Mães-passarinhas
Estou aqui, com minhas dores de ciático, segundo ou terceiro outono que entro em crise… quando criança ouvia as pessoas mais idosas falarem que sabiam quando ia chover pela dor, ai, ai, ai, nem sou idosa e agora eu já sei quando esfria! Meu ciático ruim é uma mistura de herança de trabalho sentada no computador, no Japão e de duas gravidezes seguidas e numa mãezinha super sedentária!
Esta é a semana em que publicamos os textos da região sul (e Japão), ou seja, da minha editoria no Desabafo. Hoje tem desabafo da Simone, um texto que adorei e e tinha numa grande expectativa pela publicação. Sua abordagem da anulação da mulher em detrimento da mãe foi tão delicada nesta comparação que me fez lembrar um hai-kai ou coisa do gênero, pensar na delicadeza oriental de aprender com as coisas mais singelas. A lição de sermos “mães-passarinhas” é uma das mais árduas, pois envolve o amor com limites, o verdadeiro amor, aquele que constrói a autonomia e verdadeira felicidade do ser amado. É também meu ideal!
Ah, vale a pena conferir o texto da Aline, sobre as aventuras e devaneios noturnos de mãe… espirituoso e com a qualidade de texto que é característica dela!
Tati falou sobre depressão pós-parto e Adri sobre a crítica alheia e o período de adaptações pelo qual passa o Dudu. E Valéria fecha a semana, contando da sua relação com a mãe biológica do Pedro. Enfim, minhas colaboradoras do Desabafo são maravilhosas.
Heroínas, mas nesta semana, para mim, nenhuma mãe ganha da Renata, do blog Marinheira e seus meninos, que enfrenta com fé e muito “carinho virtual” a leucemia do Vini, de apenas 2 anos, ao mesmo tempo em que aguarda a chegada do Gabriel, 30 semanas de gestação. Que Deus abençoe-os muito.
P.S. Mudança de estação, saiu a nova revista Sotaque, que nesta edição traz uma reportagem minha sobre a Supernanny.
