Entendendo os blogs
Não sou da geração que estudou com a internet, mas teria adorado. Conheci-a e me viciei nela quando cheguei ao Japão, em 1998, e foi a melhor ferramenta de trabalho que podia ter tido. Nunca mais a larguei! Desde 2001 trabalho como jornalista sem pisar numa redação graças à internet, que aproxima todos e nos permite fazer reuniões de pauta pelo skype (embora a confusão seja a mesma que numa reunião normal) e nos permite contato, graças a ferramentas como orkut e msn, com pessoas de outra forma inalcansáveis. O Google facilitou a vida também, nunca mais usei o office no computador, faço tudo nas planilhas e textos on line, envio para os envolvidos, assino o feed para saber se mudou e posso ver quem editou e como. Isto sem falar nos grupos que tem lá, no yahoo e etc. Além de meu trabalho, uso muito a internet em fóruns de discussão e nos blogs.
Algumas ferramentas de internet mudaram meu cotidiano. Dentre elas, os documentos on line google (nunca mais usei word, mas o excell deles ainda deixa a desejar) e o picasa.
Sempre que descubro uma coisa nova eu convido amigos. Mas atualmente faço um convite já receoso, sabendo que alguns poderem até se ofender. Gosto de dividir as novidades que encontro, mas como chego meio cedo em tudo, acabo assustando quem não é doente por internet como eu. Aprendo diariamente, googlando termos, testando ferramentas e visitando blogs sobre o tema, como Quero ter um blog.com, Blog dos Blogs, TechBits, Dicionário da Blogosfera do Tonbohn, dentre outros que vou atualizando aqui quando lembrar ou incluir.
Estou reunindo aqui um tutorial pessoal sobre blogs.
- Trackbacks e pingbacks: Comecei a sentir o que era no Wordpress, porque no Blogger o trackback ou pingback não era tão automático. Basicamente é um link de retorno, o caminho de volta, e utilizado em blogs. Quando eu cito o post de alguém no meu, o sistema avisa automaticamente. Isto dá a chance para o autor saber que foi citado e para o leitor continuar sua leitura sobre o tema. Pelo que entendi, são três tipos e o pingback é o que filtra melhor o spam. O Contraditorium tem um post ótimo sobre o tema Entendendo trackbacks e pingbacks.
- Rec6: é um site em que os próprios usuários enviam os links para as notícias e decidem quais devem aparecer na capa, como o Digg. Após enviada, a notícia fica disponível para que outros usuários votem. Sempre que vejo algo interessante na blogosfera eu posto lá. Ele deriva do via6, chamado de orkut profissional, de onde vieram em poucos meses ótimos contatos de trabalho atuais.
- Não pirateie o Windows, há opções - Techbits:Não pirateie software, há opções. Com o google docs, numa plataforma como o Ubuntu, você pode abrir mão do Microsoft Office e ter a consciência tranquila.
- Twitter: é mais uma rede social, não sei se tem grande utilidade, mas é divertida e não necessita da sua atenção como um messenger. Você conta o que está fazendo naquele momento e seus contatos (da rede) ficam sabendo na mesma hora. Quem quer -e tem tempo- comenta. Saiba mais em Produtividade com o Twitter e O micro-blog Twitter. Eu twitto às vezes.
- Meebo: em sua página principal você pode usar todas as suas identidades de chats ao mesmo tempo, pois há conexão online com os principais serviços (AIM, ICQ, Yahoo! Messenger, MSN Messenger, Gtalk e Jabber), sem a necessidade da instalação e utilização dos softwares no computador. Por exemplo, viajou e está num computador que não é seu? Entre lá, use o msn ou outro sem problemas.
- Rss: significa Rich Site Sumary ou Really Simple Syndication, mas em linguagem de leigo eu diria que é um distribuidor de conteúdo de site que permite que ele seja lido em diversos leitores de notícia. Os leitores podem ser Bloglines ou do Google Reader (eu uso este) para ler suas notícias online ou FeedReader (que precisa ser instalado no computador). Se você ainda não sabe se vale a pena usar, leia o que o IDG fala, é tão didático e persuasivo que pode lhe convencer. Para assinar o meu rss feed ou receber meus posts por e-mail, clique na figurinha abaixo:
P.S. Discussão: do latim quatere (chacoalhar) e dis (partir, quebrar, dividir), disquatere virou discutir, que significaria pegar um assunto e agitá-lo, até ele se subdividir em partes menores, mais fáceis de ser compreendidas que no total. Segundo Max Geringer (risos, é que leio a coluna dele) “é por isso que, em qualquer discussão, todos os envolvidos sempre parecem ter um pouco de razão: cada um só vê a parte que lhe interessa”.
E os blogs, são instrumentos de discussão ou conversas apaziguadoras de amigos?
Depende da afinidade ou falta de afinidade eu temos com o autor do blog que lemos. Eu gosto mais deles como ponto de partida para uma subdivisão em pontos de vista interessantes e enriquecedores. Mas eles nem sempre são um retrato fiel de nossa personalidade, estão mais para um auto-retrato meio cubista, surrealista, no mínimo impressionista (citei porque são três dos movimentos que adoro).
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