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O politicamente correto e mega-afetuoso cão vermelho
Tem um novo desabafo meu sobre a leitura da coleção Clifford, O Gigante Cão Vermelho. Está aqui. Gosto muito desta série e adorei a entrevista com o autor que pude ler graças à gentileza da Vanessa, assessora de imprensa da excelente editora CosacNayfi… Clifford e sua dona Emily Elizabeth são tão meigos e éticos que nos incitam a ser também, o tempo todo, mesmo diante das dificuldades da vida.
O politicamente correto e mega-afetuoso cão vermelho
Quem já levou uma criança no zoológico sabe que geralmente os grandes animais, como elefante e girafa, são os campeões de visitas. Para saber onde eles estão é só procurar a maior concentração de crianças. Se os grandes animais atraem, imagine juntar isto ao charme de um meigo cãozinho?
O escritor Norman Bridwell reuniu as características destes companheiros do imaginário infantil no politicamente correto e “mega” afetuoso Clifford, o cachorrão vermelho. Li com meus filhos uma entrevista do autor, em que ele contava que para escrever pensava “nas coisas comuns que as crianças esperam de seus cães – como aprender truques ou seguir o dono até a loja”. Coisas simples, que não envelhecem. Aqui no Brasil o Clifford é recém-chegado, apresentado há poucos anos em desenhos animados de dois canais de TV (Discovery Kids e TV Cultura), mas a verdade é que, como outros clássicos infantis, ele tem mostrado um fôlego excepcional. A primeira geração de leitores destas estorinhas tem hoje mais de 40 anos.
Clifford, claro, faz bagunça, mas como a maioria das crianças pequenas não é de caso pensado, ele é meio desastrado, mas tem um coração imenso. E com sua dona, a meiga e ética Emily Elizabeth, ensina muito às crianças sobre amor, amizade, solidariedade.
“As boas ações”, diz meu filho de 6 anos, Enzo, “fazem ele ser super legal”. Se o que os atrai é o bom comportamento dele ou não, tenho dificuldade de julgar, mas o fato é que desde que a coleção Clifford O Cachorrão Vermelho chegou aqui em casa, há cerca de 3 semanas, é um sucesso, não ficou um só dia na estante. E esteve entre os brinquedos escolhidos para nossa viagem de carnaval (sempre carrego as mochilinhas com livro e material de desenho, além de material de desenho, para o caso de chover quando saímos!).
O texto é muito bom, simples, com linguagem bem adequada para as crianças de primeira infância ou para os “leitores de primeira viagem”, como os que tenho aqui. A idéia de que alguma família pode ter um cão tão grande quanto uma casa de dois andares e que nasceu bem pequenino e se tornou um gigante de tanto amor e cuidado que recebeu de sua dona é uma linda metáfora para o amor materno/paterno.
Entre os temas da coleção, alguns foram especialmente úteis para nós: o volume Clifford é Educado, por razões óbvias, explica algumas regras sociais básicas de forma simples e acessível, tenho usado em várias situações com o Giorgio, que aos 4 anos está com mais noção de conveniência, ultrapassando a simples proibição e alcançando um discernimento sobre a etiqueta social. O volume dos Vizinhos Rabugentos segue a mesma linha.
Enzo amou o aniversário do Clifford, em que os amigos da Emily e seus cães não queriam ir à festa porque não tinham presentes especiais. Ele aprendeu que o especial é ser amigo e creio que teve grande importância para ele nesta fase importante de socialização que se inicia aos sete anos.
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Clifford e o comportamento infantil | A vida como a vida quer
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June 9th, 2008 at 11:20 am