O fascínio da Era do Rádio

Postado em TV no dia 04/01/2010 |

Eu sempre ouvi falar as histórias da Era do Rádio. Mas descobri como este universo era rico de histórias, um verdadeiro folhetim ao vivo (não exatamente em cores, exceto pelas fotos das revistas Cruzeiro e afins) com o filme a Era do Radio, de Woody Allen. Falou-se muito dele no Brasil porque uma atriz brasileira cantava, em certo ponto, Tico-tico no fubá – e em 1987 partipações de atores brasileiros em filmes de Hollywood eram motivo de muitos festejos por aqui.

Radio Days contava muito do que aconteceu, não só nos EUA, mas no mundo por conta das divas do rádio. Depois dele, comecei a ouvir (fiquei com os discos de meus avós), a ler e a ver o que achava sobre esta fase. Entendi muito da indústria do entretenimento com livros como Saudades do Século XX, de Ruy Castro, obra que me fez ler várias outras biografias de artistas brasileiros do tempo do Cassino da Urca e da Rádio Nacional.

E eis que hoje estreia na TV uma minissérie sobre um dos casais mais folhetinescos desta fase: Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, casal que marcou a época de ouro da rádio, vivendo uma história de amor e ódio narrada em músicas que marcaram época no Brasil, numa verdadeira novela em tempo real.

Maria Adelaide Amaral , Dennis Carvalho e Adriana Esteves. Crédito: TV Globo/Renato Rocha Miranda

Outra dupla me faz ter curiosidade e simpatia pela produção: a autora é Maria Adelaide Amaral e  o diretor de núcleo é Dennis Carvalho, dois profissionais que normalmente nos presenteiam com um trabalho de muita qualidade. Não bastasse, os diretores teatrais Charles Möeller e  Cláudio Botelho, responsáveis pelo renascimento e o glamour cheio de qualidade dos musicais brasileiros na última década, estão no projeto.

Os atores parecem bem nos papéis e só à noite, na estreia, poderemos ver se acertaram ao dar esta nova chance ao galã meio canastrão que faz Herivelto, tanto quanto com o indefectível papel de moça fina e linda que a Globo sempre dá para Maria Fernanda Cândido (não sei como ela não cansa!). Mas a Dalva vivida por Adriana Esteves já convence desde as chamadas de TV. E a atriz estava mesmo contente, pois afirmou: “Me entreguei não só à história de Dalva, mas também às histórias dos personagens com quem estava contracenando. Foi enriquecedor mergulhar nesta trama”. Fabio Assunção garante que “Herivelto é como um parque de diversões para um ator, já que ele era sambista, palhaço, cantor, letrista e agente.”

Para completar, como em Maisa, teremos o glamour dos anos 50, com cortinas vermelhas e mobiliário seguindo o design das décadas de 30, 40 e 50, uma exposição de quadros com uma retrospectiva do que aconteceu no Brasil e no mundo de 1910 até 1970. E para quem gosta de curtir os detalhes de cenário – eu adoro! – objetos originais da época foram resgatados em parceira com o Instituto Cravo Albin, como vitrolas, gramofones, rádios e discos, para compor o cenário que criado no Espaço Franklin, no Centro da Cidade do Rio de Janeiro. O prédio foi construído em 1911 e a arquitetura traduz o momento histórico de sua concepção. A fachada é associada ao esquema simétrico do neoclassicismo e a decoração tem tema, linha e cores do Art Nouveau. Há ainda vitrais franceses em forma de leque, representando uma cauda de pavão, e uma imponente águia de bronze na parte superior.

Não são mesmo bons motivos para dar uma olhadinha na série hoje à noite? ;)

Related Posts with Thumbnails

Sam @samegui Shiraishi

facebooktwittergoogle pluslinkedin

Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


7 Responses to “O fascínio da Era do Rádio”

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Sam Shiraishi, Dyow (Jornalista). Dyow (Jornalista) said: RT @samegui: Leia no blog: O fascínio da Era do Rádio: http://tinyurl.com/ylr7de7 #autopost [...]

  2. Maite Lemos says:

    Oi Sam,
    Saudades de vir aqui.
    Mas, agora, o ano realmente começou e as coisas começam a voltar ao seu ritmo normal.
    Bom, eu NUNCA assisti a nenhuma dessas minisséries da Globo. Tenho o hábito de dormir cedo. E não tenho o hábito de assistir TV aberta.
    Mas sabe que essa nova minissérie já tinha chamado minha atenção.
    Tbm tô apostando que vai valer a pena. Só não sei se vou conseguir segurar o sono. Mas juro q vou tentar.

    bjnho

    Sam Shiraishi Reply:

    @MaiteLemos, eu durmo tarde (sempre dormi pouco), mas não consigo me ajustar aos horarios da TV aberta. São muito “livres”, não há rigor para começar ou terminar e eu me canso. Por isso deixo para ver depois, na internet ou no DVD. ;)

  3. Leia no blog: O fascínio da Era do Rádio: http://tinyurl.com/ylr7de7 #autopost

  4. RT @samegui: Leia no blog: O fascínio da Era do Rádio: http://tinyurl.com/ylr7de7 #autopost

  5. MdeMulher says:

    RT @samegui O fascínio da Era do Rádio: http://tinyurl.com/ylr7de7 #tv

  6. Infelizmente não consigo ficar acordada para assistir acho que deveriam colocar estas minisséries mais cedo porque realmente são ótimas produções.

Leave a Reply