Lugar de mulher é na política #euvctpe
Postado em Política e Cidadania, todos pela educação no dia 17/08/2010 |“As eleições se aproximam, e duas candidatas disputam a presidência. Pela primeira vez uma mulher tem chances reais de ocupar o cargo máximo da República. Engana-se, porém, quem pensa que “nunca antes” as brasileiras se interessaram pela vida pública. A luta de nossas avós por representação política vem de longa data. Foi um difícil processo, e muitas de suas reivindicações, hoje centenárias, ainda não foram atendidas.”
Mary del Priore, autora de História da família no Brasil colonial (Moderna), História do amor no Brasil (Contexto) e duas vezes ganhadora do prêmio Casa Grande & Senzala.
Dica de leitura, claro, da feminista da minha timeline, Bianca Cardoso (@srtabia): a historiadora Mary del Priore relembra que ter figuras públicas femininas importantes não é novidade…

Nísia Floresta, pioneira do feminismo no Brasil, provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços público e privado publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Ela também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.
Mas vamos ao texto da historiadora, que tomo a liberdade de republicar abaixo por considerar importante para refletirmos sobre a nossa “arma”, a escrita (sem pena, com teclas, mas a mesma arma!).
A história começa no século XIX. O período, repleto de importantes transformações no cotidiano da população, também foi marcado por intensas tentativas de participação das mulheres nas discussões em favor de melhorias na sociedade. Sua arma? A pena, a escrita. No momento em que emergiam movimentos sociais como o socialismo e o sufragismo (campanha pela universalização do direito de voto), elas não usaram apenas a voz, mas, sobretudo, as palavras como instrumento de luta.
Uma das pioneiras foi Nísia Floresta. Nascida na pequena localidade de Papari, no Rio Grande do Norte, casada contra a vontade aos 13 anos, logo abandonou o marido e, em 1832, já sustentava mãe e filhos com o salário de professora. Em 1832, publicou #Direitos das mulheres e injustiças dos homens#, artigo em que enfrentava os preconceitos da sociedade patriarcal, exigindo igualdade e educação para todas.
Segundo Nísia, a situação de ignorância em que eram mantidas era responsável pelas dificuldades que as mulheres enfrentavam. Submetidas a um círculo vicioso, não tinham instrução e não podiam participar da vida pública. Não participando da vida pública, continuavam sem instrução. Alguns anos depois, já instalada no Rio de Janeiro, Nísia passou a realizar conferências defendendo a emancipação dos escravos, a liberdade de culto e a federação das províncias sob um sistema de governo republicano.
Passadas tantas décadas, Nísia continua com a razão. E sua tese de que “a situação de ignorância é a responsável pelas dificuldades que o povo (não só as mulheres) enfrenta” me lembrou demais a nova campanha do Todos Pela Educação que nos exorta a dizer (e fazer):
Objetivando colocar a educação de qualidade em destaque na pauta das eleições estaduais e federais, o movimento, que conta com apoio de personalidades como Dira Paes, Heródoto Barbeiro e Paulo Goulart, incentiva que a população cobre dos candidatos propostas concretas para a área. Outra intenção é que a sociedade continue acompanhando os compromissos assumidos pelos governantes eleitos.
Você já viu quais são as propostas do seu candidato à presidência, ao governo e ao parlamento no que concerne à educação? Elas são possíveis? Atendem à necessidade real da população?
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




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Eu voto na educação! http://bit.ly/aq3KcS é a nova fase do @todoseduacao via @samegui. A mulher e o voto.
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[...] A Vida como a Vida Quer também está nesta corrente e conta um pouco da trajetória de uma grande mulher que enveredou pela Política e que lutou pela educação. [...]
@galenoamorim hoje postei sobre minha adesão à campanha Eu voto pela educação! http://ow.ly/2qF8P #euvctpe
@galenoamorim gostaria de ter acesso as suas propostas para a área, como faço? http://ow.ly/2qUan #euvctpe
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Eu não entendo porque tanta gente continua, ainda hoje, a se referir a mulher como sexo frágil. De frágil, não tem nada. Tem muito é garra e determinação!