Realidade e ficção: triste encontro na violência escolar
Sexta-feira e estou vendo novela enquanto
escrevo, fazendo hora até o desenho dos meninos acabar e eu sair para buscar o Gui. Confesso que há anos não sou adepta de novelas, que vi muito com minha mãe e irmãs, mas aprendi a ficar sem quando tive os meninos. Enzo ainda pequeno se impressionava com as cenas de novelas, pois não é só nudez e sexo, mas violência, amoralidade e imoralidade, falcatruas… enfim, como no nome da novela que passa agora, os Sete Pecados e muitos outros estão nestes folhetins.
Esta novela tem um quê especial, além do elenco, com o qual eu simpatizo: se passa em São Paulo. Já estou ficando meio paulistana e eu sempre tive uma tendência a ser “bairrista”, não escondo. Mas o que vejo na tela agora não é uma cena bonita: a personagem da Gabriela Duarte (não acompanho então não sei os nomes) é uma jovem diretora de escola pública na periferia paulistana e vê seus esforços por melhorar a escola serem destruídos por jovens revoltados. Triste. Mais triste ainda é a ficção acontecer tão simultaneamente a notícias reais: Educadora de São Bernardo teve parte do dedo decepado na porta por aluno de 10 anos e aluno que queimou cabelo de professora não será punido. Não sei nem o que comentar, sinceramente. Só posso repetir o que disse a Lu Ivanike hoje no blog dela sobre um caso semelhante em Curitiba no post Revolta, nojo, indignação, repúdio…
A falta de educação não está só entre os mais jovens, está também em outras gerações. Hoje soube que a diretora de um órgão público da justiça paulista foi chamada de “p” por outros funcionários em conversa deles no msn, que acabou no a”Diário Oficial do Estado de São Paulo”. Já pensou? Parece que às vezes a justiça alcança os valentões, como no caso da violência contra a empregada doméstica no Rio de Janeiro.
Para terminar a sexta-feira bem: minha querida Lina e seu blog de musicólatra está de casa nova, estou sendo Relações Públicas e convidando a todos Ginger Musicalmente Musical.
Links:
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- Um Blog Para Cada Professor
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Oi moça…
Sinceramente não assisto novela. Não tenho paciencia para com esse formato de arte. Não aguento acompanhar uma mesma história durante tanto tempo. Mas é fato que muitas vezes a ficção imita a realidade ou vice versa. Não sei. Quando escrevo gosto de usar a realidade como foco porque há coisas surpreendentes nos muitos cenários a nossa volta.
Ainda acho que precisamos salvar a nós mesmas.
Um comentário solto no ar: São Paulo é uma cidade engraçada: ela te seduz de muitas maneiras. Também me sinto assim: uma paulistana e fico sentida ao ver pessoas tratando mal a paulicéia. Mas para “compessar” existem as pessoas como você que começo a conhecer.
Abraços vespertinos
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Amiga Sam,
Tenho acompanhado alguns capítulos dessa novela, assim como tenho acompanhado também os noticiários. Não estou mais conseguindo distinguir realidade de ficção. Está tudo se misturando e creio até que a realidade anda pior que a ficção.
Como disse você, há o choque a indignação, e me pergunto como serão esses jovens daqui 10 anos.
Desolador…
Mudando de assunto…
Muito obrigada por citar nosso blog aqui!
Nosso cantinho musical sempre estará aberto à todos e espero poder continuar a contribuir com sua trilha musical…hehehe
Beijos e um bom final de semana!
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Sam, a violência escolar é um fenômeno mundial. Aqui na França também tem, há bairros em que os professores se recusam a ir lecionar com medo dos alunos. Existe uma falha no sistema de educação e dos valores da sociedade atual, isto é incontestável. Obrigada por ter colocado um link para o “Jardin”. Beijo grande.
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Li hoje as 10 maneiras de se criar um delinquente:
http://luivanike.blogspot.com/2007/06/linda-mensagem.html
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Lunna, sua visita sempre me honra.
Entendo sua opinião sobre a novela. Não tenho paciência de ficar sentada vendo um capitulo inteiro, nem de seguir todo dia a história, mas faz um barulho, como o Jornal Nacional, quando faço outras coisas em casa neste horário de começo de noite. Sempre este horário, engraçado.
Como na TV aberta e na vida, há muita coisa aqui, boa e ruim, esta é a questão da paulicéia!
Abraços e bom domingo.
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Lina, imagino para vc que recebe as informações aí, mescladas pela IPC… lembro de quando eu estava longe do Brasil e via os acontecimentos daqui com o filtro da Rede Globo, portal do Estadão e tudo mais. A coisa é triste, mas feliz ou infelizmente, é mais na periferia. Para mim ela chega com a mesma distância virtual com que você vê.
Estou feliz com o novo Ginger e sabe que serei sempre uma fã!
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Maria Augusta, leio às vezes portais franceses e acompanho algumas questões daí pela mídia. Como aqui, me parece ser a questão da segregação social e da marginalização (de colocar “à margem” mesmo certa parte da sociedade) o que pesa nesta atitude agressiva… aí por conta dos descendentes de imigrantes de ex-colônias francesas, aqui por conta da nossa sociedade absurdamente desigual.
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Ai Sam… Você já sabe o que penso sobre tudo isso! E fico horrorizada, cada dia mais!
Mas estamos fazendo nossa parte muito bem feita… E acredito que nossos filhos poderão se orgulhar de nós como pais por lhes passar valores e princípios que faltam tanto para as crianças, como para seus pais!
Beijokas
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Oi amigaaaaa!! Cheguei ontem de noite! E com muitas coisas para arrumar, mas já dei um jeitinho de atualizar meu blog!! Vi seus comentários e adorei um que disse que tinha ido só para ver se eu tinha voltado!! hehehe
Nossa, sabe que agora me deu uma saudade de ver novela!! kkkkkkk
Aqui eu nem vejo novelas indianas! E das poucas cenas que eu vi vejo que a globo sabe realmente fazer novelas, viu?
Vou tentar assistir alguns vídeos pela globo.com . Pelo título e pela “previa” que vc me deu fiquei bastante curiosa! Quem sabe atravez das novelas pode-se ajudar a melhorar a sociedade e conscientizá-la da trágica realidade que vivemos.
Já que começou agora… vou ver se consigo pegar capitulos desde o início!
Bjssss
Amanhã tento dar um pulo na cozinha! hehehe
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Até há 2 anos atrás eu lecionava à noite em escola pública de periferia.
Sei exatamente do que está falando…
Beijo!
Seu comentário está me fazendo falta…
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