O download é amigo do meio ambiente #livrodigital
Postado em livros no dia 29/01/2010 |
Estiveram conosco @deniserangel @livroparavoar @gnsbrasil @@cybelemeyer @maitelemos @alessandro_m @tebenas @lenteaberta @ladyrasta @olivreiro
Ontem na Campus Party reunimos interessados em livros, blogs de literatura e mercado literário para debater um assunto polêmico: o livro digital. Eu não seria capaz de contar para vocês, queridos leitores, como foi bom e estimulante conversar ao vivo com pessoas com quem já troquei tantas ideias sobre o assunto por twitter e em comentários de blogs.
Os temas debatidos? A troca da midia (do papel para o computador/kindle/afins), o papel das redes sociais de leitura (@olivreiro foi um dos convidados e esteve presente) e dos blogs (@alessandro_m, do Livros e Afins, representava o grupo), a nova postura exigida dos publishers, a diminuição de livrarias e o aumento de sebos no mundo, a comparação da migração do livro do papel para o kindle com a experiência que vivemos do LP pro CD e do CD pro MP3, e como a educação poderá aproveitar este novo formato para a democratização do consumo cultural.
Um dos organizadores do encontro informal não foi, mas não deixou de opinar à distância (e bem no esquema de midia social, via facebook, que replica minhas mensagens de Twitter). Em resposta ao micropost que publiquei com fala do publisher da @hedraeditora, que defendia o livro no papel como objeto, de certa forma corroborada por @lenteaberta, que contou que risca livros digitais mas não de papel, @ianblack rebateu:
“é bem conveniente para o cara da editora defender o livro de papel. heheheh. mas, na real, ter livros de papel é pouco ecológico e um exercício de egoismo. normalmente lemos um livro e os esquecemos nas prateleiras empoeiradas ou numa gaveta escura. com a promessa vazia de que um dia retornaremos a ele, nos damos o direito de impedir que um conhecimento seja compartilhado com mais pessoas. o meio digital ajudou a acabar com isso pois fazendo com o que percebessemos o que realmente importasse (o conteúdo), e entendendo o quão fácil e benéfico é o seu compartilhamento.”
Na hora, lembrei de um artigo que dizia que o download é amigo do meio ambiente. Segundo o levantamento, comprar softwares através de download deixa uma pegada ecológica mais leve e a postura faz com que a empresa e o meio ambiente saiam no lucro. Os dados dão conta de que na fabricação de um único computador, de 24 kg, são usados 240 kg de combustíveis fósseis e 22 kg de produtos químicos e alguns metais tóxicos, como chumbo, bário, cádmio e arsênico. Geramos cerca de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. A tendência é aumentarmos a produção e apenas 10% dos computadores de todo o mundo são destinados à reciclagem. No Brasil, esse número cai para 1%. Então, se o download de obras literárias pode ser bom para o meio ambiente, é necessário que consideremos que, ao optar por uma interface eletrônica para nossos livros digitais, ela seja igualmente boa para o ambiente.
Como você faz o descarte dos seus gadgets? Sabe exatamente para onde vão os componentes que você descarta quando deixa de usar? Este é um tema tão interessante para debatermos quanto a troca da mídia de leitura, do papel para o meio eletrônico.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.





O download é amigo do meio ambiente #livrodigital http://tinyurl.com/yl3cqb7
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Você tocou em um ponto interessante, Sam.
O download, por si só, não é benéfico ao meio ambiente. O papel é reciclado em maior escala do que o lixo eletrônico. Além disso, o papel não é tóxico. Ao mesmo tempo, o papel demanda área plantada artificialmente. É um desafio e tanto.
Acredito que o formato digital traz muitos benefícios. Imagine o quão leve ficará a mochila de nossos filhos? Em vez de 20kg ou mais, um único Kindle ou qualquer outro leitor eletrônico.
A facilidade de pesquisa também é imensa. Você “grifa” um trecho e depois dá uma busca, não precisa quebrar a cabeça diante de seus livros para lembrar qual era a citação, de quem e onde foi publicada.
Por último, há a questão do preço. Quem sabe, com o livro digital, as emissoras começam a oferecer produtos a preços justos. É preciso pensar em escala, não em alto lucro para uma pequena parte da população.
A classe C está aí, de celular atual, LCD e até viagem para o exterior em 24 vezes. Por que não pensar nesse público de forma digna? Não adianta lançar livro popular feito de “papel higiênico”. Ora, vale mais vender 10 livros a R$ 50 ou 30 a R$ 35 (que ainda é um preço elevado)?
Acho que os dois formatos podem conviver pacificamente. É questão de hábito. Acho que a relação com o livro é muito diferente da que há com a música. Ou talvez eu já esteja ficando velho…
[...] This post was mentioned on Twitter by Sam Shiraishi, Mielle and Lili Bollero, CristineM. CristineM said: RT: @samegui: O download é amigo do meio ambiente #livrodigital http://tinyurl.com/yl3cqb7 [...]
É inegável a praticidade do uso do computador, mas eu particularmente ADORO folhear u livro, o cheirinho do livro, principalmente o novo (não tem preço)
[...] na #cparty2010, eu e @ianblack começamos uma conversa informal que reuniu muitos interessados nos livros digitais e no debate da leitura nas redes sociais numa desconferência. Sentados nos pufes nós conversamos sobre o que não estava no palco principal mas, às vésperas [...]
@joannaprieto @lecturalia I've thinking and talking to friends since Campus Party Brasil 2010 about this change http://t.co/xnlfpBn8