Párias

Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 30/01/2008 |

Na correria da volta às aulas, um assunto passou sem citação aqui.

inocenciaelyj3.gifNo domingo fui conferir o filme O Signo da Cidade. Cheguei e já fiz uma “crítica” pessoal que foi publicada no Nossa Via nesta segunda, mas, na minha correria de mãe, não pude avisar aos amigos! Gostei do filme, mas ele mostra uma cidade que não é a minha São Paulo, não é a cidade familiar e hospitaleira que eu conheci quando mudei para cá há exatos três anos. Mas é uma cidade real, com toda força vital que a metrópole tem e que por sua pujança vive questões sociais controversas como o casal homossexual retratado lá, a busca do ocultismo para solucionar questões que as instituições públicas não assumem (os abortos, a falta emprego e de dignidade, os hospitais lotados) e a desigualdade que aqui se torna ainda mais evidente. O filme retrata uma cidade onde os “párias” encontram lugar para, se não serem aceitos, sobreviverem e encontrarem na solidariedade um paliativo para sua solidão.

P.S. Por falar em temas controversos da sociedade, Luma Rosa está convocando para uma blogagem coletiva no dia 14/02 Contra pedofilia, em defesa da inocência“. O tema é indiscutivelmente importante e deve ser relembrado para conclamar o maior número possível e participantes. Como pais e mães, como mestres, como profissionais de comunicação, de saúde, enfim, como cidadãos creio que o tema nos preocupa e irá nos motivar a participar trazendo mais luz a esta questão que ainda é “varrida para baixo do tapete” no nosso país. Luma tratou do tema hoje com detalhes em “Pedofilia Erótica: você concorda?” e indicou o blog “Brasil contra a pedofilia.

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


3 Responses to “Párias”

  1. Lunna Guedes says:

    Vou ser obrigada a discordar de ti minha cara. Não acho que a imagem de São Paulo que aparece no filme O signo da cidade seja real. Acho que a fotografia do filme é ruim e você acaba enxergando uma outra cidade, aquela que as pessoas se esforçam em dizer que existe. Criando sombras e fantasmas. Há pessoas que dizem que sou insana por caminhar as três horas da manhã numa cidade como esta onde a violência é a marca registrada.
    A cidade é o que cada um faz dela e há cenas do filme que não são daqui, vieram para cá por opção da roteirista. Mas o filme tem o seu lado interessante.
    Abraços noturnos…

  2. Luma says:

    Sam, obrigada!! Como mães a preocupação aumenta e é triste saber que o agressor pode ser alguém de nossa confiança. Se para nós é difícil uma situação como essa, imagina para uma criança! Este assunto deve-se falar sempre!
    Eu ainda não assisti ao filme :( Beijus

  3. Marco Antonio says:

    Fui com a Lu assistir ao filme O signo da cidade e gostei muito, principalmente por ver que o cinema brasileiro está evoluindo, mas concordo com a Lu quando ela diz que não representa a cidade de São Paulo em suma e acho interessante você mencionar que a cidade que viu na tela não é a cidade que você conheceu, que te acolheu, porque a bem da verdade, a cidade é excelente, o problema são as pessoas, nem todos que vieram para cá nos últimos anos vieram com o pensamento de somar e sim subtrair e voltar para onde vieram e mesmo quando não voltam, continuam tratando a cidade como se fosse dos paulistas apenas e não deles.
    Morei no nordeste brasileiro durante anos por causa dos estudos e constatei que as nossas favelas são exemplos de moradias para as pessoas de lá. Eles não se preocupam em erguer casas, eles erguem barracos iguais aos que tem aqui e estão satisfeitos com isso.
    Lendo os artigos da Lu vi um cenário curioso, enquanto os portugueses vieram em missão de exploração, os italianos, alemães, japoneses, holandeses vieram em busca de uma nova oportunidade, algo extinto na Europa do século passado. Eles não pensavam em voltar, pensavam em ficar, talvez por isso, São Paulo, Paraná e Rio Grande tenham se sobressaído sobre as demais cidades do Brasil.
    Abraços

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