MJ – The choice of generation

Postado em Música, TV no dia 25/06/2010 |

Vale ler também: Em um ano, Michael Jackson deixa de ser bizarro pra virar "intocável"

Um ano atrás o mundo todo, do sincero luto à crítica ferrenha, falava do Rei do Pop, o artista que, como diz o video, foi a escolha de uma geração – há um ano eu falava Ídolo de uma geração. É um comercial sim, mas baseado numa das minhas músicas favoritas dele e tem a doçura que MJ representou para uma geração que conheceu sua música antes dos escândalos, da casa parque de diversões com amigos menores de idade, das cirurgias e mudanças de aparência, antes do Peter Pan se ver virando adulto. O garotinho imitando MJ é a cara de uma geração, a mesma que sonhava com uma festa como Footloose para dançar como Kevin Bacon (hehehe) e acreditava que as escolhas eram suas, não midiáticas.

Mas vai ser um fenômeno midiático ver Michael Jackson’s – This is it,  documentário com os últimos ensaios de Michael Jackson para a turnê `This is it´, Michael Jackson Thriller homenagem em sua morteque começaria em julho de 2009 na O2 Arena, em Londres. O filme mostra a preparação e os planos de MJ para sua turnê de despedida dos palcos, série de 50 concertos que começaria em 13/07/2009 e foi interrompida pela súbita morte do cantor em 25/06/2009, 18 dias antes dos concertos. Os menos ligados em música ou no Rei do Pop podem não ter notado, mas 2009 reavivou a indústria fonográfica. Segundo o instituto Nielsen, Michael Jackson foi o artista que mais vendeu nos Estados Unidos em 2009: 8,3 milhões de CDs e mais de 12 milhões de faixas compradas pela internet.

O documentário, que a Globo exibe no domingo, 27/06, depois do Fantástico, foi dirigido pelo coreógrafo Kenny Ortega, não é inédito. Mas conta com um “acervo” de músicas, trechos de clipes e filmes, cenas de bastidores da criação e ensaios do cantor – de “Wanna Be Startin’ Somethin” a “Smooth Criminal” e os sucessos “Heal the World”, “Billie Jean”, “Rock With You”, “Beat it” e “Man On The Mirror”.

Ele era uma pessoa com várias questões complicadas sim, desde as acusações de pedofilia (numa das quais foi absolvido, na outra fez um acordo financeiro, e nas duas eu discuto a posição dos pais que permitiram que os filhos dormissem na casa do astro) até as confusões acerca de seus casamentos e filhos biológicos. Mas, como mãe, eu o vi como aquele menino de nove anos (exatamente a idade do meu filho) que se apresentou pela primeira vez num teatro lotado num show de talentos. E depois deste show nunca mais pode ser criança – e pelo que muitos contam, não foi jamais amado, acarinhado e protegido como as crianças precisam e merecem. Se temos algo a aprender com a história trágica dos 50 anos de vida de Michael é que há sempre tempo para a genialidade – não importa em que área, a idade adulta é longa e há tempo para que as pessoas brilhem depois de adultas – mas a infância, época em que os seres humanos precisam imensamente de amor e proteção, é curta. E devemos ter a sabedoria, como pais e mães, de cuidar de nossas crianças acima de tudo!

P.S. Para os não-fãs, a explicação do impacto do show que não aconteceu: seriam as primeiras aparições de Michael Jackson desde o lançamento de seu último álbum, em 2001 e de sua última turnê, HIStory World Tour, entre 1996 e 1997. Michael Jackson realizou seus dois últimos concertos também em 2001, em Nova Iorque, nas comemorações de seus 30 anos de carreira.

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


5 Responses to “MJ – The choice of generation”

  1. Júlia Gil says:

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