“O pedestre passa a ser uma raça vil e desprezível, cuja única função é atravessar a ruas”
Postado em Cidadania e politica no dia 01/03/2012 |
Hoje cedo li duas coisas no meu Facebook. Minha irmã, que mora em Niterói (RJ), reclamando da falta de educação dos motoristas e um artigo da Revista Inovação Brasileiros ( =”Só de Bike”) no qual Sérgio Crusco cita uma frase de Monteiro Lobato de 1920, que reflete sobre a “curiosa mentalidade que o automóvel ocasiona. O pedestre passa a ser uma raça vil e desprezível, cuja única função é atravessar a ruas. Quando estropia um pedestre, a sensação do rodante é de que liberou o mundo de um embaraço“.
A pessoa que compartilhou a frase lembrava deste vídeo do Pateta:
E se uns lembram do Pateta como Senhor Walter, eu lembrei de um clipe do Foo Fighters inspirado no filme Um dia de fúria! Quem nunca se sentiu transformar em outra pessoa depois de um tempo parado no trânsito? Nesta hora a gente pensa que precisa rever os conceitos e recriar a própria vida: mudar de emprego, de casa, de meio de locomoção, enfim, fazer alguma coisa que “roube menos” duas coisas preciosas: a serenidade e o tempo de vida!
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.





Interessante que a mesma pessoa que enquanto pedestre reclama do mau comportamento dos motoristas, tornam-se iguais, quando passam para o volante.
"O pedestre passa a ser uma raça vil e desprezível, cuja única função é atravessar a ruas" http://t.co/czYEylW8
"O pedestre passa a ser uma raça vil e desprezível, cuja única função é atravessar a ruas" http://t.co/czYEylW8
Sá, em todas as circunstancias em que testemunho abusos nas ruas seja aqui em Niterói, Rio ou outras Cidades por onde passo, eu penso “e se essa pessoas estiver no seu dia de furia? ” ou, “e se a pessoas estiver correndo para o hospital ou em busca do filho num acidente escolar? ” porque sabemos que urgencias e momentos criticos nos fazem agir de modo mais egoista e menos civilizado, certo?! Entao a minha ficha cai e volto a triste constatacao de que a falta de empatia, generosidade e Educação – basica – nos leva a ter que conviver com pessoas que possuem acesso ao conhecimento, informacao e Cultura, podendo vir a tornarem-se cidadaos decentes, mas que optam por nao assimilar nada e subjulgar todos a sua volta numa pretensa crença de que suas necessidades sao mais urgentes e sua vida mais importante do que a do o Comportamento social. Contrastes da vida urbana…
Impressionante a capacidade de nos transformarmos – em muitas situações – de vítimas a algozes, pois nosso referencial acaba sempre sendo o ego.
Quando temos pressa, fazemos tudo aquilo que condenamos no comportamento do motorista que acaba de nos dar uma fechada, ultrapassar pela direita ou andar na contramão. Conosco, somos condescendentes… A nossa pressa sempre é maior que a dos outros! A nossa sempre tem justificativa!
Enquanto isso, os índices de atropelamentos, violência em veículos ou em brigas de trânsito não me parecem reduzir, ao contrário do que algumas notícias divulgam.
Reflexao basica RT @avidaquer: O pedestre passa a ser uma raça vil e desprezível, cuja única função é atravessar a ruas http://t.co/FEsfGT77
Muito legal, ouvi vc na rádio em uma entrevista sobre bike, as dificuldades, o pensamento e atitude agressiva dos motorista de carro e essa materia caiu tão bem naquele momento, contribuindo para um pensamento que vinha tendo a alguns dias.Trabalho em uma escola e todo ano escolhemos, ou melhor é escolhido um escritor para ser homenagedo e desta vez Monteiro lobato foi o tal, a escolha me deixou muito preocupada , não me sentia muito a vontade depois de ter lido e ouvido tantos absurdos escrito e falado por ele, sentia que não estava no contexto do politicamente correto e quando ouvi sua materia na rádio Estadão , confirmou o que eu havia pensado, pois a questão das bike é muito importante visto ser uma escola que prega a educação ambiental, levei o conteúdo de sua materia e agora vamos conversar, pensar melhor sobre a escolha, não negando o trabalho feito por ele para as crianças que foi genial, mas repensando se no momento ele é o cara!Obrigada