Negócios na web #cparty

Postado em Geek, midia social no dia 21/01/2009 |

negocios-na-web

Recebi uma pauta sobre web 3.0 na semana passada que me deixou com a pulga atrás da orelha. A jornalista sugeria algo relacionando o futuro da inclusão digital e os novos padrões da web 3.0 e do relacionamento entre marcas e consumidor final. Para completar, lembrava o maior evento sobre internet do mundo, o Campus Party, no qual estou esta semana toda, à noite na Campus Verde e no sábado de manhã no painel sobre Blogs Femininos.

Tenho sabido muito do eventos nos primeiros dias deste ano, aproveitando o entusiasmo nerd e a presença de Timothy Berners-Lee, o pai da World Wide Web (WWW). Fiquei presa no trânsito e não pude ouvi-lo, mas me perguntava: como ele verá a web brasileira? Será que tem uma boa noção da nossa realidade que tem discrepâncias do modelo norte-americano (como o sucesso do orkut, dentre outras coisas sociais e fora do padrão)? Dados contam queno final de 2008 o Brasil tinha 64,3 milhões de internautas dos quais 55% afirmam já terem incluído conteúdo na rede. O prognóstico é de que em 2010 sejamos 150 milhões de brasileiros conectados.

Na semana passada estive envolvida em duas propostas comerciais e fui forçada a pensar nos números que envolvem a web brasileira. Especialistas afirmam que 60% das relações são online e neste ambiente as ações são potencializadas e histórias são propagadas integrando todas as mídias e gerando mais vínculos entre as pessoas. Será a viralização (seeding) de que tanto falamos nas mídias socias e que, mesmo sem querer, fazemos o tempo? Ao usar um aplicativo do orkut, ao citar um programa de TV filme ou link no twitter ou ao encaminhar um e-mail estamos divulgando algo. Para muitos ainda é estranho, mas o fato é que muita gente trabalha fazendo isso. A menina norte-americana que mandou 14.528 torpedos em um mês é uma forte candidata a trabalhar com isso um dia!

Daí ouço algumas novidades que parecem ecos de dez anos atrás – e quem já era profissional como eu naquela época sabe que as frases são muito parecidas. “O futuro das empresas está no ambiente digital.” Verdade – mas quais são as diferenças? É que, ao longo destes 10 anos de internet comercial no Brasil, ela alterou de forma indelével a forma como o consumidor vê e interage com a marca. Se há cinco anos era possível reclamar de qualquer coisa com muito mais facilidade por conta do e-mail que servia como atendimento ao consumidor e ombudsman, depois da popularização do orkut podemos criar comunidades falando mal (ou bem) das marcas e de coisas específicas delas, viralizando nossa opinião e encontrando uma multidão que pensa parecido e nos apóia.

Hoje às 15h20 na Campus Party um painel na área de blogs discutirá o Uso de mídias sociais na publicidade num debate com Marcelo Tripoli (iThink), Lucas Mello (LiveAD), Mentor Muniz Neto (Bullet), Gustavo Fortes (Espalhe) com a moderação de Carlos Merigo (Brainstorm#9).

Tentarei participar e continuar minhas reflexões. Ao imaginar as propostas comerciais na semana passada eu me peguei pensando não só no usuário atual, que eu represento, e sim me colocar no lugar dos usuários que meus filhos representam. Há tanto tempo eles usam música digital, ouvindo música direto no blog que criamos para inserir os códigos do youtube de seus vídeos, acompanhando episódios de suas séries favoritas nos canais de TV dos portais e sabe-se-lá o que mais eles absorverão. Para atender a estes verdadeiros nativos digitais (que já nasceram não só com computador, mas com banda larga, câmera digital, smartphone e mp3) a indústria terá que investir e favorecer o design e as novas tecnologias com novos conceitos em música, vídeos, games. A geração geek sairá de casa e ditarão padrões dentro de grandes empresas, afinal, eles detêm o conhecimento e a sede de novidade que a geração passada deixou de ter.

Duas pessoas cujo trabalho virtual eu sigo (@ericmessa e @claudirsegura) debaterão hoje parte desta reflexão sobre a nova geração geek. Às 16h35 o Campus Blog traratá do Uso de blogs em sala de aula com Eric Messa (FAAP), Bárbara Dieu (Beespace e Dekita), Luiz Biajoni (Instituto Macuco),Claudir Segura (PUC-SP) com moderação de Rafael Bucco (Sixpix Content).

Então, nos encontramos por lá?

;)

Related Posts with Thumbnails

Sam @samegui Shiraishi

facebooktwittergoogle pluslinkedin

Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


5 Responses to “Negócios na web #cparty”

  1. minha visão dos negócios na web e o que rola hoje na #cparty blogs http://bit.ly/2ssG2h

  2. Calebe Aires says:

    Reading: “Negócios na web #cparty | A vida como a vida quer” (http://twitthis.com/j5dg86)

  3. Fábio Max says:

    Eu conheço, pelo menos um pouco, de empresas.

    E posso te dizer que no futuro, será comum que toda empresa média tenha uma plataforma de negócios a partir do meio digital (isso ainda não é comum, o meio digital hoje, é para as grandes empresas, capazes de aguentar os custos de segurança nas operações), mas nunca acontecerá do meio digital substituir o meio real, a visita do vendedor, a negociação cara a cara e o fechamento de contrato com testemunhas.

    Nas pequenas e micro empresas a situação é diferente. Um lojista de bairro jamais tentará vender via web para um consumidor em outra cidade, estado ou país. Sua sobrevivência sempre dependerá de quem passa pela calçada.

    E, por outro lado, não acredito nem um pouco nas previsões de que em futuro próximo, a geladeira acoplada com um computador tratará de encomendar o leite que está acabando ou avisar do fim da validade da maionese. Procedimentos automáticos assim são anti-econômicos por várias razões, uma delas é que pode até comparar o preço e comprar a margarina do supermercado A e não do B… mas, como fica a questão do custo de entrega, se no supermercado A só se comprar a margarina?

    Enfim, a informática é maravilhosa, a web é uma grande plataforma de negócios, mas ela não é o ovo de Colombo, não transformará as pessoas em clientes fixos.

  4. Para mim ela sempre será um grande acessório para os contatos pessoais, se não fosse assim o Campus Party não estaria acontecendo.
    As pessoas precisam estar ao lado de pessoas, ouvir suas vozes, olhar no olho e este é o grande lance da venda (como disse o Fábio aqui em cima.
    Sempre uma grande aliada, nunca a manda chuva.
    bjks

Leave a Reply