Moleskine


Discussão via twitter me fez lembrar desta marca de cadernos. Estranho vindo de mim, porque eu não uso bloco de notas se não for digital e tenho até pena das canetas e bloquinhos lindos que ganho em eventos, porque ficam tomando poeira. Mas já fui fanática por eles um dia, vidas atrás, quando não era geek – ou era e não tinha me assumido. E se eu tivesse visto um Moleskine naquela época, teria sido um sonho de consumo também. Admito que conheci esta marca quando a Anny do blog Linha ganhou um e comentou comigo. Não resisti: googlei para saber o que era, porque a artista falava como se fosse a oitava maravilha. Atualmente é uma marca de cadernos de notas produzida pela empresa italiana Moleskine SRL e o nome lembra um tecido (moleskin), mas o caderno é revistido por capa dura de cartão envolvida por material impermeável. Cantos arredondados, uma tira de elástico para mantê-la fechada (ou aberta em determinada página) e uma lombada costurada que permite que ela permaneça chata (a 180 graus) enquanto aberta completam o charme. A folha de rosto vem impressa para que o seu proprietário possa escrever os seus dados pessoais, assim como estipular um valor de recompensa caso alguém a encontre perdida. (adorei isso, preciso colocar algo assim no meu notebook)

Aprendi na minha pesquisa que a Moleskine voltou à moda após as descrições feitas pelo escritor Bruce Chatwin dos cadernos de notas que usou durante as suas viagens e escreveu brilhantemente acerca deles, mas o suprimento cessou em 1986, quando a loja onde ele comprava, na Rue de l’Ancienne Comédie, em Paris, perdeu seu fornecedor (o último fabricante de moleskines, pequena empresa familiar estabelecida em Tours). Enfim, Moleskine é uma lenda, antes de ser uma marca. Seus cadernos de notas foram utilizados por famosos intelectuais que influenciaram a cultura no século XX,  como Vincent van Gogh (1853–1890), Henri Matisse (1869–1954), Pablo Picasso (1881-1973), André Breton (1896-1966), Louis Férdinand Céline e Ernest Hemingway (1899-1961), mas a marca Moleskine só foi registrada oficialmente em 1996. A novidade hoje no Twitter era o fato de algumas versões estão à venda na Livraria Cultura, em São Paulo. Pelo que li, antes eram compradas no exterior ou no Mercado Livre.  Bem, eu teria um city book, que achei uma idéia ótima. :) Já vêem com informações sobre as maiores cidades do mundo e podem ser usados como guias personalizados pelo usuário para aquela determinada cidade. Mapa geral da cidade e de áreas específicas, além de um índice de ruas e, claro, paginas em branco para anotações. Há também um espaço para a anotações específicas sobre Comida (lugares, lendas, receitas), Drinques: (bares, caves, histórias), Lugares (sonhos, aventuras), Pessoas (nomes, rostos, encontros), Lugares (informação, compras, arte), e livros, filmes, música. :) Tá bom, os geeks, podem dizer, com razão, que fazemos tudo isso num gadget, mas não ficaria aquele charme do caderno de viagem como o do filme Elizabethtown, né? http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/paramount_pictures/elizabethtown/orlando_bloom/elizabethtown2.jpg Curiosidades: Neil Gaiman contou em seu blog sobre sua paixão pelas Moleskine e o roteirista neerlandês Simon de Waal também usa cadernos de notas Moleskine, pequenas para tomar notas de pesquisa e guardar idéias, e grandes para cada script e livro que escreve. Dave Eggers usa as Moleskine para escrever enquanto viaja, e o seu livro de contos “How We Are Hungry” foi lançado originalmente com uma capa imitando uma Moleskine. Outros posts de fãs de Moleskines:

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Sem Comentários

  1. Renata Disse:

    Sam, não vivo sem o meu. Embora hoje tenha bastante dificuldade de escrever a mão um texto maior, não vivo sem fazer notas no papel. Meu moleskine é minha agenda. Desde os to do’s mais cotidianos e banais a anotações de sonos e meditações para levar pra terapia, passando por pensamentos que merecem registro. Tudo está lá.
    Meu irmão tem um pra desenhar, até a Pipoca tem um pequenino, que vive na mochila dela junto com alguns lápis de cera, pra distraí-la quando estamos na rua, se preciso.
    beijo
    Renata

  2. Anny Disse:

    Oi Sam:
    Vou fazer um post de como foi dificil fazer um comentário aqui. A coisa que eu mais queria fazer. Quando hoje foi possivel, nao foi possível acentuar as palavras e nem colocar til.Rs!
    Estou no computador do meu filho e o notebook dele: espanhol. Menina que loucura. Entâo desculpe as palavras “maltrapilhas”. Obrigada por indicar o Blog Linha. Você é um amor. Vou replicar.
    Beijos.

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