Mãe/Pai com açúcar
Após uma semana cheia, um final de semana mais ainda. Mas por uma boa causa: meus pais vieram me visitar, para um encontro antecipado de Páscoa e para conferir a feira do livro da escola dos netinhos. Como sempre foi muito agradável recebê-los e as crianças ficaram radiantes com a companhia, tão especial e diferente, que os avós oferecem. A conversa, o ritmo, a troca é tão diferente daquela que os pais podem ter com os filhos, que me lembra aquele papo de “mãe/pai com açúcar”. Para reforçar, fomos à casa de minha prima Ina para jantar e falamos tanto de nossa Batian (e a comida lá me lembra a casa da tia Olga, que considero uma avó tb), que ficou mesmo nesta nostalgia. Fiquei feliz por fazer a ponte, pois minha mãe não via a Ina há 29 anos e meu pai não a via há 26! Foi tudo, como sempre com meus primos Fujimori Shiraishi, muito afável, descontraído e generoso.
Não quero nem posso deixar de comentar a Feira do Livro da Escola. Meu primogênito foi Peter Pan numa pequena encenação em que a classe dele falava de histórias de aventura. Nada de fantasias prontas, nenhum gasto foi exigido de nós pais. Gosto disto, não por “pão-durice”, mas porque sempre noto que as crianças aprendem a criar com as ferramentas que têm à mão, o que considero fundamental (e maravilhoso) para a formação deles. Tivemos professores como monitores para um passeio muito interessante, no qual eu e mais duas mães do segundo ano ficamos antevendo as fases que virão para nossos filhos. Felizmente não foi uma visão assustadora, porque a escola tem uma visão muito positiva e construtiva de verdade das ações, das proposições e procura sempre enaltecer a construção coletiva sem deixar de lado a individualidade de cada um. Tanto que Enzo, que provavelmente sabia as falas do filme do Peter totalmente de cor, foi o protagonista de um dos grupos. Nota dez para a escola.
Por falar em escola, vi uma enquete do orkut que perguntava se tínhamos como ensinar ecologia para os filhos. Até aí, normal, né? Mas a pessoa incluiu uma opção “não é possível ensinar”… ri sozinha.
Não sou professora, sou mãe, mas não deixo de ser educadora. Meus filhos, de 4 e 6 anos, são vidrados em ecologia, do tipo de pessoinha que termina de tomar iogurte e lava sozinho o copinho de plástico antes de colocar no lixo reciclável.
Fomos inserindo os conceitos no dia-a-dia, com atividades lúdicas e conversas descontraídas nos momentos em que as situações apareciam. Creio que é a melhor fórmula para todo aprendizado: regras de português, conceitos de matemática, física e química (sim, explicamos estas coisas para eles brincando) e idiomas. Por que não com a ecologia?
Para quem é professor, indico uma excelente série em vídeo que o Readers Digest (Seleções) vende, chamada Natureza Sabe Tudo. E as crianças sabem naturalmente ainda mais!

Oi, Sam
Faz tempo que não comento aqui, embora leia sempre! O que mais gostei neste post foi você falar que seus filhos aprendem tudo brincando - e é isso mesmo!! Essa é a melhor forma de ensinar! Acabei de ler um livro que fala exatamente sobre isso (Einstein teve tempo para brincar, de Eyer, Hirsh-Pasek e Michnick). O livro é de cunho científico e explica os processos de aprendizagem da linguagem, de matemática, de socialização, inteligência emocional, etc. Fala também porque erramos ao achar que uma infinidade de estímulos forma crianças mais inteligentes e ainda ressalta que o excesso de atividades acadêmicas (educação formal, não contextualizada) pode, em vez de ensinar, fazer com que as crianças fiquem entediadas e percam a vontade de aprender.
Eu tinha visto a entrevista da Kathy Hirsh-Pasek na revista Crescer (http://revistacrescer.globo.com/Crescer/0%2C19125%2CEFC1472813-2210%2C00.html) e me interessei pelo livro.
Engraçado é que o livro não foi muito divulgado na mídia - não sei se por não ser de leitura muito fácil ou se porque não interessa à mídia divulgar um livro que fala para os pais guardarem seu rico dinheirinho pra gastar com coisas mais interessantes do que CD’s de música clássica pra bebês, DVD’s educativos e brinquedos educativos.
E talvez por não ter muita saída, paguei muito baratinho por ele: apenas R$ 10,00 no Submarino, por um livro de mais de 300 páginas!
Acho que é isso.
Muitos beijinhos pra você!
Andréa Zotelli
Em tempo: o debate sobre cesárea x normal ferveu lá no Desabafo, hein?! Adorei!!! Todo dia dou uma olhada pra ver se há novos comentários…
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Andréa,
obrigado pela visita, eu estava sentindo falta dos seus comentários.
Estou tentando lembrar, mas já conhecia a Kathy Hirsh-Pasek de algum lugar além da entrevista. É de outra entrevista, na Época. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76127-6014-451,00.html
Aliás, obrigado pela dica do livro, já entrei lá e comprei, achei pelo mesmo preço, super em conta! Não sei se é por morar em Sampa, mas não sou muito adepta de compras on line, até olho pela internet, mas não troco o prazer de decidir a compra pelo toque… deve ser um daqueles prazeres de Amélie Poulin que eu tenho! (risos) Não é à toa que tb deixamos várias compras para fazer no mercado municipal!
Quanto à polêmica, como notou, eu não me senti contente com ela. Acho um vazio discutir uma coisa que tem que ser direito, me sinto como aquelas mulheres “divorciadas” ou “mães solteiras” apontadas na rua no século passado!!! Horrível! Uma regressão!
Quem pode dizer que sou covarde ou menos mulher se nem me conhece, baseado apenas na informação do tipo de parto que eu tive? Enfim, por mim, dou por encerrada esta questão e não volto a opinar, uma vez que já deixei bem clara minha opinião. Aliás, todo mundo deixou. Sabe que fui na feira do livro da escola e uma mãe que leu tudo me falou: Sam, fiquei com medo de brigar com vc depois de ler o que escreveu! Eu hein, já pensou se vale a pena a gente escrever as coisas, opiniar, para depois a coisa ser tomada como pessoal, séria, uma briga de foice? Minha postura é justamente o contrário, quero que todo mundo tenha discernimento e liberdade de escolha, pois o livre-arbítrio é o maior bem que temos como seres humanos.
Enfim, vc me conhece há muitos anos, sabe que eu não sou do tipo que dá um boi para entrar numa briga, uma boiada para não sair… sou do tipo que simplesmente evita entrar e se precisar sai à francesa, de preferência para não voltar. A vida é curta demais para brigar, ainda prefiro brincar.
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Bom dia, Sam
Obrigada pelas palavras e pela participação de vocês.
Para os meninos, é maravilhoso ver o quanto você aprecia e vibra pelos
trabalhos produzidos por eles.
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Sam, que bom que vocês gostaram.
Você sempre muito atenciosa, reconhecendo nosso trabalho e nos dando estímulos a avançar cada vez mais. Na verdade temos muita sorte em possuir uma equipe de pais e professores como vocês. Todos envolvidos e entusiasmados.
Vamos caminhando…para as próximas tarefas.
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