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Poesia no equinócio
Hoje, segundo me avisou Francys, é dia nacional da poesia.
Passei algumas horas ruminando a idéia de que o dia foi escolhido em homenagem ao poeta Castro Alves e pensando no quanto a poesia é pessoal, no quanto, no fundo, precisamos nos identificar com o poeta, nos ver e sentir nas palavras dele para a poesia fazer sentido. Sem o eco não há poesia. Restam apenas palavras soltas.
Pedi à minha amiga poeta, Lunna Guedes, autorização para postar uma poesia dela aqui hoje - ao que ela me respondeu, simplesmente”poesia não se usa, se toma para si, cara mia“-, homenageando assim o dia da poesia e igualmente o frio que chegou hoje (ele também me lembra a Lunna, que adora o clima outonal, mas vive em primaveras e verões na sua vida Brasil-Itália). Neste ano, pela primeira vez na nossa vida paulistana, estou percebendo a mudança da estação aqui. E eu gosto sinceramente da meia-estação. Que seja muito bem vinda!
Equinócio…Umido gosto de orvalho
com cheiro de folha adormecida
a compor a lembrança de um sonho bom! Brilho de sombras amenas
a responder as luzes dos altos postes
que respingam asas
aos passos meus por sobre as calçadas… A noite e sua marcha
de campos adormecidos
Vai sem pressa… Mais lenta,
Enquanto o pio atento da coruja
reza sobre minha habitual desatenção… A vida se deixando passar
entre um pensamento ou outro
Um suspiro em mim…
E a chuva que já começa
junto com a manhã
Que diferente de mim: desperta.
Lunna Guedes
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One Response to “Poesia no equinócio”
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Lunna
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March 14th, 2008 at 10:47 pm