O Filho Eterno, do mestre Cristóvão Tezza
Postado em livros no dia 21/08/2007 |Cristóvão Tezza foi meu professor mais inspirador e importante na faculdade de jornalismo. Nunca mais tive contato com ele, mas foi uma pessoa que marcou gerações de alunos da Federal, como já notei em outros textos de colegas.
Acontece hoje o lançamento do décimo segundo romance dele, O filho eterno. A obra é um relato autobiográfico, narrado em terceira pessoa, sobre as experiências de um pai com um filho portador de síndrome de Down. Nos trechos do livro que li vê-se um Tezza que apenas na sombra do seu olhar era possível imaginar e, mais de uma década depois do meu contato com o mestre, com coração e alma de mãe, eu pressinto que me emocionarei e me encantarei. Duas outras leituras me garantiram que não será um relato meloso, mas sim, como citado na entrevista A eternidade e um livro, seguirá um caminho como o de Kenzaburo Oe (prêmio nobel japonês, que também escreveu sobre o próprio filho e é sempre um pouco ácido, em minha opinião de leitora). Vale a pena ler também A Reinvenção de uma criança eterna, no Estadão.
Vale a pena conferir, para quem puder ir, ao lançamento do livro que acontece junto à exposição de pinturas de Felipe Tezza, no Original Beto Batata (R. Prof. Brandão, 678 – Alto da XV), (41) 3262-0840. Hoje, 21 de agosto, às 19 horas.
P.S. O Filho Eterno marca o retorno de Cristovão Tezza à editora Record, que, simultaneamente ao livro novo, reedita Trapo (1988), Aventuras Provisórias (1989) e O Fantasma da Infância (1994).
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Livros que podem ajudar pessoas que passam pelas mesmas aflições. Beijus
um apena não poder comparecer ao evento, se pelo menos fosse entre as 14:00 e 16:00 (risos)…não encontrei on line a revista que lhe falei onde há uma matéria dele, vou pedir para o Disney digitalizar e envio para vc, não é muita coisa, uma página apenas, mas ele fala da sua infância, escritores que o influenciaram, defende as biblioteas publicas e a fomração cultural no BR.
Sam, li agora ha pouco sobre este livro, O Filho Eterno, e não sabia que o lançamento seria aqui em Curitiba hoje. Pena não ter lido antes seu post, senão iria com certeza. Quando li aa reportagem da Veja fiquei muito interessada e um pouco receosa em ler este livro… Talvez com um pouco de medo por se tratar de um assunto tão delicado (um trecho da reportagem cita dor sentimentos ruins do pai sobre o filho de Down). Mas vou comprar por curiosidade!
Beijos, já estava com saudades de ler seus posts. Mas a Dani está exigindo muito minha atenção, então só consigo atualizar minhas leituras nas horas em que ela está dormindo e que o Daniel não está usando o PC!
Livros são sempre uma boa pedida.
Principalmente quando podem ajudar outras pessoas.
Quanto ao lançamento, quem sabe se eu não estivesse tão longe…
Beijo!
Caros amigos, saibam que se eu pudesse teria ido ao evento também. Primeiro pelo autor, segundo porque adoro este tipo de atividade cultural, terceiro por conta dos quadros. Adoro exposições, enfim, junta tudo, né?
Kenzaburo Oe foi um autor que conheci quando morei em Tokyo e sinto por não ter mais obras dele. Impressionou-me pensar na história do filho dele, tanto quanto saber que as vítimas de Hiroshima lhe deram a coragem para cria-lo na década de 1960 num país que até hoje não convive bem com os “diferentes” se forem de sua própria família.
Lu e Si: se tiverem tempo vocês ainda poderão ver a exposição, creio que ficará alguns dias. Afinal, vocês estão pertinho.
Beijos.
Livros é tudo!!!
Parabéns pelo blog.
abraços
[...] soube do lançamento de O Filho Eterno, em agosto do ano passado, vibrei e demorei poucas horas para comprar o livro de [...]
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