Mulheres e seus múltiplos empreendimentos

Ontem eu postei no Sucesso News uma tradução livre de um artigo americano de redes sociais para mulheres empreendedoras. Não costumo me considerar empreendedora, sou mais profissional liberal, mas ao ler as características destas figuras eu me identifiquei muito.
Os medos, as conquistas e a qualidade de vida das mulheres nos negócios foram tema de pesquisa – que pode ser lida aqui – na qual Eva Gertrudes Johnatan conversou com 49 donas de variados negócios no Rio de Janeiro e levantou algumas características com as quais até você vai se identificar: a busca por boa qualidade de vida, fundamentada principalmente na satisfação com
o trabalho, com os filhos e com o auto-respeito. Segundo a pesquisadora,
“Os dados evidenciaram que os múltiplos papéis desempenhados pelas empreendedoras possuem relevância semelhante. A análise qualitativa das entrevistas revelou que as empreendedoras são destemidas e autoconfiantes, embora preocupadas com questões financeiras e com o crescimento das empresas. Autorealizadas, apaixonadas e identificadas com seus empreendimentos, as empreendedoras se percebem num processo contínuo de conquistas.”
E nós somos um grupo em franca expansão, como mostram as pesquisas nacionais, além de estarmos nos firmando como um novo modelo de gestão. Onde estamos? Como resposta ao meu post no Sucesso News, Vany Laubé (aka @mosaicosocial) me deu uma pista, indicando um grupo virtual. Gostei! No Linkedin achei dois grupos brasileiros com esta temática: Mulheres de Negócios e Women in business:
Mulheres de Negócios No qual achei vários contatos de primeiro grau na rede do Linkedin. Novamente Maria Carolina da Kingo Labs, Renata Artacho da RBA Consulting – Fashion, a psicóloga Noeliza Bianchini S. Lima, Vanessa Caldas Chabar da Amomuito.com, Tatiana Tosi da Plugged Research, Ceila Santos da Iconomia Produções Culturais e do Desabafo de Mãe.
MULHERES DE NEGÓCIOS é um grupo que tem o objetivo de mostrar os valores, desafios e histórias inspiradoras de mulheres que trabalham, como empreendedoras ou na iniciativa privada, em qualquer nível hierárquico. O grupo pretende mostrar como são tomadas as decisões em seu ambiente, de forma democrática, inovadora ou motivadora, enfim, como é o mundo das mulheres que trabalham? Como se estabelecem as relações no ambiente de trabalho com funcionários, colegas, clientes, fornecedores? Quais são os assuntos que precisam ser tratados? Quais são os maiores desafios que as mulheres enfrentam no seu dia-a-dia?
Women in business – Mulheres de Negócios Neste meu único contato de primeiro grau no Linkedin é Maria Carolina de Araújo Cintra, sócia da Kingo Labs, com quem há um ano eu conversava muito exatamente sobre a necessidade da “brasileirização” deste tipo de rede.
Muito mais que mulheres, somos seres humanos que buscam a igualdade dos direitos. Contudo, devemos sim resgatar alguns valores que algumas mulheres foram perdendo. Não precisamos ser o sexo frágil, mas também não precisamos nos masculinizar. Mulheres, de negócios e com charme!
Você faz parte de algum grupo assim em outro espaço? Gostaria de fazer? Creio que várias mulheres empreendedoras gostariam de trocar ideias e podemos começar por aqui.
P.S. E se ficou curioso com o conteúdo do artigo, ele pode ser lido abaixo.
O artigo, em inglês, perguntava qual é o real poder por trás destas mulheres. E a resposta vinha num estudo do Center for Women’s Business Research que mostrava que atualmente as mulheres são donas de 50% das empresas privadas, as empresárias movimentam U$3 milhões e empregam 16% da força de trabalho nos EUA. Tudo isso faz com que sejam players muito importantes na economia nacional. Se não bastassem os dados citados, 85% das mulheres não acreditam que ser mulher é um elemento que dificulta seu sucesso profissional e 32% acredita que ser mulher lhes ajuda a alcançar o sucesso.Este é o poder das mulheres empreendedoras. Elas sabem que há mais poder quando se trabalha de forma colaborativa, especialmente se entre outras empresárias. E não importa se o produto ou serviço ofertado é exclusivo para o público feminino, é impossível negar a tendência que as mulheres têm de apoiar umas às outras nos negócios e promover as causas umas das outras. Pois é, dizem que mulher não confia uma na outra e que não são boas amigas, mas no mundo dos negócios elas estão provando o contrário – e eu vejo muito disso nas mídias sociais, como já comentei sobre os blogs femininos de beleza e os brindes/sorteios que fazem. As mulheres empreendedoras tem grande habilidade para se conectar, apoiar e encorajar umas às outras no caminho do sucesso profissional.
E para completar, o artigo indicava redes sociais para mulheres empreendedoras – todos em inglês, mas fica o desafio para criarmos redes semelhantes aqui. Clique nos links e conheça-as: Empower Me! , Diversity Woman, International Black Women’s Collaborative , Ladies Who Launch, Minority Women on the Rise, Pink Magazine, Savor the Success, Woman Owned, Women’s Peer Network.








Tuesday, Tue Feb 2010
E tem homens que ainda continuam parados no tempo e fazendo aquelas piadinhas machistas (fracas e desatualizadas).
Esta mulherada é show!
Tuesday, Tue Feb 2010
Gostei muito. Dá uma animada na gente, né?! Abraços.
Thursday, Thu Feb 2010
[...] de Negócios” do LinkedIn. Isso mesmo, o grupo que eu comentei aqui quando falei de Redes Sociais para Mulheres Empreendedoras promove o evento que discutirá importantes assuntos ligados ao futuro do grupo e à sua [...]
Monday, Mon Mar 2010
Sam,
Como a gente já conversou muito, faltam mulheres no ramo. Eu, particularmente, sinto falta de conversar com outras mulheres que são empreendedoras do mundo digital como nós, saindo daquele lugar comum de mulher empreendedora=artesanato/moda/culinária
Sam Shiraishi Reply:
March 1st, 2010 at 1:32 pm
@Maria Carolina Cintra, ah, nem fale, como este estigma de mulher empreendendo em nichos ditos “femininos” nos reduz, né? Ontem eu estava conversando com a equipe da @samsungbrasil (no #cinemaemcasasamsung, que seria bem legal na sua casa tb viu!) e foi incrivel notar como são poucas as mulheres que eles “consideram” no seu radar de tecnologia.
Nem digo quem empreende, como você, que é dona de uma empresa na área, mas pelo menos podiam nos ver mais seriamente como usuárias de tecnologia.
A gente podia planejar algum evento neste sentido – que fuja do brunch em spa sobre cosmético, café a convite de marca de depilação, da empresa de moda para classe A pagando jantar, né? – para realmente conversarmos com este outro tipo de mulher, você topa?
Estou entrando num novo job que tem a ver com intercâmbios no exterior para profissionais e tenho lembrado muito (mesmo) de conversas nossas aqui na minha cozinha. Seria ótimo ter você nisso!
Monday, Mon Jun 2010
Sam,
Se você pode consultar as mulheres pertencentes as empresas de tecnologia para mim eu ficaria grato. Eu adoraria fazer uma reportagem sobre as mulheres pertencentes as empresas de tecnologia para a nossa revista. Temos um problema semelhante aqui nos Estados Unidos, mas ele está ficando melhor.
Adrienne Graham