Rage (e um forum de sustentabilidade) against the machine no #SWU
Postado em Ativismo Social e Sustentabilidade, Consumo de Cultura no dia 11/10/2010 |Queridos leitores, como contei logo que este blog aceitou ser #insider do #SWUBrasil, eu não iria ao festival e acompanharia o Fórum pela web. Mas pudemos indicar dois representantes por blog (escolhi @djmisscloud pela óbvia ligação com a música e @alinekelly pelo trabalho social em prol da sustentabilidade) e pudemos juntas indicar alguns nomes para irem ao Fórum (@renatoguimaraes @lidifaria @tuliomalaspina @teeetchy).
Convidei-os também a compartilhar conosco suas impressões sobre o Fórum (e o festival, para quem ficou lá e viu tudo) e deixo aqui duas sugestões de leitura: o post do Renato, no blog SustentaNews, SWU: música, sustentabilidade e dia perdido. E abaixo publico o texto inédito e exclusivo de Claudia.
Fórum: Negócios sustentáveis
É meus amigos, não choveu em Itu mas fez muuuuuuito frio.
Fomos recebidos dentro do Fórum do SWU pelo trabalho da TerraCycle, um trabalho de reciclagem patrocinado pela Nestlé, como objetivo de dar um destino sustentável às embalagens. Esse material será transformado em sacolas, mochilas e estojos comercializados no site e nas lojas Wal-Mart.
A abertura feita pelo criador do SWU, o publicitário Eduardo Fischer contou a história do pássaro que de gota em gota tenta apagar o fogo da floresta. Essa foi imagem deu o tom para todos os palestrantes seguintes. Começa com você, começa com todos nós – especialmente no campo dos negócios sustentáveis o consumidor é que pode começar uma mudança de atitude das empresas afinal de contas o lucro é o incentivo mais que cada mude nós pode dar às corporações.
O professor da PUC/SP, Ladislau Dowbor foi um dos palestrantes mais ovacionados desse primeiro dia de fórum.
- Sobre o SWU: “Temos que tranformar atitudes individuais e atitudes sistêmicas”
- Sobre o micro-crédito: “Pobre tem palavra, rico tem advogado.”
Outro destaque foi Matt O’Hayer, presidente da Vital Farms, empresa que produz ovos em escala industrial e com responsabilidade ambiental.
- Sobre o preço dos alimentos orgânicos: “A comida barata é a mais cara que podemos consumir, pois acarreta num custo sobre os serviços de saúde”
- Sobre as galinhas criadas soltas: “São animais que tem 1/3 a menos de colesterol e alto índice de vitamina C, imagine só!”
Bom, aqui acaba a parte bonita e utópica do SWU, logo na saída após ouvir o ”Egg Man” dizer que a comida barata é a mais cara que se pode consumir, vamos às opções de alimentação: Cheeseburger no Gordão Lanches e suas bandejinhas de isopor…
Reciclado?
Durante as duas primeiras horas, a coleta de lixo até que não foi tão ruim, embora o conceito de separação de resíduos não ter sido bem disseminado. Imagino que o público não saiba o que onde latas, garrafas, isopor e lixo orgânico devem ser colocados.
Depois disso, sem a devida manutenção, o que se viu foram montanhas de lixo se acumulando onde seriam os pontos de coleta. Lamentável!
Outras atrações
RATM
A principal atração da noite merece um destaque à parte.
Primeiro, a quem interessar possa e se não souber saiba, a ideologia da banda é e sempre foi COMUNISTA. O som é radical, tem uma sonoridade própria e tem uma mensagem essencialmente não-capitalista.
Por isso, a estrela vermelha, a dedicatória ao MST, a menção da Via Campesina e a Internacional Comunista entoada antes do bix – se alguém não sabia disso devia ter se informado melhor.
Segundo, dentro de poucos minutos , ou duas músicas, o RATM mostrou porque é e deveria ser o headline da primeira noite do festival. No frio congelante de Itu, eles colocaram fogo na galera que esperava por eles ansiosamente durante todo o dia.
Neste contexto, a organização colocar uma tenda na área “Premium” à frente da pista tira a visão já dizia: a galera não vai gostar, viu? Quem estava no pista “não-vip” começou a se espremer contra o alambrado (até porque a saída de emergência médica era pela pista vip – a maneira mais fácil de mudar seu status no show). Após muita invasão era inevitável que a segurança não seria suficiente para segurar o entusiasmo da multidão. Após contido o principio de tumulto, o som falhou (ou foi cortado, quem sabe?) aumentando as vaias do público.
Com a intervenção do vocalista Zac La Rocha que pediu aos fãs que “Tomassem conta uns dos outros” e o show pode continuar sem maiores sobressaltos.
No fim das contas eu acho que isso que esse deveria ser o espírito do SWU: Cuidar uns dos outros, e da nossa casa, será que podemos começar?
P.S. – O Post Show
Depois de um dia inteiro de muita música, muito discurso, pouca educação e uma pitada de confusão, hora de ir pra casa. O que ninguém esperava era a invasão de ônibus e vans em busca do público que deixou praticamente ao mesmo tempo. Faltou comunicação com a polícia? Não sei, mas efetivamente o trecho entre a Fazenda Maeda e a rodovia que foi feito em aproximadamente 10 minutos na vinda demorou 3 HORAS na volta.
Sempre existem problemas e imprevistos em qualquer evento – e quanto mais ambiciosos, maiores eles são – mas a falta de preparação/treinamento da organização do festival ficaram evidentes e foram gritantes até para quem não estava lá. Segundo os idealizadores que deveria ficar para quem participou do SWU é o “experiência” de festival, para quem viveu esse final foi uma experiência mais para traumatizante.
Claudia Santos (@djmisscloud)
P.S. Explicando porque sou insider e não fui: primeiro porque me sinto sem ânimo (sou velha?) para festivais e shows que demoram, não tem onde sentar, o que beber e todas estas frescurinhas que depois de uma certa idade a gente acha tão importantes… segundo porque é feriado de Dia das Crianças e “Família em primeiro lugar”, eu estou dedicando as horas disponíveis aos que amo acima de tudo.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.










A maioria das entrevistas que vi com o público da SWU mostrou que a grande maioria foi lá só pelos shows mesmo e não absorveram a intenção do festival além da música. Acho que o que pesa muito sobre nós brasileiros não é a falta de educação, mas sim de prática em relação a sustentabilidade. Sabemos o que tem que ser feito, mas não fazemos. Por isso que tem que começar com cada um mesmo, e nós, mães, temos a responsabilidade de criar cidadões melhores do que somos.
Conversando com um cara aleatório que conheci numa fila, me entristeceu o fato de o festival não passar o que é, de fato, ter uma vida sustentável.
Adorei o relato da Claudia.
Beijo!
Lidi
RT @samegui: Rage (e um forum) aganist the machine no #SWU (relato da nossa #insider @djmisslcoud) http://bit.ly/963YFm
#postei
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RT @samegui: #postei
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[...] convidada pela @samegui a participar do Fórum Global de Sustentabilidade no SWU, e logo fiquei empolgada. O assunto, do [...]
E @evandrocesar complementa o de djmisscloud: Rage (e um forum de sustentabilidade) against the machine no #SWU http://bit.ly/dkXlN0
RT @samegui: Rage (e um forum de sustentabilidade) against the machine no #SWU http://bit.ly/963YFm (por @djmisscloud)
Rage (e um forum de sustentabilidade) against the machine no #SWU http://bit.ly/963YFm (por @djmisscloud via @samegui)
RT @gnsbrasil: RT @samegui: Rage (e um forum de sustentabilidade) against the machine no #SWU http://bit.ly/963YFm (por @djmisscloud)
@stellanery Baby, olha meu post sobre o primeiro dia http://www.samshiraishi.com/ratm-swu/ Depois melhorou mas…
Pois é, Sam, eu fiquei bem decepcionado também.
Como festival, ok, foi um festival. Mas como movimento (que eu fui chamado para apoiar), foi uma enganação.
Escrevi sobre isso aqui: http://www.isabellices.com/o-que-foi-o-swu/
Beijo.
[...] Quer saber como foi a edição do ano passado? Aqui no blog eu contei sobre os dois dias em que eu participei dos debates representando o blog @avidaquer: Inclusão Social e Meio Ambiente, e sobre o primeiro dia que teve a presença do Ladislau Dowbor (não acredito que perdi….) a @Djmisscloud contou no @avidaquer. [...]