é uma longa história.
Mas esse conceito filhos-interação-trabalho acho perfeitamente construtivo observadas as limitações que envolvem essa relação. Entendo que seja uma ótima forma de aproximar pais e filhos e de incentivar o despertar do interesse pelo trabalho em si, além de criar uma base sólida na formação da personalidade destes futuros profissionais.
Beijo querida!!
Sam Shiraishi Reply:
April 9th, 2009 at 11:36 pm
@EsterBeatriz, eu acho que li esta sua história, mas não lembro onde. Sei que eu lembro dela. Talvez tenha sido na blogagem do aleitamento materno, pode ser?
Considero-a uma mãezona, vi seu video da knorr e fiquei encantada com o entusiasmo e sinceridade que vc passava ao contar das coisas que faz para os meninos. E vc ainda é moderna, jovem, entende de games e tudo mais!
Beijos e conta mais deste tempo de escritorio com bebê!
Thursday, Thu Apr 2009
Sam, achei sensacionais estas fotos. Estou trabalhando num texto sobre a culpa que as mães sentem ao deixarem os filhos para trabalhar. Crianças precisam dos pais e os pais precisam trabalhar . Uma sociedade onde cena como esta seja possivel é uma sociedade digna de se fazer parte.
Sam Shiraishi Reply:
April 9th, 2009 at 11:12 pm
@Vanessa, quando voltei a trabalhar fora de casa eu escrevi um Desabafo de Mãe sobre o tema, está em http://www.desabafodemae.com.br/home.php?acao=desabafos&subact=desabafo&cod=389
O que acho mais pesado é, de fato, sentirmos culpa, uma coisa imperdoavel nos tempos atuais.
Obrigado por aceitar meu convite para deixar sua opinião aqui.
Friday, Fri Apr 2009
Trabalhei em duas agencias grandes e nas duas levei minahs 3 filhas pois aconteceu daqueles imprevistos da baba ou empregada faltar, achei que elas iam achar um tédio, mas elas adoraram e agora sabem exatamente no que trabalho, elas até participaram de 2 reuniões e brainstorms.
Lembro quando elas eram muito pequenas que iamos pra escola e depois eu ia trabalhar, n sabia dirigir então uma ia sentada no carrinho a outra de pé atras do carrinho e uma na mochilinha. chegamos a ir em clientes e eventos da empresa tb, n tinha saida né? elas não tem traumas com isso, muito pelo contrario adoravam e eu acho muito positivo!
Sam Shiraishi Reply:
April 10th, 2009 at 12:23 am
@mj-coffeeholick, não imagino levar 3 filhas para reuniões e ainda conseguir render. Admiro você por estas e outras coisas – como seu bom humor e simpatia.
No caso dos meus meninos, vejo que eles mudaram a forma como me viam quando puderam me perceber como parte da cadeia produtiva. Digo porque no escritório do pai eles foram várias vezes e sempre teve aquela aura de “papai é o chefe”. Agora eles aprenderam que o trabalho que a mãe faz, mesmo que às vezes pareça até divertido (porque é ficar no IM, blogar, arrumar foto, escrever textos) é trabalho e tem valor.
Obrigado por compartilhar!
Friday, Fri Apr 2009
Acho muito bom que as crianças conheçam e valorizem o espaço de trabalho dos pais. Uma vez vi uma matéria sobre isso na TV, quando ainda estava de licensa maternidade… Fiquei pensando se eu conseguiria… Bom, um dia ou outro até que daria… Mas a Sophia exigia demais a minha atenção, eu não conseguiria trabalhar direito.
Penso que seria uma maravilha se as empresas tivessem um espaço exclusivo, com babá (profissional de educação), como uma creche mesmo… Imagina? Minha filha ali do ladinho, sendo cuidada por uma pessoa de confiança e ainda fácil fácil pra eu espiar e amamentar?
Muito bom!
Friday, Fri Apr 2009
Bom na minha profissão não seria possível leva-la pra trabalhar comigo, UTI não é olugar mais apropriado pra crianças né?!hehehe
Mas já levei minha filha para conhecer a sala de lanche a sala dos médicos foi até uma parte do corredor onde não se viam os pacientes, em um dia de folga que eu tive que passar lá e aproveitei para mostrar onde eu trabalhava.
Eu não gostaria de ter minha filha comigo sob meus cuidados enquanto trabalho, mas acho interessante as empresas oferecerem uma creche dentro do prédio onde trabalho, poderia “espiar” minha filha na hora do intervalo, poderia atende-la imediatamente, as crianças poderiam ter um dia de visita ao setor de trabaho e conhecer os pais de cada coleguinha e o que eles fazem e tal, isso acho legal, integração, agora se eu tiver que atender cliente, telefone, cosias do tipo e minah filha ao lado mesmo quietinha, educada como ela é normalmente eu deixaria a desejar ou como profissional ou como mãe. eu preciso do ‘meu tempo” mas sabendo que ela está bem monitorada, assessorada e feliz!
Friday, Fri Apr 2009
Sam, eu tenho experiências controversas quanto a esse assunto. Se a questão é a de levar a criança de vez em quando – o de vez em quando suficiente para não virar uma rotina e conseqüentemente uma chatura – eu acho bem legal. Meu pai me levava no trabalho dele, eu já levei minha filha no meu, coisa normal e útil.
Agora, eu tinha uma amiga, no tempo em que eu trabalhava numa cidade pequena (Nova Friburgo-RJ) que não tinha com quem deixar o filho pequeno. Ela, engenheira de sistemas, o levava então praticamente todos os dias para o trabalho. Era uma situação peculiar, já que ela tinha um ambiente de trabalho muito tranqüilo, o pai trabalhava no mesmo prédio e dava muita força em horas críticas e o bebê era plácido. Já era uma cena comum ver nossa amiga – uma figurinha minúscula – encangada com o menino, por vezes amamentando-o enquanto digitava seus processos. Ele cresceu e em dois anos estava lá sujando nossas calças com toner de impressora e morrendo de rir. Era nosso mascote.
Mas, como eu disse, era uma situação peculiar. Conheço muitos pais que enfiam seus filhos numa rotina e numa balada abusiva e prejudicial, pelo smples fato de que os pais se recusam a largar suas rotinas pré-filhos e acham como solução, inserir as crianças o mais rápido possível em noitadas e jornadas de trabalho estressantes. Isso não é minha praia. Quando resolvi ter filhos, sabia que durante anos a vida seria sim, dedicada a eles, ao tempo deles, à rotina deles. Tenho feito isso, às vezes aos trancos e barrancos, não sem custos, mas não me arrependo. No final, não importa o que aconteça, seja trabalho ou diversão, eu penso que é essencial a preocupação com o bem estar do pequeno. Sendo assim, as experiências – como o dia no trabalho dos pais – serão sempre enriquecedoras.
Um beijão.
MarcosVP
Saturday, Sat Apr 2009
Ai, acabo de chegar e já serei do contra… Sou a favor das idéias de judith Mair, do Chega de Oba Oba.
Existe essa cultura de que o trabalho é um lugar de prazer onde a gente pode inclusive levar os filhos! Não! O trabalho geralmente é um espaço primordialmente de cunho capitalista cujo o objetivo é fazer dinheiro. E pronto. Não é lugar de fazer amigos, de ser feliz, de se divertir. É como querer trabalhar na cama, sabe? Quando a cama foi feita para dormir e pronto.
Mas, na vida real pode ser diferente.
E quem sou eu para dizer o que as pessoas devem fazer, né?
Abraço!
Saturday, Sat Apr 2009
Nessa merda de país se vc falar que tem filhos eles já tem te admitem porque acham que vc vai causar problemas. Porém, como a MULHER GANHA MENOS QUE O HOMEM e os homens estão sendo demitidos, é a mulher com seu salário de mixaria que está sustentando a casa e os empregadores precisam saber lidar com o fato da mulher ter filhos. Não acho que isso pegaria por aqui pois o brasileiro é muito explorador e como há muita competitividade no mercado e no ambiente de trabalho que geralmente é muito ruim. Não deixaria meu filho em um ambiente cheio de inveja e mau-humor, que é a realidade dos nossos escritórios, infelizmente.
Sunday, Sun Apr 2009
Olá Sam,
Eu também continuo na ativa, embora home-office, as vezes tenho que ir a reunioes e visitas ao escritório. Gosto do meu trabalho, mas confesso que depois de quase 7 anos nes ta luta e vida meio louca, não ficaria nem um pouco triste se tivéssemos dinheiro suficiente para largar esta vida. ´
Sinto-me muito, muito e muito agradecida pela possibilidade maravilhosa de trabalhar e participar ativamente na vida e crescimento dos meus filhos. e quanto mais o tempo passa e observo atenta o que acontece a minha volta, tenho pena que muitas mães não tem a mesma chance.
Por mais que seja criticada e as feministas que me perdoem, mas mãe não deveria precisar trabalhar.
Esta é a conclusão que estou chegando.
Ou melhor, um dos pais nao deveria precisar trabalhar. O que eu vejo, são crianças crescendo e sendo educadas por babás, escolas, ou terceiros…
Não estou contra as mulheres que trabalham, só observo com meu coração…Os filhos precisam muito de nós. Temos que estar atentos…
Trabalhar em casa cansa bastante, porque você acaba adquirindo uma capacidade múltipla de viver tudo e, com certrteza isso gera um stress extra. Por isso eu ando muito a pensar:: Mãe não deveria ter esta necessidade: Trabahar.
Beijos,ALine
Monday, Mon Apr 2009
Sam, acho muito interessante que pessoas e empresas estejam abertos às mudanças que os novos tempos exigem. Já trabalhei em grandes empresas que tinham creche e isso era uma tranquilidade para pais e mães que precisavam de um lugar para deixar seus filhos. Levar os pequenos para o trabalho tem a vantagens que você citou mas acredito que o sucesso da empreitada dependa da convergência de três fatores para dar certo: postura da empresa, capacidade dos pais em se dividir entre o trabalho e atenção/cuidado com os filhos e comportamento dos filhos no ambiente de trabalho dos pais. Se tudo funciona bem, isso é o que importa.
Monday, Mon Apr 2009
Se todas as mães levassem os filhos para seu ambeinte de trabalho estes se juntariam para brincar certo? Sendo assim em algum momento iriam determinar um local onde pudessem ficar brincando, pronto foi criado o espaço para os pequenos, uma sala como a que muitos restaurantes tem por SP, com brinquedos e atividades , simples assim, toda empresa tinha que ter este espaço. Veja, sem a responsabilidade de educar etc… apenas um espaço lúdico/útil para casos de necessidade.
(desculpe se fui repetitiva, mas não li todos os coments…)
Tuesday, Tue Apr 2009
Olá,
Adorei a reportagem! Se a moda pega seria ótimo. Eu trablho em uma factoring e tenho um filho de 2 anos, desde os seus 3 meses de idade eu levo ele junto comigo, acho q foi uma ótima escolha q fiz ele é mto esperto. Qdo chega aos clientes e já vai p porta abrir.rsrs. Bjsss
Wednesday, Wed Apr 2009
Eu trago meu filho comigo diariamente ao trabalho.
Não é fácil, pois eu preciso dar atenção ao meu trabalho e claro a ele, mas pra mim tem sido melhor, e enquanto eu puder, e der, continuarei com ele aqui.
Thursday, Thu May 2009
[...] achei esse post enquanto lia os compartilhados da Cynthia e enviei. A Lili fez um post e a Sam Shiraishi [...]
Friday, Fri May 2009
Realmente levar crianças ao local de trabalho sempre não é uma boa…o ambiente para as crianças nem sempre será bom…mas no caso de uma emergência ou mesmo em um dia programado não creio ser problema é até bom. Tenho 2 filhos um de 5 anos outro de 2 anos e algumas vezes não tinha com quem deixa-los e os levie comigo. Soube de um caso em que o supervisor de uma professora fez uma advertência a ela por ter levado sua filha de 8 anos ao trabalho por meia hora enquanto esperava o pai da criança para buscá-la. Com certeza este supervisor não tem filhos.que absurdo!