A Vida Como A Vida Quer @samegui

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São Paulo a escrever as epístolas (obra atribuída a Valentin de Boulogne ou a Nicolas Tournier) Não sou fã do Paulo de Tarso , Saul de Tarshish, como era chamado este fariseu que perseguiu os cristãos até que um dia, às portas da cidade de Damasco, teve uma cegueira temporária que lhe abriu os olhos espirituais. Ele foi sempre um misógino e isso é suficiente para me deixar com muitos pés atrás na doutrina que pregou e que, infelizmente, definiu os pilares da Igreja Cristã – depois católica – e deixou um rastro de intolerância, infelicidade e culpa em boa parte da humanidade. Nem ler o livro O Grande Amigo de Deus , de Taylor Caldwell (Editora Record, 512 págs) me fez mudar de idéia. Mas eu ainda aprecio muitíssimo algumas palavras que são atribuídas a ele e que acredito que tinham verdadeira inspiração divina. Acho que elas é que tocaram o coração do Renato Russo na época da composição do Quatro Estações, álbum de 1990 que ele compôs em grande parte após ler um exemplar do Novo Testamento (destes que o movimento dos Gideões deixa nos hotéis e hospitais). Um dos textos é o que segue:

Primeira carta de São Paulo aos Coríntios; capítulo 13 Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, nada seria. Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me fizesse escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria. O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar. Mas quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente, como sou conhecido. Atualmente permanecem estas três: a fé, a esperança, o amor. Mas a maior delas é o amor.

Zemanta Pixie
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Comments

  1. 1
    denise
    June 15th, 2008 at 12:19 am

    nossa, me senti a própria neófita ignorante sobre são paulo…
    como “católica tardia”, recuperada por nossa senhora das graças de forma totalmente mística beirando os 40 (…), ando freqüentando as missas e ouvindo homilias de padres jesuítas etc etc, e sempre o 2° texto é de são paulo e eu admiro bem como ele é conciso e objetivo e cheio de fé e de segurança etc.
    preciso estudar melhor o moço…
    mas já estava apaixonada pelo texto acima, mesclado pelo renato russo…

  2. 2
    fred autumn
    August 25th, 2008 at 11:26 am

    Leia o livro “Paulo e Estevao” de Francisco Candido Xavier e tera maiores subsidios para tracar conclusoes sobre o assunto.

  3. 3
    José Renato Venâncio
    December 14th, 2008 at 3:59 am

    Leiam a Bíblia Sagrada, meus irmãos, os Evangelhos e as Cartas de São Paulo; na Bíblia pode ser encontrada muita sabedoria e verdade. Há também um livro muito interessante chamado O Grande Amigo de Deus, que conta a história de Paulo de Tarso de um jeito fascinante, da querida escritora M.J. Taylor Caldwell

  4. 4
    Gabriel
    February 28th, 2009 at 10:49 pm

    Olá, Sam!

    Vim parar aqui pelo google e não resisti a deixar um comentário sobre a “misoginia” do nosso amigo Paulo que, na verdade, é um dos grande mostivos de discussão entre os estudiosos, cristãos ou não…

    Na verdade, as poucas passagens em que ele renega o papel da mulher a segundo plano (que, é claro, são as que todos fazem questão de se lembrar), são frequentemente questionadas como sendo enxertos posteriores (se você reparar bem, elas “aparecem” meio do nada no texto, cortando o assunto).

    Por outro lado, Paulo é frequentemente citado por pessoas que querem exatamente melhorar o papel da mulher nas Igrejas, citando, por exemplo, a passagem em que ele recomenda uma mulher que era diaconisa (um cargo de liderança nas comunidades cristãs). Está em Rm 16,1:
    http://www.bibliacatolica.com.br/01/52/16.php

    É aquela coisa: nem sempre as coisas são tão simples como parecem…

    No mais, creio que as cartas dele têm realmente muito mais grandes passagens, verdadeiros clássicos para a nossa civilização, do que trechos controversos…

    Grande abraço!

  5. 5
    maria
    May 8th, 2009 at 2:51 am

    se me permite discordar S.Paulo não era misógino na verdade vc tem que analisar o que ele escreveu de acordo com sua epoca e costumes.Ele era um judeu , em uma sociedade conservadora, é claro que aos olhos de hoje dizer que uma mulher tem que ser recatada nos parece absurdo,…me parecia tambem, mas fui esclarecida por um padre : S.Paulo escrevia para comunidades novas ,que estavam se formando e talvez quissesse apenas botar ordem no lugar, pois saiam do judaísmo e iam para uma religião totalmente nova, então que postura Homens e Mulheres deveriam ter?
    Não o interprete com os olhos do seculo XXI
    Fique com Deus

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