Sociabilização e dança
Postado em Mãe com filhos no dia 15/02/2009 |
A idéia de sociabilização e ampliação da capacidade criativa e intelectual é uma das preocupações mais recorrentes de pais e mães da minha geração. Estamos sempre em busca de alternativas para que nossos filhos possam se desenvolver plenamente, alcançando o máximo “aproveitamento” de seu potencial. Corujões assumidos, sempre achamos que eles têm talentos muito acima da média, né?
Na semana passada descobri um curso de dança para crianças de 5 a 7 anos muito legal que estimula o desenvolvimento da coordenação motora, da percepção dos espaços do corpo e do espaço ao redor, recreação e conhecimento corporal. Perfeito, a não ser pelo fato de ser um curso de dança. Será?
Quem já pensou em matricular os filhos homens numa escola de dança? A idéia não me surpreendeu tanto porque acompanhei por anos o trabalho de minha cunhada como arte-educadora. Estudante de dança desde sempre, ela fez faculdade na área na Unicamp e depois se especializou em uma prática chinesa de ginástica laboral, o Chi Gong (e Liam Gong). Antes do Chi Gong ela fez alguns trabalhos interessantes com crianças (meninos e meninas) usando a dança como terapia e como auxiliar do aprendizado.
Ao ver a notícia deste curso aqui em São Paulo me lembrei das histórias de minha cunhada e deu vontade de morar mais perto da escola para experimentar levar os meninos. Pensei em Balu e Mogli cantando Necessário (somente o necessário, o extraordinário é demais!) e dançando alegremente. Por que nossos meninos não são mais estimulados a dançar? Espero que os personagens do High School Musical sejam fenômenos de mídia fortes o suficiente para mudar o conceito e fazer surgir belos dançarinos na geração dos meus filhos.
Eu adoraria descobrir na família um dançarino como Tyler Gage (personagem de Channing Tatum no filme Step Up – Ela dança, eu danço) ou mesmo um Troy Bolton e Chad Danforth (personagens de Zac Efron no High School Musical e Corbin Bleu em Jump in!).
P.S. A idéia do sociabilizar me encantou: significa tornar sociável, num processo que torna um indivíduo próprio para viver em sociedade.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Bom dia Sam,
olha, cá em casa nós dançamos muito, kkkkk…desde bebés que danço com os meus filhos, eles adoram! Acho que é um momento muito divertido e criativo. Eles competem para dançar comigo, rssss…No entanto, nunca pensei em matriculá-los na dança.
Essa música do Mogli é um clássico, cansamos de cantá-lo e dançá-lo, kkkkk…
Boa semana!
Bjos
Olá Sam, adorei o post.
Opinando com o foco na educação (que é a minha praia), a dança é fundamental para o desenvolvimento geral da criança. O ritmo faz parte da nossa vida desde que nascemos. Se não respiramos com ritmo ficamos ofegantes, se o bebê não mama com ritmo ele engasga, se não andamos com ritmo tropeçamos e assim por diante. Então já nascemos com o gene do ritmo, porém isso não quer dizer que não precisamos estimulá-lo. Tudo que não é estimulado se atrofia. Aprender a dançar além de desenvolver a noção perfeita de ritmo, trabalha também a lateralidade (fundamental para a vida toda), a noção espacial, noção de distância e tantos outros que se estimulados tornam a vida muito mais fácil. Além do mais, a dança é “parceira” da música e não tem nada melhor do que ouvir música. A música é o jardim da alma. Então dance. Coloque mesmo seus filhos para aprender a dançar. Não tem coisa mais gostosa do que percorrer o salão dançando com nosso filho. Eu posso dizer que é uma emoção indescritível. E também, mulher adora homem que sabe dançar.
beijinhos