Marketing para mães


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Um relatório citado num dos blogs norte-americanos que leio indicava algumas nuances do marketing para Mães Digitais (Digital Mom, que pode ser lido aqui) e me fez pensar no quanto o perfil das mães mudou e como é importante que os profissionais de marketing conheçam esta realidade ao pensar em suas ações.  Listo abaixo as afirmações de Guy Kawasaki, autor do blog How to chage de world, que servem como um resumo do que os marqueteiros devem considerar ao pensar na nova mãe digital:

1. Mídia social e sms, instant messenger e jogos já são usados pela maioria das mães digitais, não são mais atividades pontuais de determinados grupos (ou nichos, como as mães geeks)

2. Mães de crianças acima de 12 anos estão mais habituadas a usar jogos eletrônicos e vídeo do que as de crianças menores. Os marqueteiros tem aqui a oportunidade de atender a esta demanda se reconhecerem que o conceito ‘one-size-fits-all’ raramente funciona para este mercado.

3. Marqueteiros deveriam reconhecer que há duas motivações para as mães de crianças maiores se tornarem usuárias ativas e informadas das novas tecnologias, em especial das redes sociais: a comunicação com seus pares e monitoramento de seus filhos. Eles deveriam aprender mais sobre os desafios que as mães enfrentam ao encarar a tecnologia e buscar oferecer a elas mais fontes de informação para ajudá-las a guiar seus filhos.

4. Marqueteiros tem a oportunidade de utlizar os canais de comunicação como redes sociais, sms e jogos para facilitar a comunicação entre as próprias mães, pois estes canais podem influenciar suas decisões.

5. Marqueteiros deveriam considerar o marketing para mães como uma ação tanto para a mulher quanto para a mãe, percebendo-a com interesses que vão além da maternidade.

6. Não há um consenso entre as mães digitais acerca da influência e o impacto que a TV e outros canais podem ter sobre suas decisões de compra. Os marqueteiros deveriam considerar a influência e ascendência de cada canal sobre os grupos quando determinarem como, quando e onde cada ação atingirá os diferentes perfis de mães digitais.

Fico contente por perceber, tanto na experiência empírica de quem trabalha com mídia social digital para este nicho – mulheres e mães – quanto dos levantamentos feitos pelo relatório citado, que tenho caminhado na direção certa. Ser uma mãe digital e estar inserida de verdade – e até o último fio de cabelo – neste grupo me ajuda, tanto quanto ajuda receber convites para orientar ações para estas mães. Não sou marqueteira, mas como coordenadora de projetos como o Mãe com Filhos e comunidades (no orkut, no ning e outras redes sociais) tenho tido o privilégio de conversar diretamente com importantes profissionais de marketing e ampliar sua visão sobre as mães e mulheres.

Faça parte desta mudança de paradigma também, opine comentando aqui, em seu blog, em sua comunidade de orkut e permita que o mercado nos redescubra! P.S. Outras duas visões da publicidade foi tema de textos que li hoje: A falência da publicidade como modelo único de negócio na web e Publicidade se rende ao mundo digital.

[update] @cybelemeyer fez um texto incrível com base neste post, Mídias Sociais e o clã feminino. Narrando as mudanças do papel da mulher na sociedade, ela conclui com um recado aos profissionais de marketing. “As mães digitais são responsáveis por produzir conteúdos de qualidade que são aplicáveis e compartilháveis entre as mães geeks. Há uma parceria e uma cumplicidade que se fortalece dia a dia. Aqueles que enxergarem isso sairão primeiro. Aqueles que cochilarem perderão o trem. Foi dada a largada. Depois não digam que não avisamos.”[/update]

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14 Comentários

  1. Minifashionistas » Marketing para mães Disse:

    [...] http://www.samshiraishi.com/marketing-para-maes/ [...]

  2. Ester Beatriz Disse:

    Oi Sam!!!
    Concordo plenamente afinal como também sou mãe e felizmente antenada ao mundo virtual acho mesmo que temos muito a contribuir sim.
    Somos as mamães do futuro e com certeza um nicho promissor em questão de marketing.

    Beijo querida!!

  3. núbia Disse:

    A realidade é outra se comparada há algum tempo.
    É um campo promissor, como a ester mesmo comentou, e deveria ser tratado com mais ‘interesse’ pelas empresas de marketing.

    Beijos

  4. Carol Disse:

    Sam, é importante demais essa mudança na visão de quem faz marketing, mostra que a evolução do “nome do jogo” saiu do momento de estagnação “TV – Outdoor” para explorar mais a fundo o que os consumidores precisam e esse trabalho com mães e mulheres também mostra que o marketing pode ser usado como forma de aproximação de consumidores e marcas. Acho lindo!

  5. Simone Miletic Disse:

    Oi Sam,

    Não sei se essas ferramentas, hoje, já são usadas pela maior parte das mães para comunicação, no meu contato com mães em meu trabalho, por exemplo, percebo muitas destas distantes desse mundo virtual, no caso das mais velhas. É claro que isso é o inverso quando falamos de um público até os 30 anos de idade.

    No caso das mães de adolescentes, eu não tenho dúvida de que elas são obrigadas a usar para monitorar mais de perto a atividade de seus filhos.

    Mas, o mais importante, é que entendo que hoje, independente das ferramentas que elas utilizam, a internet influencia mais seu comportamento do que a televisão, revistas e livros em geral.

    A facilidade de consulta e a diversidade de opiniões é mais interessante, principalmente se considerarmos o dia a dia corrido que elas vivenciam.

  6. Gisele Disse:

    Como sou geek e também sou mãe, talvez eu fuja da mãe padrão de que eles estão falando. Mesmo assim eu fico um pouco chocada lendo o trecho:

    “Marqueteiros deveriam considerar o marketing para mães como uma ação tanto para a mulher quanto para a mãe, percebendo-a com interesses que vão além da maternidade.”

    Sério que precisa avisar isso?? É, sei que infelizmente para algumas pessoas sim.

    Belo post, parabéns!

  7. Pri em Forma Disse:

    Sam acho super importante tudo que foi colocado aqui, minha filha ainda é pequena, tem apenas 2 anos e 6 meses mas eu como mãe procuro “vestir a camiseta” eu pesquiso música, leio livros infantis antes de ler pra ela pra ver se são adequados, ou se terei que adaptar ou até mesmo não contar a ela, enfim, mesmo assim não é só por isso que me interesso, com certeza antes de ser mãe sou mulher!

  8. Ana Claudia Bessa Disse:

    Sam, realmente o marketing tem que mudar mas não posso deixar de me sentir protegida do assédio do marketing por essa “ignorância” atual.

  9. Evellyn Disse:

    Sam,
    excelente artigo! Fico feliz em ver que o markenting está mudando para acompanhar essa tendência das mães geeks – eu ainda tenho muito a melhorar para me tornar uma delas!
    Beijos e bom dia

  10. Flavita Disse:

    Olha que o que mais me chamou atenção foi o que a Gisele já comentou lá em cima. Fico chocada quando vejo que ainda temos que explicar que mãe não é “só” mãe. Cansativo isso. Assim como eu ainda tenho que explicar pq a minha irmã mais nova já casou e eu não. De vez em quando acho retrocedemos.

    Só para constar minha mãe, aos 54 anos, me acompanha no twitter, no FB e no flickr (bom, essa conta ela acabou cancelando por agora). Acho que as gerações pré-web etc tb têm buscado se misturar nas redes sociais justamente para compartilhar mais informações e acompanhar seus filhos. Não por questões de controle, mas principalmente para estar junto, trocar idéias, saber o que motiva e interessa sua prole. Acho que facilita o diálogo e aproxima as famílias em uma era que ninguém tem tempo pra nada, nem pra conversar. ;o)

  11. Cybele Meyer :: Falando Sobre... Mídias sociais e o clã feminino Disse:

    [...] base no texto da minha amiga Sam Shiraishi Marketing para Mães que me motivou este post, onde foca em especial a Mãe Digital, posso dizer que a figura da mãe [...]

  12. Cybele Meyer Disse:

    Olá Sam e demais meninas!!!

    Fiz um post em meu blog embasada neste belissimo post.
    Quem quiser ler o link é esse:

    Mídias sociais e o clã feminino – http://cybelemeyer.com.br/falandosobre/?p=178

    Unidas seremos cada vez mais fortes!
    beijinhos com carinho

  13. @vivianevivis Disse:

    Não são só os marketeiros que fazem este ‘separatisno’ entre mãe e mulher, as próprias mulheres e a sociedade no geral, muitas vezes o fazem. Resta a nós, mães digitais e desbravadoras deste caminho derrubarmos este mito em nosso país.

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