Rios de Machado

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 23/09/2008 |

Estive numa exposição sobre o centenário da morte de Machado de Assis na Casa das Rosas no começo do ano e agora novamente vejo manifestações sobre ele. Com Centenário da Imigração Japonesa e bicentenário da chegada da família imperial ao Brasil, os eventos culturais de 2008 foram dispersivos e esta data ficou meio limitada ao mundo literário.

A manifestação mais interessante é a do Museu da Língua Portuguesa que pretendo visitar neste final de semana. A exposição é dividida em capítulos cujos nomes se referem à obra de Machado e tem visitas monitoradas para até 30 pessoas (que não me atraem, mas podem ser interessantes). Quem guiará cada turma são os professores e pesquisadores americanos Kenneth David Jackson e Paul Dixon, Jean Michel Massa (França) e Amina di Munno, da Itália.

“É uma oportunidade única para entender a visão internacional sobre a obra de Machado de Assis, comprovando a importância do autor para a literatura mundial”, explica Antonio Carlos Sartini, superintendente do museu. O percurso durará cerca de uma hora e quinze minutos e pretende atrair universitários, estudiosos e admiradores do escritor. O interessado escolhe uma visita e reserva vaga pelo telefone (11) 3326-0775. Nas datas das visitas monitoradas, o museu abrirá exclusivamente para a atividade.

Segundo a Folha de S. Paulo, a exposição descanoniza Machado. ;) Terminado o percurso da exposição, o museu abriga o “Largo do Machado”, com 400 livros que o público pode ler em poltronas. Bem no clima de visitante-leitor proposto. Informações no site do Museu.

A homenagem que o Sesc Pompéia está realizando também me animou e é preciso correr, porque só fica até setembro. Andei programando passeios lá com algumas blogueiras que conheço virtualmente e que tem filhos pequenos e tentarei fazer um programa só. Vamos ver se dá certo.

Um espaço ambientado oficinas literárias e web-literatura, performances teatrais, leituras dramáticas, saraus musicais, narração de história e espetáculo teatral, divididas em três salas na área de convivência da unidade: O Alienista, Capitu e Memórias Póstumas de Brás Cubas. Fiquei imaginando o Rio de Janeiro da época de Machado, lembrando da realidade descrita na obra dele e pensando naquela geografia maravilhosa numa época em que havia desigualdade sim, mas a violência não chegara a índices alarmantes. Os costumes do final do século 19 também me atraem, li toda obra do Eça de Queiroz e gosto dos romances vitorianos (estou lendo devagar a obra de Jane Austen no original). Enfim, como não estar curiosa sobre esta exposição com cenografia de Valdy Lopes?

Detalhes da programação do Sesc eu publiquei no Meu Clipping. E vale visitar um blog homônimo que tem detalhes interessantes sobre as atividades. 

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


One Response to “Rios de Machado”

  1. [...] grande escritor brasileiro. Há também discussões, leituras poéticas e encontros imperdíveis. 2008 é o ano de Machado de Assis porque marca o centenário de sua morte e de uma mudança no paradigma das letras brasileiras. Ele [...]

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