Ler Faz Bem, o vlog de @giorgio_bros #aos9 sobre literatura infantil
Postado em Consumo de Cultura no dia 22/04/2012É com imensa alegria e orgulho que apresento aqui um novo projeto que meu filho mais novo criou: um vlog sobre suas leituras. Terminamos de editar neste final de semana o primeiro episódio, mas o mocinho, super animado, já gravou outros!
Neste vídeo (meu #aos9) que cursa o quinto ano do Ensino Fundamental 1, fala sobre o livro Um dia do outro mundo, de Marcia Kupstas, da editora Salesiana, com ilustrações de Thais Linhares.
“Kiski é um pequeno ET. Ele mora numa galáxia muito distante. Um dia, sai com seus pais para um piquenique numa das luas do longínquo sistema solar. Mas Kiski resolve aprontar: pega uma nave e vai se aventurar por um planetinha azul, chamado Terra. Ali, ele encontra os humanos, uns seres pra lá de esquisitos.”
Se tudo correr bem teremos uma série com sugestões de livros infanto-juvenis divertidos para as famílias descobrirem “porque uma criança deve ler”. Leia também os textos dos meninos no www.verparacrescer.com.br.
P.S. Informações, sugestões de títulos e envio de obras para apreciação podem ser enviados para o contato do blog.
É hora de libertar nossos livros!
Postado em Consumo de Cultura no dia 17/04/2012
Quem passa aqui no escritório da Otagai Mídias Sociais já se acostumou com a nossa cesta de livros livres. Nela colocamos os que já lemos e indicaríamos para amigos lerem, uma série variada de obras que são tão boas que merecem ser compartilhadas. A ideia veio do último BookCrossing Blogueiro, uma ação que Luma Rosa promoveu e me lembrou demais os livros, revistas e mangás que eu via sendo “esquecidos” com todo cuidado nas estações de metrô de Tóquio.
Aqui já tive o prazer de ver pessoas queridas saírem das nossas reuniões com livros que eu gostei (e que queria que muita gente lesse e conhecesse) debaixo do braço, levando companhia para a volta para casa de trem ou de taxi. E digo para vocês: poucas alegrias são maiores do que ver um livro querido sendo levado para casa com outra pessoa querida. Se você não se sente livre para dar o livro sem saber a quem, comece deixando-os liberados onde você está sempre, como sua escola, igreja, trabalho, padaria!
E é a semana de falar deste assunto de novo. De 16 a 23/04 blogs apóiam a 4º edição do BookCrossing Blogueiro e seus autores estão libertando obras por aí. Neste ano eu e Aline Kelly bolamos uma coisa diferente: vamos fazer uma libertação de livros infantis que andamos reunindo por aqui e com nossos pequenos leitores.
O BookCrossing Blogueiro foi inspirado no BookCrossing - um movimento que acontece fora do mundo virtual – e nada mais é do que o ato de “libertar” um livro com a finalidade de difundir o hábito da leitura. E nós que adoramos ler, sabemos que um livro fechado na estante não vale nada. Para valer, ele precisa ser usado e apreciado! Vamos compartilhar esse livro que você já leu e que não pretende reler?
Gostou? Participe também, compartilhe a ideia com os seus amigos e não deixe de contar para nós também. Quem sabe conseguimos inspirar novos leitores por aí…
Você comenta com seus filhos os livros que está lendo?
Postado em Consumo de Cultura, Famílias interativas no dia 14/03/2012Num almoço de final de semana conversava com o filhote sobre os livros que estamos lendo e logo depois não resisti e postei uma passagem da conversa com ele no Twitter.
“Contei algumas das (menores) crueldades de #GuerraDosTronos pro #aos11 e ele compara: é como o Negrinho do Pastereio do Câmara Cascudo!”
Uma mãe blogueira me respondeu que não vê a hora de ter papos assim com os filhotes. E eu lembrei como aqui a gente começou cedo porque as leituras sempre foram tema dos almoços e jantares em família.
E não tem hora para começar. O mais velho, #aos2 já adorava ouvir as historias de heróis dos livros da mamãe (na época, em repouso na gravidez do caçula, eu li O senhor dos anéis e Musashi, dois épicos) e as aventuras dos personagens eram contadas e recriadas nas brincadeiras e desenhos tanto quanto os clássicos infantis (de um ano e meio aos dois anos ele amava contos de Grimm e afins).
Hoje vejo como esta conversa boa e a naturalidade com que a leitura “invade” nosso cotidiano ajuda #aos11 a ser um leitor voraz, mas não encontrei ainda o jeito de animar #aos9, que prefere ler com companhia, em voz alta, interpretando e criando ações para tudo. Neste universo criativo, apesar de incrível e maravilhoso, raramente os livros são lidos até o fim e quase sempre servem apenas como ponto de partida para novas interpretações.
Eu não corto, nem forço nada, mas ainda tenho esperança de que a leitura contemplativa e de estudo encontre um jeito de conviver em harmonia e equilibro com a criatividade e a invencionice!
E aí, conte você também, como a leitura dos pais influencia o cotidiano da familia?
P.S. Sempre vale lembrar: no blog Pequenos Leitores nossa família (e a de outros leitores apaixonados como @blogdati @vivianevivis @cris_guimaraes @alinekelly @smiletic, entre outros) contamos dos livros que estamos lendo juntos. E temos uma comunidade e fanpage no Facebook também.
E estes Stark que não me deixam em paz…
Postado em Consumo de Cultura no dia 10/03/2012
Outro dia, na piscina do clube, eu tuitei que os Stark não me deixavam em paz. E é um pouco verdade. Desde que comecei a ler A Guerra dos tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo (Game of Thrones, por George R. R. Martin), primeiro livro da série de “fantasia épica” As Crônicas de Gelo e Fogo, passo meu tempo livre degustando as palavras.
Lançado em 1996, mesmo vencedor de prêmios, o livro não se popularizou aqui até a chegada da versão para TV em 2011 – e eu meio que aposto que o revival de O Senhor dos Aneis e a longa fase de Harry Potter devem ter atrasado sua chegada às nossas prateleiras.
A série produzida pelo canal HBO e veiculada aqui por sua subsidiária brasileira, é uma produção excelente, mas com aquele “ar noir” e “jeito cru” característico dos filmes e séries europeias que retratam épicos medieviais: não há meio termo, as cenas são chocantes (e feitas para isso) e, embora não se veja um excesso de cenas de sexo, as poucas são (muito) pesadas para menores de idade.

Gostei do livro porque, embora seja muito bom, ele não repete este padrão. A história, bárbara, sem meio termo nem papas na língua está lá, mas não sem o impacto visual muito da crueldade e da “crueza” se desvanecem e podemos focar mais no romance pseudo-histórico.
A série volta, na sua segunda temporada, no começo de abril e até lá correm a internet virais com chamadas divertidas que lembram o clima de Game of Trones, como esta abertura dos Simpsons e as brincadeiras com os reis dos desenhos da Disney, que nos lembram que as guerras de tronos pelo poder estão presentes nas melhores histórias que lemos, contamos e assistimos, mesmo na tenra infância.
Springfield versão Guerra dos Tronos:
O original:
Versões Disney:
Papai Noel eu só queria…
Postado em Comportamento, Consumo de Cultura, Famílias interativas no dia 24/12/2011… Dizer obrigada.
(via Haznos)
Pegue um livro e devolva quando quiser
Postado em Consumo de Cultura no dia 23/12/2011
Este post é para quem sabe como "viajar no tempo e no espaço" e para quem quer ensinar os pequenos também! (via Blog Livros e Afins)
Eu sei, queridos, canso vocês de tanto falar bem do meu amigo Alessandro Martins, do blog Livros e Afins, mas vejam bem, como não repercutir notícias como esta: Primeira Minibiblioteca de Curitiba inaugurada. A princípio, para quem só ouve falar bem do “clima de Primeiro Mundo” da capital paranaense, a ideia da inauguração de uma minibiblioteca por lá nem parece notícia né? Mas é e quer saber por quê? A tal biblioteca é uma casinha de livros que fica aberta e voltada para a calçada, disponível para quem quiser pegar, levar e trazer livros. Simples assim.
Ale já defende as bibliotecas livres e comunitárias há tempos – a Pote de Mel, que funciona em uma geladeira desativada numa padaria é um exemplo desta militância dele -mas esta janelinha no quintal e a defesa de um espaço mais livre, de troca, de partilha, de relacionamento (mesmo que indireto, sem conversas e “obrigações”) que cabem perfeitamente nos valores que eu também defendo.
Eu já tinha planos de arrumar um canto para os livros livres na Otagai (não passa tanta gente na empresa, mas eu noto que as pessoas curtem muito os livros que deixo sobre a mesa, sempre disponíveis para o leitor levar se quiser) e agora me animei ainda mais. Quem sabe se eu não convenço o pessoal do meu condomínio a deixar um espaço perto das caixas de cartas? E quem sabe se não animo leitores vorazes como meus sogros e meus pais a repetirem o feito em suas casas em Curitiba? Fica como plano para 2012!
E se você ainda não se convenceu, veja este relato:
A minbiblioteca já teve seus primeiros clientes ontem.
Um carrinheiro passava com a família. As crianças ficaram logo curiosas com a casinha. A mãe:
- Eu já expliquei que não é para mexer no que não é de vocês!
A Aida:
- Mas aí é para mexer sim. É de todos.
As crianças adoraram pois havia diversos livros infantis já. A mãe explicou que eles tinha diversos livros que já haviam lido. Assim que lerem os que tomarem emprestados, trarão esses e mais aqueles.
Eles, o carrinheiro, sua mulher e seus filhos, garanto, vão divulgar e proteger a nova minibiblioteca de Curitiba. O que você vai fazer?
P.S. Para quem não acompanhou desde o princípio:
- Como surgiu a ideia
- Como foi feita a primeira minibiblioteca
- Se você fizer a sua, avise para que possamos divulgar aqui.
Meu livro favorito em 2011 #MemeDasAntigas
Postado em Blogosfera, Consumo de Cultura no dia 13/12/2011Que complicado é para quem lê muito listar um livro favorito no ano estando já em dezembro! Li alguns bons livros neste ano, mas o que me deu aquela sensação de quero mais, a que faz você querer voltar a ler assim que tem tempo livre e que não cansa mesmo depois de muitas páginas é, curiosamente, um infanto-juvenil que peguei há pouco para ler com meu filho (#aos11).
Percy Jackson, uma saga moderninha que tem elementos de cultura grega antiga, é uma série de livros que retrata um menino com o qual muitos se identificam, vivendo uma realidade confusa (a princípio seria “disléxico e hiperativo”, filho de mãe solteira, com pai misterioso ausente e passagens por várias instituições de ensino) e que, repentinamente, descobre uma ascendência não só nobre como heróica. Não bastasse isso tudo, Percy é retratado como amável, amigável, e, por muitas vezes, disposto a arriscar sua vida para salvar seus amigos e até mesmo seus inimigos. Dotado de grande senso de humor sarcástico e ciente (até demais no começo) de suas limitações, ele é um garoto fácil de se afeiçoar e creio que aí mora a magia que me prendeu ao livro. Além disso tudo, ler o que meu filho lê me ajuda a não me distanciar do universo dele, tarefa que creio que facilita muito a vida das várias famílias.
Aliás, fica a dica dupla: a série de livros é divertida e fácil de encontrar para ler (além de ter um filme) e quem tiver primos ou sobrinhos a partir de 10 anos para presentar pode oferecer o livro sem medo de errar!
E você, qual sua dica de leitura em 2011?
Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós!
Onde você guarda os livros dos seus filhos?
Postado em Consumo de Cultura, Famílias interativas no dia 29/11/2011Hoje pela manhã o pessoal do site @mamatraca perguntou: onde você guarda os livros do seu filho?
Na hora, pensei:
- Ora, guardo com os nossos!
A leitura aqui não tem grandes restrições – apesar de eu avisar que livros como O Abusado, de Caco Barcellos não são para ler por enquanto – e nós curtimos muito compartilhar as leituras. Creio que assim é que nós criamos por aqui um ambiente leitor. Mas, de fato, quando eles eram pequeninos (tenho filmes dos dois, ainda engatinhando, pegando e guardando livrinhos que ficavam ao seu alcance em estantes bem baixas) os livros ficavam sempre perto deles.
Eu fui criada assim: na sala, atrás da TV, ficava a imensa (mesmo) biblioteca do meu avô que cresceu muito com o amor aos livros de minha mãe e com a generosidade de meu pai, que nunca disse não para pedidos de aquisição de livros e discos.
[Ah, sim, eu sempre tive acesso ao toca-discos e herdei a coleção de LPs do vô jornalista! Mas isso é tema para outro post!]
Acho que tem livro em todo lugar por aqui! Mas boa parte fica no “quarto de brinquedos” e os favoritos ou que estão sendo mais lidos (os meninos adoram livros de referência) ficam nas estantes do quarto. E temos um canto para os divertidos (de quadrinhos, música, fotografias e viagens) na sala.
E você, querido leitor, onde ficavam os livros na sua casa? E como esta organização doméstica influenciou sua formação como leitor? Compartilhe sua opinião ou experiência nos comentários! Eu escrevo só para convidar você para esticar a prosa, já notou?
Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado
Postado em Consumo de Cultura no dia 17/11/2011“Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado.”
Rachel de Queiroz, que completaria hoje 99 anos “.
Uma das primeiras lembranças que tenho desta senhorinha simpática é um relato dela que remetia à sua infância, contando que lia e escrevia escondido, debaixo dos lençóis e com luz precária, tentando driblar as regras familiares da época que proibiam as mulheres de “ir além”.
Desde então Rachel de Queiroz foi para mim mais do que a tradutora, romancista, escritora, jornalista e importante dramaturga brasileira – pensava nela como uma das personagens de uma história social que me permitiu seguir meu caminho profissional com menos dificuldade, mais chances, respeito e igualdade.
Ela é lembrada por sua obra de ficção social nordestina – o Quinze, Memorial de Maria Moura – mas merece destaque por seu papel social: foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994 na ocasião do centenário da instituição.
Informação é para circular, não para ficar guardada!
Postado em Ação e Cidadania, Cidadania e politica, Consumo de Cultura no dia 08/11/2011
Estou apoiando a divulgação no Twitter e Facebook há dias e já separei as obras que vou libertar nesta data, que marca a 3ª edição do BookCrossing Blogueiro. A ideia, que surgiu da querida amiga virtual Luma Rosa (do blog Luz de Luma), repetindo por aqui, na nossa comunidade geek, ligada tanto em cultura quanto em ativismo social, uma prática simpática: “libertar” livros para incentivar o hábito da leitura.
“Para participar, basta trocar com alguém que conheça (ou não) um livro por outro ou “esquecer” o livro por aí, em locais movimentados, como praças, ônibus, metrô, supermercados (locais onde o livro possa ser resgatado facilmente por quem passa). Coloque um bilhete ou uma dedicatória, no próprio livro, para que a pessoa agraciada fique sabendo o porquê do movimento e se sinta incentivada a levá-lo, transformando-se assim numa leitora, mesmo que, a princípio, não o seja. É uma forma de compartilhar cultura com quem não tem condições financeiras de comprar um livro ou mesmo para incentivar quem acha que não tem tempo.
Quem quiser divulgar o ato, com fotos e textos de incentivo, pode fazê-lo em seu próprio blog ou nas redes sociais. Podemos ainda, como sugeriu a Luma, trocar resenhas e impressões sobre os livros que libertamos.”
Confesso que nem saberia escolher a ação que considero mais importante, mas certamente a que rende mais frutos, creio, é conversar sobre leitura e incentivar, com um sorriso no rosto e um olhar amigo, que outra pessoa descubra a alegria e o prazer que você está sentindo na sua leitura atual ou naquele livro que marcou sua vida. Portanto, seja trocando, “esquecendo” ou comentando um livro, não deixe esta oportunidade passar em branco.
E, se você for do tipo desapegado (como eu), dê uma olhadinha naqueles livros que estão há tempos sem manuseio e utilidade na sua estante e liberte-os.
P.S. A querida Cris Guimarães (do Eu, eu mesma e a outra) fez post e ainda divulgou a ação no blog Pequenos Leitores. Veja como seu filho pode participar, ou como você pode fazer uma criança feliz com um livro hoje. Afinal, “é de pequenino que se torce o pepino” – e se consolida o amor pelos livros.
Para fechar o dia de Drummond, Para gostar de ler, coleção que me apresentou a crônica na infância
Postado em Consumo de Cultura no dia 31/10/2011Eu tinha 11 anos e ganhei Para Gostar de Ler de presente. Bastou um volume e a inscrição “Outras Crônicas” para que eu descobrisse do que gostava e o que queria fazer na vida.
Deste primeiro livro – do tempo do primeiro walkman, da fita cassete do Michael Jackson, de começar a trocar as tardes de Atari por videoclipes de música – veio também uma fixação em Carlos Drummond de Andrade, que descobri nas crônicas, me apaixonou com suas poesias mais tarde e me acompanhava nas noites de insônia nas suas crônicas no telejornal da noite. Nem seu jeito fechado (tímido) ou as poesias mais adultas (“O chão é a cama do amor urgente”…) aplacaram meu jeito de leitora ávida, nem tão passional, mas decidida a aprender como fazer das menores coisas do cotidiano uma pequena imagem da beleza da vida convertida em texto conciso e preciso.
Neste aniversário do Drummond, décadas depois da minha primeira leitura, vejo no livro de leitura “recomendada” do meu filho #aos11 o mesmo Para Gostar de Ler e a ansiedade de sair por aí, retratando e guardando para a posteridade a singela passagem da vida.
Viva Drummond e seus muitos discípulos!
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O dia de Drummond, ou #diaD, no Instagram:
Espero que os autores das fotos não se incomodem!
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