Sesc Pompéia
Postado em são paulo no dia 27/08/2008 | 
Sempre falo do Sesc Pompéia, pensei que hoje seria uma boa ocasião para eu explicar minha admiração por este espaço. Basta dizer que é o local do famoso projeto arquitetônico desenvolvido pela arquiteta Lina Bo Bardi. Precisa mais? Bom, tem uma história, claro. A arquiteta teria visto uma bela construção de alvenaria e de uso pioneiro de concreto e, no meio disto tudo, estava a bela utilização espontânea deste espaço (antiga Fábrica de Tambores), que nos finais de semana era povoado por famílias com crianças brincando e jovens se divertindo. Bo Bardi então reinventou a velha fábrica (construída a partir de tecnologia importada e sofisticada para sua época), propondo a manutenção do espaço livre dos galpões.
“O diferencial é olhar crítico para a antiga estrutura: as funções seriam reprojetadas e o projeto de tecnologia fabril seria deglutido por um projeto moderno. Em todo caso, os usos populares captados por Lina seriam mantidos e permeados por espelhos d’água, lanchonetes, bibliotecas, obras de arte”.
Chama atenção ao visitante a rua, que se manteve intacta no interior da ex-fábrica e parece levar a cidade para dentro do centro cultural. Aliás, a pavimentação do entorno do Sesc foi motivo de celeuma no ano passado, quando a prefeitura de São Paulo refazia as calçadas no bairro e alterou o paralelepípedo que compunha o local. A população se agitou, reagiu e ouvi dizer que a prefeitura foi obrigada a refazer – ainda não fui lá conferir depois, quem foi, me conte.
A obra tem importância histórica e artigos acadêmicos, como o de Luís Antonio Jorge (tese de doutorado pela FAUUSP), tratando da obra de Lina e seus desdobramentos na arquitetura.
“Este projeto é um acontecimento para a geração nos anos 80, que reconhecia na obra um ponto de inflexão na história da arquitetura contemporânea; dissonante num contexto marcado pela afasia; extravagante, provocativo e delirante onde só se via repetição; poético e criativo, ocupando um vazio de debates e reflexões. A antiga Fábrica de Tambores da Pompéia tornou-se um marco nos debates sobre revitalização no Brasil, a começar pelos cursos de arquitetura. A opção valorativa da revitalização dos edifícios, e o pensamento sobre formas de intervenção, se não chegaram a ser um trabalho onde a grande maioria dos arquitetos estivesse envolvida profissionalmente, tornou-se mais do que um tema oportuno, uma discussão comum nas escolas de arquitetura, sobretudo nos temas de Trabalhos Finais de Graduação.”
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Você sabe a história do Sesc Pompéia?…
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o sesc é legal mas nem tudo o que a lina fez lá ficoui legal.
as cadeiras triangulares são horriveis de se sentar e duras… ergonomia zero. a area de video é clara demais e tem pouca visiblidade por ficar debaixo das areas de jogos e leituras…
sou das antigas lá e sei que tanto a antiga programadora de video qto pessoal que trabalha e frequenta reclama das falhas…
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