Os brindes de lanches fast food
Postado em A Vida Como A Vida Quer no dia 22/05/2007 |
Giorgio acaba de ver na revista Época desta semana uma foto do Ronald McDonald e me chamou animado. Ele adora o Ronald desde que o palhaço foi à escola dele, claro, como eles insistem em dizer, não para vender lanches, mas para animar as crianças.
Eu aproveitei para explicar para ele que a notícia conta que o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pretende proibir a venda de lanches casada com brindes de brinquedos.
Meu filho comentou:
- Ah, mas isto é ruim para criança, né?
- É, mas é bom para saúde! Respondi.
- Está certo, mamãe!
Ah, que boa esta fase em que nossa opinião ainda pesa tanto. E é justamente nesta fase que acredito que temos que ensinar que sobre a sociedade, como no caso dos fast foods e dos “brindes” que não são presentes, mas sim compras relativamente caras que fazemos. Como pais temos que ter firme em nós esta mesma crença, para podermos convencer as crianças. Aqui em casa não comemos fast food com frequência, temos uma regra de ir a uma destas lanchonetes apenas uma vez por mês, mas mesmo assim temos uma enorme coleção de brinquedos do Mclanche, do Giraffas, Habibs, Kinder Ovo…
Deixo aqui a pergunta, como vocês, pais, fazem para controlar a corrida pelos lanches e seus brindes? Proíbem, limitam ou comem juntos numa boa?
A propósito de Criança e Consumo, como comentei em 04/04, há um site interessante sobre o tema que pode ser acessado aqui. O mesmo site participou da promoção do livro Crianças no Consumo – a infância roubada. Agradeço a dica da Glaúcia Paschoaleto Araújo, mãe do Mateus e da Julia, e comentarista dos textos do Desabafo.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Oi, Sá
Eu achei que a proibição da venda casada de lanches com brindes já estivesse em vigor, já fosse lei. Mas espero que seja aprovada em breve!
Eu acho um absurdo esta venda casada, porque induzem as crianças a comprar os lanches, só por causa dos brinquedos. Outro dia comentava isto com uma amiga, que tem filhos maiores. Comentávamos que muitas vezes as crianças pedem os lanches por causa do brinquedo e acabam nem comendo o lanche. Eu ainda falei: “nem sei o que é pior: comprar (por causa do brinquedo) e não comer o lanche, ou comprar e acabar comendo o lanche por ‘osmose’ .”
É ruim ensinar a criança a desperdiçar… mas também é péssimo deixá-la comer aqueles lanches!!!
Mas acho uma boa estratégia limitar as idas aos fast-foods, como você faz. Vejo que muitos pais adotam esta prática com sucesso. E se for pensar bem, junk food uma vez por mês não mata ninguém, né?
Beijinhos,
Andréa
No meu tempo de infância não tínhamos nada dessas coisas de comer fora de casa, eram ocasiões muito especiais apenas que comíamos as chamadas “tranqueiras”. É assim, que em casa, tentamos transmitir conceitos para a formação de valores mais sólidos dos que a sociedade consumista nos empurra guela abaixo.Lembrando que criança é criança em qualquer lugar do planeta, vale a regra de frequentar esses fast food uma vez por mês, quase sempre acompanhado de um breve sermão.
Sam Querida,
Compreendo perfeitamente o que diz, pois aqui em casa, passamos por isso também.
Não vamos com muita frequência em lugares fast food por não fazer bem a saúde, ao bolso e disciplina das crianças.
A Luna muitas vezes por dia seguidos, nos pede para comer lanche do Mcdonald’s, mas chegando lá, não se interessa em escolher o lanche, e sim o brinquedo. Fora que só come o lanche quando realmente está com fome.
Se isso acontecesse aqui também, acho que dificilmente a Luna iria querer voltar ao Mc novamente.
Beijos
Lina
Acho um abuso dos órgãos públicos quererem inibir a venda de lanches ou qualquer que seja o produto acompanhado de brindes alegando se tratar de venda casada! Ora, se assim fosse, não poderíamos sequer comprar uma laterna acompanhada de pilha ou um videogame acompanhado de jogos… ou mesmo não poderíamos nos hospedar em um hotal e ganharmos o sabonete, shampoo ou qualquer outra coisa que não fosse a mera utilização do quarto para dormirmos, haja vista que estes ‘brindes’ não seriam o interesse principal do hóspede.
Não sejamos ignorantes ao ponto de querer proibir promoções, brindes, etc. Se seu filho não resiste ao desejo de ter um boneco ou brinde qualquer do Mc Donald’s por exemplo, talvez o problema seja da educação consumista que a criança está tendo o não da propaganda e marketing envolvidos.
não gosto de venda casada de lanche infantil com brinde, e não é de hoje que penso assim – brindes de lanches fast food http://bit.ly/7M6nuG
entendo. também sou/seria contra pela questão do McDOnalds estar empurrando um produto…
só fico com receio por causa dessa neura toda da obesidade infantil. claro…criança não tem toda a compreensão que a gente tem, não escolhe munida com todas as armas/defesas. mas, mesmo assim, havendo saúde, quem mal tem a criança ser gordinha? pra que colocar toda essa pressão em alguém que está ainda em ‘formação’? já não basta nós “termos que ser” magras?
Sam Shiraishi Reply:
January 4th, 2010 at 11:57 pm
@Nessa, sabe, eu gosto demais dos artigos e dos livros do Dr. Carlos Nogueira, pediatra nutrólogo e professor da faculdade de medicina de Ribeirão Preto, porque ele vê a coisa assim: é preciso bom senso. Se a criança fizer exercício e for saudável, pode comer coisas calóricas, se não fizer, é bom reduzir esta oferta. Mas privar a criança de ter paladar e aprender a escolher os alimentos, está errado.
Aqui em casa, eu não escondo, vamos ao Mc uma vez por mês. Eu e meu esposo adoramos os lanches e só não vamos mais porque sei que não é saudável (vi Super Size Me) mas não sou hipócrita a ponto de criticar se no fundo eu tb gosto.
E concordo plenamente com você: crianças meio gordinhas (um dos meus filhos está sempre levemente acima do peso) não são em nada inferiores às outras, são crianças, felizes, amadas, naturais, como todos deveriamos conseguir ser.
Obrigada por passar aqui e deixar sua opinião viu!