Shakespeare da comédia à tragédia
Postado em Consumo de Cultura no dia 07/05/2009 |
Creio que não há viv’alma – pelo menos no mundo ocidental – que não saiba alguma coisa de Shakespeare. Mesmo quem não leu suas obras, em algum momento já comparou algum apaixonado a Romeu, pensou “ser ou não ser, eis a questão” de Hamlet diante de um dilema ou considerou uma mulher difícil como a Megera Domada.
William Shakespeare é muito citado e pouco lido. Mesmo entre os falantes de sua língua suas obras podem ser desconhecidas. Lembram-se da aula de literatura do filme Never been kissed em que se comentava o livro Como gostais? Os alunos de ensino médio não entendiam Orlando e Rosalinda porque estava muito longe da realidade e do interesse deles, embora a história fosse, como sempre nas obras do Bardo, perfeita para explicar seu momento de vida!
Dizem que William Shakespeare nasceu em Stratford-upon-Avon em 23/04/1564 e viveu até 1616. Dramaturgo e poeta inglês, autor de obras que permaneceram ao longo dos tempos num volume considerável de 38 peças teatrais, 154 sonetos, dois poemas de narrativa longa, e várias outras poesias. Autor de textos que estão vivos até aos nossos dias e são frequentemente revisitados no teatro, televisão, cinema e literatura.
Claro que uma figura assim traz consigo controvérsia. Há especulações sobre sua sexualidade, sobre suas convicções religiosas, sobre a autoria de suas peças e chegam a dizer que ele pode nunca ter existido e suas obras possam ter sido sido escritas por outras pessoas. Seja como for, tais obras merecem ser lidas. Quando eu era adolescente e vivia numa verdadeira comunidade internacional no Cefet-PR e no Rotary Club (era do Interact e voluntária no escritório regional dos intercambistas da instituição), recebi intimações de vários amigos para ler Shakespeare no original. Ainda não me sinto apta a isso, mas já li algumas obras que minha mãe tinha em sua biblioteca.
(e sobre sua vida vale ver o delicioso Shakespeare in love)
Lembrei de tudo isso ao receber um release sobre um curso que apresenta quatro peças fundamentais para entender o motivo pelo qual Shakespeare é tão influente na cultura ocidental. As obras são: “Muito Barulho Por Nada” (Much Ado About Nothing, que tem uma versão para o cinema excelente dirigida por Kenneth Branagh), “Sonhos de Uma Noite de Verão” (A Midsummer Night”s Dream cuja versão mais recente para o cinema é de 1999 em filme que tem Kevin Kline, Michelle Pfeifer e Calista Flockhart no elenco), “Macbeth” e “Rei Lear” (King Lear). E já que citei versões de cinema, quem se lembra de versão de Hamlet de Franco Zeffirelli com Glen Close e Mel Gibson? E do Romeo and Juliet dele de 1968?
P.S. Você quer ler Shakespeare? O livros e afins indicou 22 obras com download gratuito aqui. E se a língua não é problema @alessandro_M recomendou o site The Complete Works of William Shakespeare.

Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.





Posso dar uma outra dica? Quando eu encasquetei com Shakespeare (amo a Megera Domada, cujo filme, com a Liz Taylor e o Richard Burton aliás, merece ser visto), comprei um livrão enooorme do Harold Bloom (que é O cara quando se quer entender Shakespeare) chamado “Shakespeare, a Invenção do Humano”. Ele comenta todas as peças de Shakespeare nesse livro, de um jeito delicioso (adoro a prosa dele); então eu lia a peça e na sequência lia os comentários dele a respeito da dita cuja…foi o máximo!
beijos!
Sam Shiraishi Reply:
May 7th, 2009 at 1:12 am
@Flavia, adorei a dica, o Harold Bloom é ótimo. Valeu.
Vi algumas vezes com minha mãe.
Procurei muito este filme da Liz Taylor no IMDb, mas estava mega cansada e desisti.
via blog: http://tinyurl.com/cd5xu3 Shakespeare da comédia à tragédia
Só há dois autores que gosto pra valer: Machado de Assis e William Shakespeare. Do brasileiro, amo os contos. Do inglês, adoro Otelo.
Sobre Hamlet, prefiro a looonga versão do Kenneth Branagh (242 minutos!).
Sam Shiraishi Reply:
May 7th, 2009 at 12:42 pm
@AleRocha, eu tentei ver esta versão do Kenneth, não aguentei nenhuma vez – shame on me! Não li Otelo, mas está na minha lista!
Valeu.
Adoro Machado também e ano passado cansei os leitores de tanto que falei do ano dele aqui.
Querida Sam,
Falar de Shakespeare é sempre muito estimulante e ele faz parte da história de vida da maioria das pessoas. Há sempre um “causo” envolvendo suas obras para ser contado. Eu, quando assisti no cinema a Megera Domada queria ser Liz Taylor (que pretensão) só para encontrar um Richard Burton no meu caminho. Depois, quando já adolescente assistir Romeu e Julieta e chorava todas as noites antes de dormir com pena daquele casal tão apaixonado e tão injustiçado. Quando já casada levei minha filha de 9 anos para assistir Macbeth no teatro com Aantonio Fagundes, Stênio Garcia e Vera Fischer e minha filha voltou encantada com o espetáculo. E agora seu post me proporcionou lembrar estes momentos tão significativos em minha vida.
Parabéns!
Beijinhos
Oi Sam
Coincidência você citar e colocar um trecho do filme Muito Barulho por Nada de Kenneth Branagh, pois foi por causa dele que com 12 para 13 anos de idade me interessei por Shakespeare. Assisti o filme várias vezes e enlouqueci minha mãe para achar o livro em alguma biblioteca. Depois de Muito Barulho por Nada, li A Megera Domada, Sonhos de uma Noite de Verão, Romeu e Julieta e vários de seus sonetos.
As obras de Shakespeare são maravilhosas!
Beijos
Sam,
Li bastante coisa de Shakespeare há algum tempo atrás. Normalmente quando gosto de um autor, leio tudo o que encontro dele. Meu preferido é, disparado, Othelo, pelo conteúdo psicológico. Considero Iago o melhor e mais astuto vilão da literatura. Ou isso ou Othelo deve ser o melhor e mais completo tipo sugestionável. Para mencionar cinema como vc fez no post, posso citar um Iago perfeito Kenneth Branagh no filme de 1995. Mas Branagh é fera, dirigiu e estrelou um excelente Hamlet também. Cá entre nós Gibson não encontrou o tom e transformou um homem atormentado diante de uma verdade horrenda em um bobo.
Acho que escrevi demais, empolgo com alguns assuntos.
Abraço
sam, tudo parado (blog principal e “apêndices”). não ter conexão em casa desanima
mas o 100 livros não sofre de desatualização e http://esoumdiario3.blogspot.com/search?q=shakespeare é um bom exemplo. pequeno resumo para iniciantes.
beijo
@tebenas que bom que gostou e valeu por indicar o post de Shakespeare http://bit.ly/LcH6m, cadê os comentários lá? qual sua obra favorita?
Shakespeare é muito citado e pouco lido. que obra vc indicaria para quem vai se aventurar no universo dele? http://bit.ly/LcH6m #tv
A vida como ela quer-Da comédia para a tragedia
[...] de Shakespeare outro dia e muita gente boa lembrou a leitura de obras, a emoção com filmes e peças derivadas de suas [...]
[...] P.S. E se você também acha este trecho do ato III de Hamlet de uma sonoridade linda, no Good Reads – a rede social do momento – é possível ler o texto em inglês. E se você também tem livros e filmes favoritos que citam o dramaturgo inglês, vale comentar e ler as indicações do post Shakespeare da comédia à tragédia. [...]