Redes sociais no mundo corporativo
Escrevi agora um texto com algumas reflexões sobre o uso das mídias sociais no mundo corporativo. O título lembra o post Orkut é para trabalhar? que fiz no Boombust há pouco mais de um mês, mas não é exatamente o mesmo foco - de explicar que as redes sociais podem ser úteis para seu trabalho - e sim sobre a discussão sobre webenvagelistas, Relações Públicas 2.0 e outros assuntos que linkam comunicadores e mundo corporativo.
Lá eu indiquei alguns posts que tenho lido - da Tiane Loureiro, do Eduardo Vasques, Ricardo Cabianca - e deixo aqui mais dois que falam de mídias sociais, embora não com aquele enfoque, e são leituras interessantes.
Para quem não está tão enfronhado quanto eu e os nomes que citei acima nas mídias sociais, vale conhecer o blog que minha irmã Tiffany (que é Relações Públicas) criou. Chama Circulando pela web, nome que remete ao movimento de acompanhar as mídias sociais, xeretando em tudo… que ela alega fazer. Está bom, sem corujice de irmã mais velha e amiga, ela está revendo visões antigas e contrapondo-as com novos enfoques sobre esta nova mídia. E o melhor, a linguagem é ótima, para todos, sem os neologismos que eu acabo usando aqui.
Juliano Spyer, autor do livro Conectado (que eu estou lendo só agora, mas adorando) em Não dá brincar de código aberto se a constituição é proprietária falou sobre algo que ouvira na CBN: as escolas paulistas vão proibir o acesso a Twitter, Orkut e MSN para evitar a propagação de pornografia entre estudantes. Ele comenta várias coisas - como sempre no discurso do Juliano, que é uma pessoa de inteligência e vivacidade contagiantes - e levanta a questão do pouco acesso que temos ao que há de melhor na internet em relação a outros países:
E aqui? 50 milhões de internautas falando a mesma língua tendo que se contentar com o fast-food da internet: Orkut, Myspace, Facebook, Twitter, sites de empresas mundiais que instalam escritórios comerciais aqui só para vender publicidade.
E não que eles não tenham interesse em instalar laboratórios e estimular a experimentação, mas isso não cabe aqui. A legislação é arcaica e caminha para se tornar cada vez mais engessada e a Justiça não dá sinais de querer dialogar.
(…) Enquanto isso não acontecer, os BarCamps e todos os Camps vão se resumir a discussões requentadas sobre blog e jornalismo, monetização de blogs e sobre a legitimidade dos publieditoriais. Isso porque a verdadeira discussão, aquela que interessa e que pode tornar as coisas mais interessantes por aqui está fora do alcance. Não temos treinamento formal para entender e nem participar dela.

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