A Vida Como A Vida Quer por @samegui


 


 

Um texto do Desabafo de Mãe me emocionou. Isabel Cristina, filha única e mãe de uma garotinha de 2 anos, fala sobre A solidão do filho único . Ela diz em certo trecho:

Atualmente, esta é a realidade de muitas famílias, que por vários motivos preferem ou podem ter um único filho (maternidade tardia, condições financeiras, etc.). E não estamos preparados para criar filhos únicos. O principal receio dos pais de filhos únicos é criar filhos tiranos e egoístas. Mas este é o menor dos problemas, que com uma boa dose de limites, muito diálogo e boa vontade dos pais pode ser superado. O maior problema do filho único é a solidão.
Já notaram como no mundo de hoje é comum a solidão? As famílias estão menores, as pessoas não interagem umas com as outras como antigamente, até uma visita ao vizinho é rara. A violência nos prende em casa. Se já é bastante solitário para o mundo adulto, imagine para uma criança criada em meio a adultos. O maior desafio para os pais de filhos únicos é desenvolver em seus filhos o espírito da socialização, a capacidade de buscar o outro, ou mesmo a capacidade de conviver bem sozinho.

Sou de uma familia grande e sempre falo que queria dar aos meus filhos esta experiência de ter irmãos, porque os meus foram – e são – muito importantes para mim. E eu vejo os filhos únicos, mesmo que não tenham ninguém para provocar, pegar e estragar  os brinquedos, dividir carinho e presentes, pessoas tristes, solitárias, ansiosas por momentos de troca com outros iguais. As crianças se sentem bem entre os que são da sua idade, que lhes entendem, numa confraria. Os adultos não conseguem fazer as mesmas brincadeiras, os mesmos desafios, mesmo jogando super trunfo, assistindo tudo do Backyardigans, sendo companheirões.

Quando eu engravidei do Giorgio – sem planejar e com o Enzo ainda mamando no peito – a mãe de uma amiga minha citou um ditado que ela conhecia da Espanha (onde nasceram os 8 filhos): vai ser bom, pois “um é nenhum” . E foi ótimo terem quase a mesma idade e serem do mesmo sexo. Mas vejo relatos como os da Evellyn e de sua irmã, da Andréa e da Fabiana, tantos anos de diferença, e vejo que não importa, o que conta é o  vínculo afetivo. Claro, este vínculo pode ser de primos – minha sogra tem uma prima que é uma irmã e mais ligada a ela do que o irmão – mas precisa existir.

Um colega de escola do Gio que adora vir aqui brincar é filho único e a mãe foi filha única, criada sendo mimada e muito amada pelos pais e a avó. Ela conta que, em poucos anos, os três morreram – “Eles me abandonaram”, diz – e se viu completamente só no mundo. Já pensaram que isso pode acontecer com o filho da gente?

P.S. Por falar em Desabafo de Mãe, ontem foi o último dia  da Promoção Clifford e o Comportamento Infantil, amanhá Sueli e eu anunciaremos o vencedor! :)

Related Posts with Thumbnails


Você é leitor do blog A Vida Como A Vida Quer? Ajude-me a produzir um conteúdo que se aproxime mais do seu interesse, respondendo as perguntas deste formulário com seu perfil. Garanto que vai demorar menos de 2 minutos.
P.S. Não se preocupe, seu nome, e-mail ou endereço não serão solicitados. ;)

Comments

  1. 1
    marcia ovando
    June 24th, 2008 at 6:44 pm

    Acredito que já há algum tempo o mundo aos poucos vem se preparando para o “filho único”, opção da maioria das familias. Isso é real , pesquisas já foram feitas. E os psiquiatras atestam que o filho único pode ser uma criança muito feliz e um adulto também, muito feliz!
    O meu filho Arthur e minha nora Lucia optaram por terem apenas o Enrico Guido hoje com 9 anos. E a opção foi feita não porque é legal ter uma família pequena, mas porque a vida está realmente difícil.
    Não é possivel viver pensando que o amanhã poderá ser trágico, aliás acho que este tipo de pensamento não deveria passar na cabeça de ninguém!
    Um abraço,

    marcia ovando

  2. 2
    marcia ovando
    June 24th, 2008 at 6:46 pm

    Acrescentando um pouco mais..
    É lógico que uma casa repleta de filhos é maravilhosa. Tenho quatro irmãos. A casa de meus pais sempre foi uma festa, mas os tempos são outros!
    Com todo o meu respeito a todas opções feitas!
    De novo,

    um abraço,

    marcia ovando

  3. 3
    Andréa
    June 24th, 2008 at 8:20 pm

    Sá,

    Embora acredite que é possível sim ser um adulto feliz e bem resolvido tendo sido filho único, compartilho com você a opinião de que um é pouco.

    Hoje, já tendo perdido minha mãe tão cedo, me pergunto o que seria de mim se não tivesse meus irmãos, principalmente a Fabiana, como você citou no post – obrigada pela citação!! :) ) A vida sem os irmãos pode ser sim muito solitária.

    Eu, que moro longe da minha família, sei também que é difícil criar laços longe de casa como se fossem os laços familiares. Aqui onde moro e já há mais de 7 anos, ainda não tenho um círculo de amigos que possa dizer que substituem minha família. Por melhores que sejam as pessoas, não serão jamais como são os irmãos: pessoas com quem temos vínculo afetivo forte, com quem compartilhamos as mesmas referências, que têm uma história passada em comum com a gente, que têm o mesmo pai e/ou a mesma mãe.

    Além disso, precisamos povoar o mundo, não é mesmo? Sabe-se que apenas para repor os seres que partem, são necessários 2,1 filhos por casal! Então, o que vai acontecer se todo mundo resolver ter 1 só porque a vida está difícil – e está mesmo – pra todos?

    Eu sou da opinião que onde come um, comem dois!!!

    Beijo grande!

  4. 4
    Gisele
    June 24th, 2008 at 8:44 pm

    Sou filha única e sempre invejei a minha melhor amiga, que tinha três irmãs. Por isso, quando tive o Matheus, sabia que teria que dar um irmão para ele, mesmo sendo mãe na adolescência, com todos os problemas intrínsecos à minha imaturidade.
    Os meninos aqui em casa brigam horrores, mas também se amam e se protegem. Sempre digo a eles para valorizar o fato de ter um irmão.

    ps- e a minha amiga invejada e sua irmã hoje são madrinhas deles!

    Beijo

  5. 5
    Tânia
    June 25th, 2008 at 9:53 am

    Oi Sam!
    O Téo é filho único e me preocupo com a solidão dele.
    Meu marido, só tem uma irmã, que por sua vez, só tem uma filha de 10 anos.
    Eu tenho mais dois irmãos cujos filhos já são adolescentes e adultos.
    A decisão de ter mais um filho tem que ser do casal. Se um não quiser ter o segundo filho(a) o outro não pode ignorar essa opinião.
    De qualquer forma acho que estou meio “passada” para encarar mais uma gravidez.
    Mas existe a adoção, que eu, particularmente, não descarto.
    Bjos

  6. 6
    Isabel Cristina
    June 25th, 2008 at 2:41 pm

    Olá Samantha, Puxa! Fiquei muito emocionada em você ter citado o meu texto em seu blog. Visitei o seu blog através do Desabafo de Mãe (adoro visitar blogs e sites de mamães) e me surpreendi com a sua citação ao meu texto e ainda mais que vc compartilhou da minha opinião. Esta questão do filho único me aflige muito, quero ter outro filho, mas algumas questões podem me impedir (idade, questão financeira) e isto me preocupa muito. Claro que filho único pode ser feliz, bem resolvido, solidário. Isto depende de uma boa preparação dos pais e boa orientação. Respeito muito a opção de quem só quer um filho, mas acho que ter irmão deve ser bem melhor, mesmo com os conflitos. Compartilhei a minha vivência como filha única e acho que o saldo não foi tão bom. Tem a superproteção, o isolamento, e eu me sentia muito só. A questão da falta de vínculos familiares e afetivos é muito latente para mim. Primo, vizinho, não é a mesma coisa. Hoje minha solidão está um pouco amenizada, com minha filha e marido, e ainda tenho meus pais vivos. Mas para minha filha a situação pode ser pior, ela não tem primos por parte de mãe, os irmãos e meio irmãos do meu marido são distantes e seus filhos já grandes. Enfim, ela tem pouca opção. Por tudo isto gostaria de proporcionar uma vivência de irmãos para minha filha. Quem tem 2 ou mais filhos diz não ter se arrependido. Espero conseguir. Beijos e desculpe o comentário tão longo, acho que me empolguei. Se quiser conhecer mais um pouquinho de nós, visite o blog: http://isabeleana.blogspot.com Beijos
    Isabel Cristina, mãe da Ana Olívia

  7. 7
    katiana
    January 6th, 2009 at 3:09 pm

    olha não sou filha única tenho um irmão por parte de mãe, e uma irmã que é minha prima criada desde 6 meses de idade e acho super bacana família grande lógico o suficiente, sei que algumas vezes rolava brigas coisas que acontecem entre irmãos é comum.
    E ser filho único vai da opção de cada um, eu tenho uma filha e pretendo ter mais um, minha mãe sempre diz quem tem um, tem nenhum e quem tem dois tem um.
    tenho 29 anos uma filha de 5 casada à 8 anos. Sei que as coisas hoje são difícil pra criar filhos, onde come um come dois devemos deixar de ser egoista as vezes a minha situação financeira não lá essas coisas tambem não tenho condições financeiras de dá uma boa vida.
    mias leva vida como Deus quer, e Ele nos ajuda.

    abraços e boa sorte, pense bem nisso?

  8. 8
    auta
    May 2nd, 2009 at 12:28 pm

    tenho 21 anos e tenho me perguntado porque nunca tive irmãos meus pais estão ficando velhos e parece que um nunca existiu para o outro a única ligação entre eles sou eu. é muita responsabilidade, uma responsabilidade que eu não quero. quero sair da arredoma!!!

    Sam Shiraishi Reply:

    @auta, faço votos de que vc esteja conseguindo encontrar uma forma de conviver bem com seus pais e ainda assim poder alçar voo como merece na sua idade. :)

  9. 9
    raquel
    July 6th, 2009 at 1:32 am

    eu tenho 12 anos e tenho um irmao de 20 anos
    mas e como eu parecece filha unica

    Sam Shiraishi Reply:

    @raquel, garanto a você que estas diferenças de idade se tornam pequenas na idade adulta. Tenho uma irmã caçula que é sete anos mais nova que eu e hoje somos muito amigas e cúmplices!

  10. 10
    Rafael MB
    July 26th, 2009 at 2:51 pm

    Olá, meu nome é Rafael. Tenho 26 anos e sou filho único. Acho muito ruim ser tão sozinho, não ter irmãos para compartilhar sentimentos e estabelecer relações de cumplicidade. Sinto muito medo de ficar sozinho no mundo, sem ninguém… Um dos meus maiores problemas está relacionado a afetividade com meus familiares, sinto que não consigo dar aquilo que eles mais desejam de mim…que é meu amor. Sou indiferente aos sentimentos deles por mim. Isso faz com que me sinta mal.

    Rafael MB Reply:

    que fazer?

    Sam Shiraishi Reply:

    @Rafael MB, sinto por sua situação. No geral meus amigos que não têm irmãos contam que criam uma família paralela, com base em laços também igualitários, através dos amigos. E eu tenho bons laços assim também!
    Os pais, sei porque hoje sou mãe, são mesmo seres mais distantes. Quando os filhos são pequenos é fácil fazer parte da vida deles e trocar afeto, mas depois vai ficando complicado – e é a natureza agindo porque não fosse esta estranheza creio que a gente ficaria para sempre na barra dos pais, né?
    Desejo que esta fase de estranheza passe e que tanto você quanto seus familiares encontrem-se de forma mais leve e feliz para todos.

  11. 11
    Renata
    August 25th, 2009 at 6:32 am

    Olá, tenho um filho que fará 4 anos daqui a 2 meses. Sou muito feliz como mãe e me dedico de corpo e alma pois parei de trabalhar para isto, pois moro nos EUA e não tenho empregada ou babá ou algum familiar por perto para me ajudar. Viemos para cá quando ele tinha 1 ano e meio. Até este ano eu ainda estava me adaptando ao país e a nova vida e não me dei conta do tempo passando. Agora estou com 37 e o relógio biológico soou o alarme. Mas também bateu um medo enorme de encarar outra gravidez. Tenho tido varizes e isto me preocupa por causa da possibilidade de trombose que é muito perigoso no último trimestre de gravidez. Quero muito um segundo filho e meu filho pede. Gostaria de saber se a diferença de idade seria muito grande e também saber a opinião de vocês sobre gravidez tardia. Aqui nos EUA eles são muito abertos e dizem os riscos todos, até os menos prováveis e isto me assusta. Ah, sobre o meu marido, ele tem 44, e apesar de topar ter outro, diz que se sente velho. Bom, eu estou na dúvida… Obrigada, Renata

    Sam Shiraishi Reply:

    Puxa @Renata, é complicado opinar hein? A vida é de vcs. Eu só tenho a experiência de quem tem familia grande, eu tenho 3 irmãos, meu esposo tb. O que eu noto é que as crianças dão “menos trabalho” quando têm um irmão, primo, enfim, uma outra criança para lhes fazer companhia, para trocar afeto, para compor um time.
    Eu engravidei do mais velho morando no exterior longe de todos e sei bem que é imensamente complicado, tanto que decidi voltar para cá antes do nascimento. E hoje moro longe dos parentes (nos vemos poucas vezes no ano) e sei que não é fácil cuidar dos filhos sozinha.
    Espero que vc e seu esposo possam reflexionar e consigam decidir pelo que for melhor para sua familia.
    P.S. Tenho uma amiga querida que mora nos EUA e teve o segundo filho recentemente, a Sueli Sueishi do blog do Desabafo de Mãe. Quem sabe vc troca umas ideias com ela?

  12. 12
    Renata
    August 25th, 2009 at 2:30 pm

    Obrigada pela resposta. Sei que estou mesmo numa situação delicada, mas o que eu refleti hoje foi o seguinte: Se eu quero, se eu sei que o ideal seria ter mais um, que eu devo tentar. Se eu conseguir e ter uma gravidez boa, ótimo. Se não, ao menos eu tentei. E quanto ao trabalho de se ter mais um, acho que a gente sempre encontra soluções práticas quando realmente precisa. O meu maior medo é a gravidez. Mas vou procurar mais de um médicos para opiniões e apoio. Se Deus quiser terei mais um, da minha parte, tentarei. Pensei assim nesta noite pois se eu não ao menos tentar irei me arrepender no futuro. E isto não é bom. Obrigada novamente. Um abraço e tudo de bom!
    Renata

    Sam Shiraishi Reply:

    @Renata, por favor depois dê noticias para eu saber de vcs, ok?

  13. 13
    desconhecido
    August 28th, 2009 at 3:45 pm

    Solidão não é problema, tenho irmã é presiriria ser muito mais filho único do que ter ela como irmã, ela so traz aborrecimento não só para min mas para toda a família, chegou a um ponto de que minha mãe disse para ela não chama-la mais de mãe, porque não a considerava mais como filha e olha que minha mãe é muito calma, meu pai mais ainda, mas minha irmã é tudo de ruim.

    Sam Shiraishi Reply:

    @desconhecido, sinto muito por esta situação em sua familia. Acredito que as relações familiares são “cármicas” e nesta linha de pensamento há sempre uma razão para estarmos “fadados” a conviver tão intimamente, com laços indissolúveis, com certas pessoas. Oro para que tudo se acerte com o tempo entre os seus. :)

  14. 14
    Cristiane
    September 27th, 2009 at 7:36 pm

    Tenho 39 anos e uma única filha de seis anos. Não sinto vontade de ter outro filho, nem tampouco meu esposo. A Raquel nasceu quando eu tinha 32 anos. Foi um período de muita dificuldade financeira, mas ela sempre estudou em escolas particulares, desde o berçário. Devido à esta inserção escolar desde os primeiros anos de vida, ela é muito extrovertida, sociável, simpática e esperta.
    Acredito que cada um tem que fazer a sua opção conscientemente, pois filho não é peça para colecionar (mais um filho)… Tenho que me perguntar se quero ser mãe mais uma vez, e não, se quero ter mais um filho. Se tivesse mais um filho, seria para ser companheiro da Raquel. Não quero ter um filho que já vem com a função de completar a felicidade do outro. Se tivesse interesse em ter mais um filho, seria porque estava certa de que queria ser mãe mais uma vez. E ser mãe é ter consciencia da responsabilidade de educar e ter compromisso com o futuro da pessoa. Se tenho mais um filho só porque dizem que é necessário, não estou fazendo uma opção consciente.
    E por essa e muitas outras razões que não quis ser mãe mais uma vez.
    E a respeito da frase: “onde come um, come dois”,considero irresponsável a pessoa que assim fala, pois o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e a vida mais difícil. No nosso país então, nem se fala. Escola pública é de péssima qualidade, se depender do SUS você morre na fila.
    Filho não é como cachorro, aliás, até cachorro precisa de mais do que comida…

    Sam Shiraishi Reply:

    @Cristiane, não quis, de modo algum, ser leviana quando comentei o tema no post. Se você notar, eu falava de um texto e de um caso que conheço, pois de fato, por vir de uma familia grande (tenho 3 irmãos) e ter dois filhos, eu não vivenciei esta realidade!
    Mas eu vivo os pedidos do meu filho para ter outro bebê… o caçula pede, mas eu e meu esposo tb estamos certos de que nós não desejamos ter outro filho e a decisão é sim pessoal. Creio no slogan norte-americano “my body, my choice” (meu corpo, minha escolha/decisão) e creio que escolher como compor o nucleo familiar (mesmo que seja uma familia sem filhos) é um direito que adquirimos no século XX e do qual não podemos abrir mão.

  15. 15
    Rosangela
    November 8th, 2009 at 1:37 pm

    Olá sou filha única e em meus 31 anos de vida nunca me interessei em pesquisar na internet ou entre outros meios sobre filhos únicos, simplesmente aceitei o fato de ser filha única mesmo muitas e muitas vezes ter desejado ter um bando de irmãos, mas hj por esta passando por um momento difil de saúde do meu pai, minha mãe ja é falecida a dois anos, e eu morando longe da casa de meu pai, me pego a pensar como seria se tivesse mais irmãos, eles estariam dividindo as mesmas angustias, as mesmas dores q estou sentindo por estar longe sem nada pode fazer ou sem ter coragem de fazer, é nestes momentos que penso como seria bom se eu fivesse tido ao menos mais um irmão nem q fosse uma adotivo, pq os pais não pensam q a aquela criança única pra eles, q ele td deram , mimaram, “estragaram” de tanta proteçao pode se tornar um adulto, solitario, triste com medo de enfrentar situaçoes como esta de perder a única pessoa q a ama acima de td, e é assim q hj eu me sinto uma criança sem proteçao, q esta perdendo o q mais tem de precioso nesta vida o amor fraternal de um pai de uma mãe. Obrigada por esta oportunidade de deabafo.

  16. 16
    camila
    November 27th, 2009 at 1:02 pm

    Olá. Tenho uma filha, e gostaria de ter outra ou outro.

  17. 17
    Jorge
    December 16th, 2009 at 11:26 pm

    Considero filho único uma opção da família. Não considero que filho único seja sinônimo de solidão ou sofrimento iminente. Diria que é uma questão de destino, do acaso. O que acho duvidoso na maioria das pessoas que publicaram seus pensamentos, é que, quando filho únicos, reclamam da falta de apoio em momentos difíceis, que não tinham com quem compartilhar agonia e sofrimentos. E na felicidade, nunca reclamaram que não tinham um pessoa ao lado para compartilhar felicidades, dividir a alegria de ganhar um presente?
    Todos nós, filhos únicos ou não passamos por momentos felizes ou tristes, momentos em que queremos ficar sozinhos ou ao lado de pessoas que amamos. O que temos que fazer, enquanto pais, é preparar nossos filhos, sejam únicos ou não, para todos os tipos de dificuldades que a vida nos reserva, seja para que não façam nenhuma besteira na hora da excitação por um momento de muita felicidade, nem na hora de uma profunda tristeza ou dor.

  18. 18
    Clarisse
    December 17th, 2009 at 4:52 pm

    OI Sam!
    Adorei o post!
    Sou filha única e te digo o seguinte: somos solitários, sim! Mas não que seja uma sombra ou um peso, mas uma condição de vida que não significa necessariamente sofrimento. Quando eu era criança pedia um irmão para ter companhia, quando me tornei adolescente gostava de ser a “sortuda” da escola pq não tinha um irmão que me azucrinasse como os das minhas amiguinhas(rsrs). E na vida adulta voltei a sentir falta de uma parceria, de um braço a mais. Falta essa que “gritou” qdo do falecimento repentino do meu Pai. Quando me vi realmente sozinha na multidão, segurando a barra da minha mãe. E hoje em dia somos duas mulheres com suas vidas andando tranquilamente, mas que sabem que um terceiro (ou quarto ou quinto) elemento seria um plus muito agradável em nossas vidas!
    Beijo enorme,
    Cla

    P.S.: sugiro um post sobre adoção!

  19. 20
    Regina
    January 15th, 2010 at 8:38 pm

    Olá… Tenho 21 anos e também sou filha única. Pra complicar, meu pai faleceu há três anos. Então, somos minha mãe e eu em casa. Ela tem 52 anos e sérios problemas de saúde, além de ser superprotetora e muito agarrada a mim.
    Sendo assim, torna-se difícil sair, viajar… e é complicado trabalhar e namorar tranquilamente.
    Amo muito minha mãe, nunca irei abandoná-la. Mas às vezes, bate uma deprê e me questiono se um dia poderei ter uma vida um pouco mais independente: casar, ter filhos, ter uma profissão… ou coisas mais simples ainda, como navegar na internet até de madrugada…
    Graças a Deus, tenho um namorado muito paciente. Mas temo que ele se canse, já que raramente saímos… viajar, então, está fora de cogitação…

    Me perdoem pelo desabafo… só quero enfatizar com meu exemplo que a imagem que muitas pessoas têm da vida dos filhos únicos é a mais perfeita, como se eles pudessem ter tudo e serem felizes com isso. Mas não é bem assim. Em alguns casos, além da solidão, a responsabilidade é muito grande.

  20. 21
    Simone
    January 18th, 2010 at 7:01 pm

    EU TENHO UMA GRANDE DÚVIDA SOBRE ISSO MESMO, TENHO UMA FILHA DE 1 ANO E 2 MESES.
    MEU MARIDO QUER MUITO TER OUTRO FILHO MAS EU NÃO GOSTARIA DE TE-LO, POIS GOSTARIA DE DAR A MINHA FILHA COISAS Q NÃO TIVE QUANDO CRIANÇA. QUERO TRABALHAR AINDA E NÃO TENHO NINGUÉM PARA DEIXA-LA, COM OUTRO BEBÊ FICARIA MUITO DIFÍCIL DE FAZER TUDO ISSO.
    QUERO DAR OPORTUNIDADES A ELA QUE EU NÃO PUDE TER, UMA BOA ESCOLA, CURSOS, FACULDADE ETC…
    AINDA TENHO MUITO O QUE BATALHAR PO ELA, MAS HOJE ACABEI DE SONHAR QUE IRIA JANTAR FORA E HAVIA MAIS DUAS CRIANÇAS… ALIÁS DEPOIS Q DESIDI NÃO TER OUTRO FILHO VIVO SONHANDO Q ESTOU GRÁVIDA E COM OUTRAS CRIANÇAS, ISSO TUDO ME DEIXA EM DÚVIDA.
    TUDO MAIS PEÇO A DEUS PARA Q NUNCA FALTE NADA PRA MINHA FILHA E PRA CRIANÇA ALGUMA NO MUNDO.

    OBRIGADA PELO BLOG.

    Sam Shiraishi Reply:

    @Simone, esta decisão nem é familiar, passa primeiro pelo pessoal. São escolhas e a verdade é que estas escolhas do casal pesam mais sobre a vida da mãe nos primeiros anos da criança.
    Oro para que você tome a decisão mais acertada para sua vida.
    Tudo de bom.

  21. 22
    Olívia
    January 26th, 2010 at 1:31 am

    Olá, tenho 32 anos e uma fiha de 9. Quero muito ter outro filha (a), mas meu companheiro não quer. Eu sinto que minha filha é muito só e sinto muita “pena” por isso. Ela me pede um irmãozinho sempre e eu sinto medo como muitas de vocês em começar tudo de novo. Sei que é uma decisão pessoal, mas se Deus quiser terei outro filho e incentivo que vcs também tenham. É muito triste ser só. A gente vai morrer, é uma realidade e nossos filhos ficarão sós e não terão sobrinhos. A distancia na idade não faz tanta diferença quando adulto e ambos aprendem a lidar com sentimentos que antes não sentiam, de amor, companheirismo, proteção e etc.
    Um abraço e que deus abençoe
    olivia

  22. 23
    silmara
    March 1st, 2010 at 9:22 pm

    Olá!!!
    tenho 36 anos e um filho de 9 anos, meu marido não quer mais um filho, eu tbm não queria e fiz até uma abdominoplastia a 4 anos atras. Meu filho nunca me pediu um irmão ou irmã, mas de uns tempos pra ka minhas cunhadas estão tendo filhos e isso tem mechido comigo. Mas agora acho que já passou muito tempo, e ainda tenho o problema da plastica na barriga, sonho direto que estou gravida e acordo triste.

Trackbacks

  1. Tweets that mention O maior problema do filho único é a solidão | A Vida Como A Vida Quer -- Topsy.com

Leave a Comment

blank
Submarino.com.br
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Web Analytics