Sunday, Bloody Sunday
Postado em Música no dia 09/08/2007 |Quem já ouviu falar do Sunday, Bloody Sunday? Para mim foi somente o título de uma música do U2 por muito tempo, eu confesso, sem relacioná-la à Irlanda. Adolescente ainda, eu era muito ligada em MPB e não prestava a devida atenção à letra de nada e, enfim, não tinha internet para eu googlar tudo que ouvia.
Mas ao descobrir que se referia ao Domingo Sangrento, um massacre de civis que incendiou o conflito na Irlanda do Norte, comecei a prestar atenção no assunto. Ajudou-me a entender um pouco esta história o fato de o padre que realizou nosso casamento ser um irlandês ex-professor universitário em seu país. Mas Padre Patrício, que atualmente usa suas forças para trabalha e luta pela inclusão social (de meninos em situação de risco e de prostitutas paupérrimas) na favela do Parolim em Curitiba, não me contou como tudo foi realmente sangrento.
A partir dos confrontos que se iniciaram com uma passeata em 30/12/1972 a Irlanda do Norte viveu três décadas de violência e fez todo o mundo conhecer o nome do IRA. Em minha infância lembro que guerra tinha dois sons no Jornal Nacional: Irâ-Iraque e IRA na Irlanda.
Este conflito nasceu de intolerância religiosa, pois os católicos são minoria lá e a elite dominante e leal à Grã Bretanha era protestante. Intolerância, sempre ela. Cansados da discriminação e motivados pela independência da Irlanda do Sul (hoje República da Irlanda), em 1922, no final dos anos 60 os católicos do norte começaram a se organizar para lutar por direitos civis e por uma Irlanda unificada e independente do Reino Unido. Atualmente a Irlanda ainda é parte deste reino, mas a luta violenta cessou a partir do acordo de Belafst.
Dois filmes que revi recentemente na TV a cabo mostram en passent personagens desta história atual: O Chacal e Inimigo íntimo. O cinema e a TV às vezes são uma forma de conscientização política, apesar de todas as críticas que recebem.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Adorei o post! Me explicou mt sobre a letra, e coisas q eu havia esquecido…
[...] Embora eu não tenha tido educação católica e não saiba quase nada de santos, minha curiosidade sócio-histórica me fez ir atrás da história de Saint Patrick. Simplificando podemos dizer que St Patrick foi um missionário encarregado de converter os Irlandeses ao Cristianismo no século 4º (D.C.) e por isso é considerado o fundador da Igreja Católica na Irlanda – um dos países católicos mais radicais, como já comentei em Where streets have no name e Sunday, Bloody Sunday. [...]
memória irlandesa, amo essa música – Sunday, Bloody Sunday http://t.co/iNwN9j7F via @avidaquer