Estimular outras ações a favor da preservação do planeta é uma condição para sermos sustentáveis #mesdaterra
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade no dia 13/07/2010“É importante reflorestar, mas precisamos apoiar projetos que cuidem da flora, da fauna e do ser humano está no meio ambiente.”

Estive na casa dos meus pais no final de semana e, coisa rara, consegui encontrar meu irmão. Herman “Indio” é engenheiro florestal e trabalha com mediação de florestas pelo Brasil, um ofício que ele adora e que realiza apaixonadamente, mas que nem sempre garante que ele esteja livre para a família né?
Dentre muitas coisas da sua última temporada fora – ele passou quase 3 meses no interior da Bahia, fazendo inventário florestal da região do médio São Francisco – uma das que mais chamou atenção dos sobrinhos foi sua narrativa sobre o pouco cuidado com o descarte do lixo (nos assentamentos, que ficam próximos da floresta, o lixo ainda é jogado sem qualquer cuidado) e a pouca atenção à educação para sustentabilidade. Criados num contexto em que reduzir os impactos ambientais por meio de atitudes conscientes é uma norma, uma condição para estarem vivos, meus filhos não imaginam como algumas pessoas que estão na natureza podem não saber (conhecer?) seu papel na preservação do seu espaço.
Na cidade, nós pagamos mais caro por produtos orgânicos, optamos pelos que estão em versão concentrada e em embalagem reduzida, economizamos água e buscamos matérias primas mais sustentáveis. Depois de uma conscientização mínima, levar as sacolas ecológicas para as compras, fechar a torneira enquanto escovamos os dentes ou ensaboamos a louça, aproveitar as embalagens de produtos com refil, enfim, condutas conscientes passam a ser naturais, nem pensamos antes de fazer.
Mas ainda nos chocamos quando descobrimos que nem todo mundo faz o mesmo. Portanto, estimular outras ações a favor da preservação da vida no planeta é uma condição para sermos sustentáveis. Você pode ajudar mudando pequenos hábitos, como apagar a luz de ambientes vazios e demorar menos no banho. E depois que já for um bom exemplo, você pode passar a estimular as pessoas ao seu redor (a diarista, o zelador do prédio, aquela senhora que sempre te encontra no ponto de ônibus, a caixa do supermercado) a mudarem pequenas coisas também.
E aí, no seu ambiente, o que você tem feito? Compartilhe, o mundo fica melhor quando pensamos no planeta. Mais ainda se o fazemos coletivamente.
P.S. Neste mês quem se interessa por sustentabilidade está ligado no Mês da Terra, tuitando com a hashtag #mesdaterra. Eu conheci o embrião do projeto em 2009, como contei no post Varejo Sustentável.
Comunicação e sustentabilidade #sustentavel09
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Cultura Web 2.0 no dia 06/08/2009“Faça sustentabilidade, não apenas comunique.”
Um dos meus grandes interesses no Sustentável 2009 era o Workshop sobre Comunicação e Sustentabilidade, ao qual pude comparecer a convite do Wall Mart Brasil. Achei o convite pertinente – e ressalto que não tinha contrapartida (não me solicitaram produção de texto, fotos, tuites, nada em troca) e está sendo citado aqui porque quero enaltecer a forma educada e não-invasiva que a empresa que faz assessoria para a marca pratica nos seus contatos com os players de mídia.
Como jornalista que já esteve tanto na mídia (jornais e revistas), em assessoria de imprensa governamental e passou por uma agência de publicidade e hoje é a editora (uma blogueira coristina, que desempenha vários papéis, é verdade) de um veículo de comunicação inteiro (risos), tenho podido acompanhar o caminhar da comunicação corporativa nestes anos de profissão. E uma das áreas que mais me interessa – ao lado da abordagem para mães e familias, que já comentei aqui – é a do “verde”, “sustentável” e “ecologicamente correto”. Frequentemente vejo ações – design de embalagens, comerciais, enfim, a comunicação da marca – que envolvem um (ou todos) dos temas que citei e confesso que, como consumidora, me parece que boa parte deles é vazio de significado.
Enfim, foi com estes macaquinhos no sótão que ontem à noite eu cheguei ao workshop. Creiam, tive receio sincero de apenas ouvir “propagandas” de marcas supostamente verdes ou que estão em processo de ser ecologicamente corretas porque inseriram este nome em seus produtos, vendidas pelos idealizadores de suas “campanhas sustentáveis”. Mas fui surpreendida com outro discurso!
Imaginávamos participar de um encontro com Massimo Di Felice, mas Percival Caropreso e Ricardo Voltolini foram também palestrantes. Ao contrário do clima colaborativo dos Diálogos de Educação para Sustentabilidade, o worshop foi um discurso sobre apresentações de Power Point bem organizadas, como tudo no mundo corporativo deve ser – em especial a comunicação -, mas nem por isso foi frio ou vazio. Gostei do que ouvi, senti um eco em mim tanto como comunicadora quanto como consumidora.
A conversa começou com Percival Caropreso contando a estória de um roteiro de Henfil sobre uma possível república latinoamericana ditatorial e ilustrando a força que a mídia tem sobre nossas sociedades. Daí partimos para uma reflexão sobre a função da comunicação corporativa na promoção de uma visão e comprometimento sustentável nas empresas.
“Tem que ser algo estrutural, que envolva pessoas comprometidamente e que mobilize as pessoas sem ser a festa de final de ano”, afirmava Percival (com toda razão). Mas não basta isso: é preciso que a comunicação se encarregue de “simplificar e desmistificar o dialeto “sustentabelês” para que a comunicação empresarial na sustentabilidade se torne algo palpável, concreto, vivenciado”.
E este também foi o mote do discurso de Ricardo Voltolini, que relembrou para a platéia como a onda sustentável se tornou uma demanda da comunicação empresarial. “São duas grandes pressões: cresce o sentimento dos limites do planeta que podem restringir negócios e há um aumento dos consumidores sensíveis a ações sustentáveis. Eles são engajados e estão conscientes de que são vistos por muitos como vítimas de estratégias de” green washing” – o tal ”branqueamento ecológico” designa as ações de marketing com o objetivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável dos seus serviços ou produtos sem de fato trabalhar no interesse ambiental.
Segundo Voltolini, estes consumidores querem saber como, onde e por quem o produto está sendo vendido e desta postura decorrem pressões, boicotes e campanhas que mostram as incoerências entre discurso e prática de certas marcas. E ele vê neste comportamento a tendência de surgimento de uma regulamentação (como aconteceu com cigarro) com a mídia engajada e consciente vigiando e denunciando desvios socioambientais e formando opinião crítica.
Em janeiro, na Campus Party, tuitei para a TV Cultura/SESC um debate no qual se discutia a necessidade de uma espécie de “selo verde” ou de modelo que permita que os consumidores que desejam fazer um consumo sustentável saibam em quais marcas investir seus esforços? Ouvir que este consumidor está se mostrando para as empresas que trabalham com comunicação empresarial – e é fato que nos últimos anos mudou a forma como as empresas são apresentadas por suas assessorias, numa roupagem sustentável – e que nós, tanto como responsáveis por mídia pessoal (os blogs, twitters, flickrs, orkut) quanto como consumidores 2.0 (que reclamam ou elogiam nestas redes) começamos a ter força como grupo, me deixou animada. Já me perguntei – e conversei sobre o tema com algumas pessoas interessadas na área como meu irmão que é Engenheiro Florestal em Curitiba – por que as empresas estão comunicando cada vez mais este tema. A resposta deve ser: porque tem valor e a sociedade está acompanhando e cobrando isso.
Mas, o que o consumidor está cobrando? Segundo Voltolini ele quer saber:
- a correspondência exata entre princípios, valores e prática
- o quanto tem de verdade ou precisão nas mensagens
- como podemos comprovar as verdades com base em evidências compreensíveis – além de frequentemente não ser comprovável, o discurso verde embutido nas marcas confunde o consumidor sobre a oferta “verde” de suas embalagens – e cada dia mais o consumidor critica o que se vende neste sentido
- o quanto a comunicação da sustentabilidade é egoista ressaltando apenas o eu empresarial, narcisista mostrando a empresa bonita ou altruísta destacando também o outro?
E por fim ouvi alguns conselhos finais no workshop: evitar o projetismo, mostrar coerência nos setores, evitar abordagens pontuais, contemplar todos os stakeholders (não só jornalistas), evitar “espasmos” de supostas necessidades de marketing, medir e avaliar impactos na percepção dos clientes e evitar comunicar o que se faz ou comunicar mais do que o que se faz. E lembrar que imagem é pouco para falar de sustentabilidade, mas a identidade clara e bem delineada do que é a sustentabilidade para as empresas pesa muito.
E vale deixar bem claro: sustentabilidade é a ascenção de novos valores que devem estar presentes na comunicação: diversidade, transparência, noção de interdependência, respeito aos outros e ao ambiente. E o que gera confiança são fatos e não promessas, humildade e não arrogância, números e não suposições, políticas e não projetos, práticas e não discursos, ação e não retórica, convicção e não conveniência.
P.S. Como Doutor em Ciência da Comunicação, o professor Mássimo Di Felice fez um tratado das cidades e nos mostrou como boa parte dos equívocos da comunicação para sustentabilidade se baseiam no antropocentrismo no qual se baseia nossa cultura ocidental. Mas este tema eu prefiro deixar para outro post!
Girl effect (e esvaziamento do conceito de sustentabilidade segundo Senge)
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade no dia 03/06/2009“Human being are loving animals. It’s in our nature not only in our culture.
Love is the only emotion that shows intelligence.
Love is the act of allowing another to be legitimated other.”
Peter Senge citando um amigo chileno.
Helio Matar olhado para Peter Senge, que aparecia no telão. Ele estava ali, a poucos metros de mim, mas esta imagem me pareceu representativa do evento e da importância da presença de Senge no Brasil.
Ontem eu estive, na companhia especial de Maira Begalli, no Encontro de Sustentabilidade com Peter Senge, promovido pelo Grupo Santander Brasil (Bancos Real e Santander). Como já comentei aqui, ele é um dos maiores especialistas do mundo em aprendizagem organizacional e autor dos livros “A Quinta Disciplina” e “A Revolução Decisiva“. No fundo, por ser banco e tudo, achei que seria mais sobre empreeendorismo, negócios, etc, mas, ao saber que seria conduzido por Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, guardei esperanças de que ouvissemos mais sobre sustentabilidade do que sobre negócios.
Não aconteceu nem uma coisa nem outra.
Senge começou seu discurso falando que a palavra sustentabilidade estava em todo lugar ultimamente e que quando uma palavra se torna politicamente correta e todos a usam acontece um esvaziamento de seu significado. Partindo daí seguiu o discurso falando de tudo, menos de sustentabilidade. Acima de tudo – e gostei muito disso – ele falou de qualidade de vida.
E tratou de nos fazer pensar sobre os motivos negativos (em especial o medo) que tem servido como grande motivador para nossa busca pelo sustentável, fazendo-nos rever os motivos porque cada um de nós, em suas vidas particulares ou profissionais, busca uma vida mais sustentável – inclusive vasculhando porquê estávamos lá naquele evento sobre o tema. Foi quase impossível não concordar coletivamente com ele, realmente a emoção ou sentimento que nos guia rumo ao que buscamos na sustentabilidade é o medo ou a raiva do que poderá vir a ocorrer conosco ou com o planeta. E este motivo, embora seja muito forte, não é bom o suficiente, né?
Daí ele seguiu para uma motivação positiva, sobre uma mudança que ele acredita que está acontecendo de verdade no mundo. E esta mudança vem junto com as mudanças climáticas, que são descritas por ele como um sintoma de uma doença, algo que, se não levarmos a sério, não poderemos mais remediar. Partindo daí mostrou-nos várias imagens de gráficos e estudos (que estão no meu album virtual aqui) que comprovam que não há mais tempo para os países prometerem mudanças que se completarão em algumas décadas, pois temos, segundo Senge, apenas dois ou três anos para mudar. Foi duro encarar nos números tão frios que mesmo que os países reduzam as emissões e CO2 – e tantas outras questões que afetam o planeta – ainda assim não há tempo hábil para que a coisa se resolva como se promete.
Meu maior choque, no entanto, foi ver o vídeo Girl Effect. Eu me emocionei, mas Maira, que vive uma situação de cuidados com crianças carentes, ficou quase indignada. E ela deve contar isso no Veredas.
E os ingressos do #cparty vão para…
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Blogosfera no dia 07/01/2009Hoje devo divulgar, já com imenso atraso, os nomes dos ganhadores dos ingressos para o Campus Party Verde, prêmio que Maira Begali ofereceu aos participantes da Blogagem Coletiva do Consumo Consciente.
Meus agradecimentos a todos, mas em especial a alguns amigos virtuais que se empenharam especialmente na divulgação da blogagem, em especial Gabriel Meissner, com sua série de posts interessantes sobre o Meio Ambiente e o Consumo Consciente e tenho que admitir que, pela qualidade dos textos e seu empenho, ele foi o campeão da Blogagem Coletiva. Minha programação para a Blogagem Coletiva Pelo Consumo Consciente, Como ser um consumidor consciente questionando os produtos e as marcas que consumimos, O que pretendo fazer em 2009 pelo consumo consciente, Os 11 princípios do consumidor consciente e 3 sites sobre consumo consciente, 2 excelentes vídeos sobre consumo consciente e 5 empresas que fazem bem ao meio ambiente.
E por isso um dos convites será para o blog Entremundos. O outro eu sorteei (dentre os 48 participantes da blogagem listados no final do post) no site Random e o ganhador foi o número 12, do blog A Casa do Galo.
No entanto, quem saiu ganhando fui eu. Li muita coisa incrível, descobri enfoques novos sobre o tema que me interessa tanto e me sinto fortalecida porque encontrei várias pessoas com quem compartilho afinidades de valores. Exemplos? No blog Rapensando eu vi um link para o Estadão onde um infográfico mostrava ações diárias que salvam o planeta - Pequenas mudanças de hábito de consumo e coportamento no dia-a-dia de cada um diminuem impactos ao meio ambiente.
O consumismo infantil foi tema de alguns posts. E num post que não era da blogagem eu achei referência ao artigo de Pablo José Assolini publicado no livro Comunicação Mercadológica: uma visão multidisciplinar, organizado pelo prof. Dr. Daniel dos Santos Galindo. O texto faz uma abordagem sobre as mudanças que contribuíram para a configuração do comportamento da sociedade contemporânea, principalmente no que se refere à inserção da criança na cultura do consumo. Dica do Caixa Registradora.
Você iria a uma apresentação de trabalho sobre meio ambiente sem nada escrito, nem um ppt para apresentar? Um dos textos conta uma história corajosa assim e me impressionei com a mensagem transmitida. E para quem não vê a relação entre o consumo excessivo e a criminalidade, um post bombástico levanta a questão – e me lembrou o tema de O Abusado, livro de Caco Barcellos que me impressiona até hoje.
Não há como suprir as necessidades de todos no ritmo de consumo que mantemos hoje e por isso antes de comprar qualquer coisa devemos nos perguntar: realmente preciso disso? Um exemplo está nas embalagens de presentes, como citou o Decolando. Em casa também adotamos esta estratégia. No Natal meus filhos desenharam em papel kraft coisas especiais para as primas, com direito a dedicatória carinhosa e embrulhamos nestes papéis os presentes das meninas. Minha sogra, como boa avó coruja, guardou todos os desenhos e os meninos adoraram a brincadeira ecológica.
No Ecosofando li um texto que nos exorta ao exercício consciente da cidadania, falando no quanto nosso voto e nossas escolhas (grandes e pequenas) são uma forma de fazer o bem à humanidade. Faço questão de repetir um trecho:
“Quando consumimos um determinado bem (produto, serviço ou informação), estimulamos, em primeira instância, sua permanência no mercado. vida (produção, distribuição, consumo, descarte, entre outros) que, efetivamente, transformam a comunidade em que vivemos (localmente e/ou globalmente). Portanto, da mesma forma que o voto, nossas escolhas de consumo têm um poder transformador sobre a sociedade. Mas, diferentemente do voto, este poder pode ser exercido várias vezes ao dia. Se a instituição responsável pela produção do bem, não tem os valores e o comportamento que achamos corretos, podemos rejeitá-la na próxima ida ao mercado, mudando de canal ou estimulando outras pessoas a não consumi-la. (…)
Portanto, acredito que o ato de consumir é o verdadeiro poder transformador do cidadão e, como tal, deve ser exercido da forma mais racional e consciente possível.“
- Tânia Defensora
- Blog Linha
- Liliane Ferrari
- Blog do Lua
- Radar Verde
- Ecodesenvolvimento em três posts
- Pipoca de Bits
- Faça de sua vida uma obra de arte
- Rede Educação Peabirus
- Luz de Luma
- Alma Poeta
- A casa do galo
- Fio de Ariadne
- Groselha
- Acontece aqui
- Aline Dexheimer
- Rua no blog
- Lino Resende
- Vida de Viajante
- Rastro de Carbono
- Sucesso News
- Sturm e Drang
- Verde que te quero verde
- Rapensando
- Pensieri e Parole com vários posts de divulgação
- Cybele Meyer com vários posts de divulgação e artigo no portal de Itu
- Radar Verde com posts de Thanuci, Maira e Mariana
- Ladybug Brazil
- Alterados e Sequelados
- Consciência acadêmica
- Visão panorâmica
- Alecrim dourado
- Projeto Virtual
- Decolando
- Caixa Registradora
- Grupo Gaia
- Silent Devotion com dois posts
- Ecosofando
- Meu mundo e nada mais
- Recicle
- Prato Fundo
- Nossa Ecologia
- Na borracha
- Diva Diz
- Blog Gente
- Brontossauros no meu jardim
- Ecoblogs
- Z de Zebra com dois posts
- Tine Araújo
[/update]
E alguns blogs se comprometeram, mas não encontrei os posts:
- Encanto infantil
- Leio o mundo assim
- Fabio Perez
- Lili Bolero
- Blogosfera solidária
- Luma Kimura
- Professor Vaz
- Mãe mulher humana
- Juliu’s pub
Consumo Consciente nos blogs
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Blogosfera no dia 16/12/2008Só agora à noite pude conferir parte dos posts que foram publicados desde ontem na Blogagem Coletiva do Consumo Consciente. Agradeço aos participantes e deixo abaixo os links que eu pude apreciar até agora:
- Ecodesenvolvimento citou um video bem legal sobre consumismo infantil e a responsabilidade que os pais têm sobre este comportamento. Eu já tinha falado sobre este post, que conheci no Futuro do Presente.
- Rastro de Carbono lembrou um Natal muito consumista e fez algumas sugestões para uma festa feliz e mais natural.
Pretendo seguir algumas! - Fio de Ariadne fez um apanhado da sua experiência na tentativa de ser mais sustentável e concluiu com uma reflexão que me surpreendeu, com o mea culpa sobre o excesso de alimentos que consumimos e sobre as delicias do fast food. Gostei!
- Z de Zebra me lembrou nossos próprios esforços familiares para ter um cotidiano mais sutentável e trouxe dois temas interessantes ao debate, tirados do Ombudsmãe.
- Guapeca disse que vinha na contramão da blogagem, mas acertou em cheio nas suas colocações sobre a dificuldade de nosso povo em entender a importância do consumo consciente.
- Verde que te quero verde mostrou um vídeo com a verdade sobre o consumo e a sustentabilidade. Forte, mas importante.
- Rapensando listou algumas dicas do Akatu que são fáceis de seguir e lista alguns textos anteriores no seu blog (Consumismo, propaganda e sustentabilidade;Desenvolvimento Sustentável e Ecologia)
- Alecrim Dourado escreveu sobre supermercado verde (e fiquei sentida porque não consegui visualizar o texto dela de jeito nenhum, mas pelos comentários imaginei que estava muito interessante)
- Visão panorâmica tratou do consumo e consciência, questionando-nos sobre a nossa necessidade de comprar o que está na moda, de trocar objetos bons por outros só pela novidade. Fiquei contente de lembrar que meu smartphone está comigo há 2 anos inteiros, em ótimo estado e é muito útil.
Participe você também! Não tem idéia de assunto?
Algumas dicas para pensar, usar no post e colocar em prática estão aqui junto com os selos da blogagem. Durante toda semana (de 15 a 21 de dezembro) compartilhe suas experiências e dicas para começarmos 2009 com novas posturas de consumo em busca de uma vida mais sustentável. (E se você não tem blog, não tem problema, faça seu registro no Aldeia Sutentável ou nos envie seu texto e fotos e postaremos no Radar Verde)
Não esqueça de linkar o post original da blogagem para que eu possa contar seu nome e do seu blog entre os participantes. Temos 3 livros do Real Sustentabilidade Construindo o Microcrédito para sortear entre os participantes. Maira Begali, organizadora do Campus Verde ofereceu 2 convites para o Campus Party para serem oferecidos aos melhores posts desta blogagem, numa promoção que faz em conjunto com o blog Radar Verde. E aí, está esperando o que?
Conte sua história de consumo consciente e concorra a um convite para o Campus Party!
Consumo consciente: chega de brinquedos!
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Blogosfera no dia 15/12/2008No primeiro post para a Blogagem Coletiva Consumo Consciente vou me arriscar a parecer, pelo menos à primeira vista, uma megera. A razão está no título: Chega de brinquedos.
Meus filhos são muito queridos pelos avós e tios, o que os faz bem mimados em termos afetivos e materiais. Sei que é difícil acreditar numa mãe coruja, mas garanto que eles não são tão mimados a ponto de ficarem chatos, e sim que têm mais bens materiais do que a maioria das crianças. E estes bens se traduzem principalmente em brinquedos! No meio deste ano ficamos tão cansados de abrir espaço para os brinquedos que chegamos a falar para eles “ou os brinquedos ou nós”! Aí no Dia das Crianças conversamos com eles e perguntamos se preferiam abrir mão de alguns brinquedos antigos para doação e os meninos preferiram ficar com os brinquedos antigos. Fiquei feliz, sabem? Realmente são brinquedos ótimos, educativos, criativos e de qualidade, além de ainda corresponderem por um bom tempo à faixa etária deles.
Foi difícil sustentar a decisão, mas realmente não presenteamos os meninos com nada. Nosso caçula faz aniversário em outubro e também sugerimos que os tios (como nós fizemos) optassem por passar algumas horas gostosas na companhia dele. Pensei num tempo gostoso, fazendo algo que ele gosta e que fosse em particular, sem o irmão, pois noto que eles se cansam de existir no coletivo o tempo todo. (e isso é tema para outro post) Foi maravilhoso, Giorgio teve alguns dias muito felizes e ainda ganhou da tia-madrinha uma malinha com coisas de artes (alguns papéis coloridos, lapis, tesouras, coisas que ele realmente usa muito). Claro, nem todos toparam, é bem radical optar por consumo consciente em qualquer área da vida, mas sinto que já lançamos a semente. Quem sabe ela germina?
Não tem idéia de assunto?
Algumas dicas para pensar, usar no post e colocar em prática estão aqui junto com os selos da blogagem. Durante toda semana (de 15 a 21 de dezembro) compartilhe suas experiências e dicas para começarmos 2009 com novas posturas de consumo em busca de uma vida mais sustentável.
Não esqueça de linkar o post original da blogagem para que eu possa contar seu nome e do seu blog entre os participantes. Temos 3 livros do Real Sustentabilidade Construindo o Microcrédito para sortear entre os participantes. E hoje, numa feliz surpresa, Maira Begali, organizadora do Campus Verde ofereceu 2 convites para o Campus Party para serem oferecidos aos melhores posts desta blogagem. E aí, está esperando o que?
Conte sua história de consumo consciente e concorra a um convite para o Campus Party!
Blogagem Coletiva do Consumo Consciente
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Blogosfera no dia 10/12/2008Há dias eu tenho convidado amigos blogueiros para participar de uma blogagem coletiva para levantarmos idéias de boas práticas de consumo e repensarmos nossa inserção na sociedade buscando a sustentabilidade. Ontem, enquanto eu estava no Projac (no Café.com Gloria) escapei no universo virtual e participei do videchat com Helio Mattar, Diretor Presidente do Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente, promovido pela área de Sustentabilidade do Banco Real. Outros amigos estiveram lá também, numa reunião virtual que teve @deniserangel, @nubibella, @carloshotta, @cybelemeyer, @maricarol, @paulasignorini e @guiesam aos quais agradeço a participação e, acima de tudo, regozijo-me por ser testemunha de seu trabalho incessante de conscientização.
Hoje deixo em definitivo o convite para a blogagem coletiva, para pensarmos no quanto o consumo consciente poderia fazer diferença na realidade que vivemos.
Há anos ouvimos falar que o aquecimento global pode afetar de modo radical o clima e, mesmo nos preocupando momentaneamente, continuamos com nossos velhos hábitos de consumo de energia, de desperdício de comida, comprando objetos sem pensar nos impactos disso, saindo com nossos carros mesmo podendo optar por andar a pé ou usar transporte público.
Além celebrar o Natal, durante as festas de final de ano todo mundo gosta de trocar presentes. Que tal começar a levar em consideração não só o preço e a aparência do produto, mas também os aspectos sociais (se a empresa é conhecida por utilizar mão de obra infantil ou por ser injusta com seus funcionários e fornecedores, por exemplo) e ambientais (se a matéria-prima é de origem legal, se o produto é certificado…). Sabemos que ainda há poucas opções de produtos com essas características e que é difícil avaliar um produto com tanta profundidade, mas será que valorizar mais os produtos locais, por exemplo, evitando aqueles trazidos por meio de grandes deslocamentos, já não poderia ser um começo? Será que evitar produtos pirateados já não seria outra idéia para ser colocada em prática? E trocar o carro pelo transporte coletivo? Quando for viável, esse é até um jeito de evitar o stress do estacionamento e do trânsito no Natal.
Vamos nos propor a fechar 2008 e começar 2009 mais conscientes dos impactos de nossas escolhas, cientes de que cada pequena ação nossa terá reflexo no todo e que podemos fazer diferença. Quanto mais consumidores agirem assim, mais as empresas terão boas razões para criarem processos e produtos mais sustentáveis.
Participe da blogagem coletiva sobre Consumo Consciente para discutirmos e divulgarmos ações que levem a um cotidiano de consumo sustentável. Você pode usar qualquer um dos selos abaixo para divulgar a blogagem e para contar que é um consumidor consciente. E na semana de 15 a 21 de dezembro compartilhe suas experiências e dicas para começarmos 2009 com novas posturas de consumo em busca de uma vida mais sustentável. (E se você não tem blog, não tem problema, faça seu registro no Aldeia Sutentável ou nos envie seu texto e fotos e postaremos no Radar Verde)
Selo:
Retângulo:
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Chat sobre consumo consciente
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Blogosfera no dia 09/12/2008Há alguns dias participei de um videochat e, como a @lilianeferrari comentou, achei ótimo poder participar de um debate assim sem sair de casa. Tanto para mim quanto para ela e umas dezenas de pessoas interessadas no tema, o “encontro virtual” promovido pela área de Sustentabilidade do Banco Real abriu espaço para conversas interessantes que continuaram no grupo do google Radar Verde, criado no dia do bate-papo.
Nesta terça acontece um novo videochat e o tema é dos que mais me interessam no momento: Consumo Consciente. Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu, é o convidado e os participantes poderão enviar perguntas e debater o assunto com ele. Dê uma paradinha na hora do almoço das 12h30 às 13h30 participe e convide seus amigos para repensar com você o consumo atual, debatendo sobre como o consumidor pode ajudar as empresas a repensar suas práticas e se tornarem mais sustentáveis. É só entrar em http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade e clicar no banner Videochat.
E não esqueça: comece a pensar para participar da blogagem coletiva Natal Sustentável para discurtirmos e divulgarmos ações que levem a um cotidiano de consumo sustentável.
Consumo consciente no Natal
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Blogosfera no dia 09/12/2008Dezembro é uma época do ano alegre, generosa, feliz e que nos inspira a agir com nobreza de alma. Que tal pensar num Natal Sustentável no lugar do Natal S.A. do comércio? Vamos dar juntos um presente para o planeta?
Este Natal será especial no nosso país. Não é a crise que afeta economia do mundo todo que o faz singular, mas sim uma tragédia de proporções cinematográficas que nós assistimos ao vivo: as enchentes de novembro em Santa Catarina. Além de acompanhar pela mídia tradicional, vimos uma reação na blogosfera que evidencia uma das qualidades mais raras do brasileiro: a solidariedade. É ela que leva caminhões de doações para o sul, que une famílias para hospedar desabrigados, que faz uma taxista lesada pela falta de combustível lembrar que não pode reclamar por perder lucro quando tem gente que perdeu tudo e leva crianças a abrirem mão de economias para ajudar amigos que nem conhecem.
Faço um convite para pensarmos no quanto o consumo consciente poderia fazer diferença na realidade que vivemos. Há anos ouvimos falar que o aquecimento global pode afetar de modo radical o clima e, mesmo nos preocupando momentaneamente, continuamos com nossos velhos hábitos de consumo de energia, de desperdício de comida, comprando desprecupadamente objetos pessoais, saindo com nossos carros mesmo podendo optar por andar a pé ou usar transporte público.
Acredito que, como eu, vocês vão viver um Natal centrados na convivência (que é o ponto alto das celebrações religiosas, do cristianismo, judaísmo, islamismo ou paganismo) nas celebrações de final de ano, sem de fato focar os presentes, mas eles costumam acompanhar as festas. Vamos nos propor a fechar 2008 e começar um 2009 com um “foco sustentável”, cientes de que cada pequena ação nossa terá reflexo no todo e que podemos fazer diferença. Que tal começar nas compras de presentes e de produtos para a festa, sendo um consumidor consciente que leva em consideração não só o preço e a aparência do produto, mas também os aspectos sociais (se a empresa é conhecida por utilizar mão de obra infantil ou por ser injusta com seus funcionários e fornecedores, por exemplo) e ambientais (se a matéria-prima é de origem legal, se o produto é certificado…). Além de presentes comprados em lojas de comércio justo, a ceia pode valorizar ingredientes locais, evitando ingredientes trazidos por meio de grandes deslocamentos.
Quanto mais consumidores agirem assim, mais as empresas terão boas razões para criarem processos e produtos mais sustentáveis. Ainda há poucos brasileiros colocando o consumo consciente em prática. Segundo pesquisa “Responsabilidade Social Empresarial – Percepção do Consumidor Brasileiro”, realizada entre 2006 e 2007, “o número de brasileiros que sabem que têm o poder de influenciar o comportamento das empresas (75%) se manteve relativamente estável desde 2002 até 2007, porém o consumidor não é ativo na mesma proporção em termos de buscar informações sobre o comportamento das empresas. Atualmente, apenas um em cada três consumidores consultados afirma procurar saber mais sobre o comportamento das empresas. Vamos mudar esta realidade em 2009?
Participe da blogagem coletiva Natal Sustentável para discurtirmos e divulgarmos ações que levem a um cotidiano de consumo sustentável.
Pequenas ações verdes
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade no dia 05/12/2008Estar em Curitiba me faz pensar na minha ação sustentável. Cheguei esta manhã para o Fórum de Mídias Sociais e já na chegada à minha cidade pensei nas diferenças culturais daqui e de Sampa. Como já comentei, até mesmo quando morava no Japão achava que Curitiba era uma cidade limpa – lá não tem garis, as ruas acabam ficando meio sujinhas. 
Na semana da Aldeia Sustentável, fiquei meio fora da rede verde. Envolvida ao extremo com a Blogagem Coletiva do Natal Sustentável que acontece aqui no blog na próxima semana, não tive tempo mas pensei muito nas ações sustentáveis que eu queria contar aqui. No trabalho com as ações da área de Sustentabilidade do Banco Real tenho descoberto formas incríveis de agir a favor do meio ambiente e que vão muito além do que parece verde. Muita coisa boa e que faço questão de compartilhar. Mas hoje vamos falar do que eu tenho conseguido fazer para o meio ambiente no dia-a-dia. Consegui me habituar a usar as sacolas não-descartáveis nas compras. Era um “sonho de consumo” antigo que não conseguia concretizar de forma a me sentir satisfeita. Fico feliz por poder falar que agora eu faço! Há anos ensinamos nossos filhos a separar lixo (e hoje eles nos cobram que façamos direitinho) “passando uma aguinha” nos copinhos de iogurte antes de jogar no lixo reciclável, reduzindo o volume de embalagens tetrapak e garrafas pet para ajudar o transporte do lixo, evitando desperdício de água. Neste ano precisamos trocar a máquina de lavar roupas neste ano e escolhi um modelo que faz reuso de água nos enxagues, o que me deixa contente também. Claro, procuro usar produtos de limpeza que são melhores para o meio-ambiente. Ainda assim, vejo um longo caminho pela frente, apesar de usar transporte público (relembrei isso ontem e tenho posts ensinando a usar o metrô e o ônibus em São Paulo) e não ser uma mulher muito consumista (gostaria de evitar comprar bolsas de couro, por exemplo). Admito que adoraria conseguir ser vegetariana (acredito que reduzir pasto é poupar as áreas verdes sim) e tenho tentando ser “preferencialmente vegetariana”. Enfim, só tento fazer a minha parte. 
E deixo aqui um convite para você contar no seu blog o que tem feito pelo meio ambiente, contando coisas realmente simples (mas de valor inestimável) que vc tem feito para poupar o planeta.
Natal S.A.
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Blogosfera no dia 02/12/2008
Embora eu tenha montado árvore de Natal em casa há semanas e esteja planejando presentinhos para as crianças da família, tenho acompanhado a aproximação do Natal com reservas. E hoje percebi que não sou a única.
No Digestivo Cultural Luis Eduardo Matta reflexiona sobre o Natal S.A. e nos faz pensar no negócio em que se transformou esta data que deveria ser uma celebração familiar e agora é
“uma loucura doentia na qual, uma data tão especial como o Natal se converteu de algumas décadas para cá: uma festa que deveria ser, essencialmente, uma celebração simples e desprendida, transformada, à revelia, numa ode alucinada à compulsão consumista e a um pretenso hedonismo que pouco têm a ver com o que se entende como espírito natalino. Para muita gente, aliás, o mês de dezembro representa a promessa de um martírio: a época do ano em que todos se sentem obrigados a estar felizes, reunidos e em paz com suas famílias, com dinheiro de sobra em caixa para gastar em presentes vistosos e na preparação de uma ceia farta e com muita disposição para encarar a verdadeira maratona que é fazer as tão concorridas compras de Natal. É como se toda a sociedade se visse, de súbito, acometida de uma hipnose generalizada.”
De outra leitora obrigatória no meu Reader veio um convite para vivermos Festas Recicladas. Denise Rangel, que também se preocupa com o consumo desenfreado nesta época do ano, nos faz pensar no que gostaríamos de ter do “espírito natalino” no ano inteiro:
“A gente fica pensando se não seria melhor o espírito do Natal durar o ano inteiro. E se as pessoas se sentissem compelidas a presentear em qualquer dia, e nas inúmeras oportunidades que se apresentam para ajudar alguém. Por exemplo, é muito comum, nesta época de Natal, as pessoas procurarem as agências de correio para adotar uma cartinha de uma criança carente e assim ficarem em paz com sua consciência. Pergunto eu: por que não fazer isto o ano inteiro? Há tantas oportunidades para se fazer o bem.”
Quer reflexionar sobre este consumo desenfreado e imaginar um novo conceito para o Natal, muito além da troca de presentes nesta data que é católica e pagã ao mesmo tempo? Aceite meu convite para participar de uma blogagem coletiva sobre o consumo consciente no dia 08/12.
P.S. E o SESC Interlagos (Av. Manoel Alves Soares, 1100 – Parque Colonial, São Paulo, SP) promove a leitura do texto ‘O Peru de Natal’ de Mário de Andrade, dentro do projeto Histórias de Bolso no dia 05 de dezembro, sexta-feira, das 14h às 17h, no Espaço da Palavra, sala 03. Estarei em Curitiba no Fórum de Mídias Sociais, mas se estivesse em Sampa valeria a “viagem”até Interlagos. Em apenas um encontro, um ator, um escritor ou um arte-educador conduzirá a leitura de um texto da literatura universal, em uma roda dinâmica. O autor de Macunaíma, musicólogo, folclorista, introdutor do Modernismo e um dos primeiros pesquisadores da “brasilidade”, servirá como mot para o ator, poeta e arte-educador Carlos Lotto conduzir uma conversa sobre esta data e muitas outras coisas.


