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mil e nocententos… A de amor, B de baixinho no ipod!

Posted by Sam Shiraishi on Nov 8, 2006 in música |

Estou aqui arrumando as musicas infantis no I-pod shuffle do meu filhote. Quem diria, seis anos e o Enzo já tem um, de tanto pedir, torcer para ganhar em toda promoção de que ouvia falar, o pai dele comprou um apple para ele no dutty free. Nada como um feriado pescando no Paraguai (sem a família) para estimular a generosidade masculina. Giorgio ganhou um bat-car da década de 1940 (é, na falta de outras coleções, agora começamos a dos carros de super-heróis, haja prateleira!) e eu um perfume Versace. Nada mal.
Consegui baixar musicas da minha infância para os meninos, foi muito divertido escutá-las e notar a reação deles com minhas cantorias. É, a gente não canta para eles depois que crescem, já percebi. Outro dia numa semana de “resgate das tradições” -leia-se das coisas antigas- na escola Giorgio aprendeu duas músicas da Xuxa: Ilairiê e A de amor, B de baixinho… quando ele contou na hora do almoço e eu contei as duas músicas inteiras, nossa, ele ficou pasmo! Como que eu podia saber? Vá explicar que é tão velho assim!
Aliás, descobri que o Enzo e a classe dele chamam de velho quem nasceu em mil e novecentos. Tipo assim: “nossa, a Sarah é de mil e novecentos (detalhe, de 1999), háháháhá!”. Eles fazem piada dos coitados. Que coisa! Imaginem a cara dele quando eu contei que sou de mil novecentos e setenta e três!
Passei o feriado na companhia da minha mãe, a segunda visita dela sozinha desde que mudei para Sampa. Foi muito gostoso, até diferente e terminou com ela dizendo (vejam que minha mãe é super formal, fala assim com a própria filha): “Obrigado por me obsequiar com tantos passeios“. Acho que só a minha mãe ainda usa esta palavra, mas se não for, deve ser a única pessoa que fala para a filha. (risos)
Tivemos a coragem imensa de levar as crianças, Enzo, Giorgio e minha sobrinha postiça Himawari ao Museu da Língua Portuguesa. Uma loucura mesmo, minha segunda e última tentativa com o Giorgio lá por uns dois anos, no mínimo. E vejam que para evitar o trânsito deixei o carro no estacionamento e fomos de metrô! Isto é que é aventura. Na volta, para relaxar, fomos no Bar da Mooca tomar o novo chope preto da Brahma. Acho o serviço deles maravilhoso: a gente mal senta à mesa com as crianças e o garçon traz revistinhas de atividades infantis e giz de cera para a molecada! Só assim para relaxar, não?
História do bar naquela noite. Levo o Giorgio no toillete (ele está naquela fase de provar a água e o banheiro de todo lugar onde vai) e ele me pergunta: “Mamãe porque garçon chama garçon?”. “Ah, porque garçon quer dizer menino em francês, acho que eles chamavam ‘garçon’ que nem a gente fala ‘moço’ e ficou assim. Sabia que em inglês se fala ‘waiter’, acho que porque o cara fica esperando o pedido, quer dizer ‘esperador’… respondi. Mal tinha falado e uma moça, que estava no cubículo ao lado, solta esta: “mãe também é cultura, esta eu aprendi agora!”. E ela ficou esperando o Giorgio terminar e sair para ver a carinha do menino com voz infantil e que falava tão bem! Pode?E um comentário que não posso deixar passar e que tb li no blog da Manu, do Desabafo. O retrato das novas mães, chamadas de mães sinceras, na Época desta semana. Achei interessante, ainda mais nesta minha fase profissional. Quero ler o livro indicado, The Mask of Motherhood.

Para quem ficou curioso: músicas da minha infância são os musicais da década de 1980: Saltimbancos, Plunct Plact Zum, Casa de Brinquedos, Arca de Noé. E não, as músicas da Xuxa eu não inclui no i-pod do Enzo, preferi deixar espaço para o Palavra Cantada.

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1 Comment

gabielle
Sep 12, 2007 at 12:37 am

eu amo a xuxa

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