Lixo eletrônico no Campus Verde

Postado em Geek, Sustentabilidade, TV no dia 22/01/2009 |


Campus Party 2009 por mariacarol.

Nesta noite participei com muita honra de um debate na Arena Gaia do Campus Verde. Parte da programação da Campus Party, o debate foi transmitido ao vivo no canal IPTV Cultura e eu pude twittar enquanto dois pesquisadores da USP nos chamavam à razão (como cidadãos) sobre a tecnologia e sua capacidade de ser sustentável. Parece impossível, mas não é. O cientista Atila Iamarino, que eu já conhecia do blog Rainha Vermelha, é biólogo e pós-graduando em Evolução de HIV-1 e garante que a tecnologia só tem ajudado a melhorar a vida no planeta. No entanto, ele tem muitas restrições ao modo como consumimos tecnologia. Ao seu lado estava a Tereza Cristina de Carvalho, criadora do “selo verde” para todas as máquinas que são compradas pela Universidade de São Paulo.  O Selo Verde da USP foi lançado em 17 de dezembro como um reconhecimento concedido às empresas da área de tecnologia cujos produtos sejam ambientalmente sustentáveis. Uma marca de computadores (Itautec) ganhou a primeira série de Selos Verdes atestando que as máquinas estão em conformidade com a diretriz européia RoHS, que prevê a não-utilização de insumos tóxicos ao meio ambiente na fabricação de equipamento, além de apresentar maior eficiência energética. A questão vai além do controle do consumismo, toca no problema do descarte de máquinas (notebooks, computadores, celulares, sons e suas baterias) e no que seus componentes podem liberar no lixo, contaminando a natureza. A professora contou que visitou sete empresas de reciclagem nas últimas semanas e elas não faziam o processo completo, apenas reduziam o lixo eletrônico. Por isso a universidade agora trabalha para conseguir concluir o processo de reciclagem até os minerais que compõem peças e baterias.  Lembrei que em Curitiba, onde meus pais moram, havia uma oficina da prefeitura que recebia os computadores antigos e os consertava, doando-os ou vendendo-os para a população carente e escolas públicas. Não seria uma alternativa? Aqui em São Paulo, na falta de um espaço como este, levei alguns equipamentos sem uso para o Batalhão de Bombeiros que recebe o lixo para reciclar no bairro. E você, como descarta seu lixo eletrônico? :)

P.S. O nome do blog, Rainha Vermelha, é uma alusão ao nome de uma teoria evolutiva proposta em 1973 por Leigh Van Valen para explicar situações na natureza onde duas espécies em competição evoluem de maneira que a competição se mantém estável. O nome da teoria vem da frase do livro Alice através do espelho de Lewis Carrol, e explicita a situação que vivemos no mundo um campo de batalha entre espécies, que co-existem e ao mesmo tempo competem.

Related Posts with Thumbnails

Sam @samegui Shiraishi

facebooktwittergoogle pluslinkedin

Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


3 Responses to “Lixo eletrônico no Campus Verde”

  1. Fábio Max says:

    Imagine.

    Eu tenho 3 aparelhos celulares disfuncionais aqui em casa, pois na compra de novos, o lojista não os recebeu.

    E vários monitores, e CPU(s) e impressoras.

    Teve uma época em que consegui reaproveitar os HD(s) para guardar dados, para o fato é que não era tão simples e depois de certo tempo passaram a não ser mais compatíveis com as placas mais modernas.

    Enfim, lixo eletrônico.

    Eu penso que os fornecedores devem passar a ter a obrigação de receber os aparelhos antigos, se o consumidor quiser devolvê-los. E mais que isso, os fornecedores deveriam ser obrigados a transportar de modo seguro para novos equipamentos, os arquivos dos equipamentos anteriores (como notebooks, por exemplo).

  2. Carla says:

    Sam,

    me preocupo com isso. Agora troquei de computador e fico pensando o que fazer com o antigo. Vender, ninguém quer comprar (com opções de parcelamento infinito no mercado). Doar, para quem? O ideal seria que o Fabio Max falou: quem vende recolher o que já foi usado, as pilhas, por exemplo.

    Pilhas e baterias me dão desânimo: o que fazer com elas? Uma vez mandei uma caixa, por correio, para o SAC de uma fabricante de pilhas. Acho que eles jogaram no lixo comum mesmo, ai ai.

    Outra coisa, que nós já conversamos, é DIMINUIR O CONSUMO. Se a gente trocar de laptop, monitor, celular, impressora, mp3, ipod, whatever, toda vez que sai lançamento, vai ser difícil dar conta de tanto lixo. Tem que acalmar um pouco a lombriga consumista que mora na barriga do povo…

  3. gustavo says:

    adorei o trabalho ….é a mais pura arte mas todos nos sabemos que mesmo reciclando sempre fica azlgo pra tras e eu como sempre gosto de alertar o pessoal a respeito do lixo seja comum ou digital. Tem uma empresa no Rio Grande do Sul na cidade de são leopoldo ( regiao metropolitana de porto alegre) que recicla todo o tipo de sucata digital o mome da empresa é SARCO e o e-mail é: sarco-reciclagemdigital@hotmail.com e o site pelo que vi esta em construção ainda mas eles atendem toda a região do rs.. eles aceitam doaçoes e tambem compram :
    Centrais telefônicas,
    Celulares,
    Placas automotivas
    aparelhos eletrônicos em geral
    Lâmpadas fluorescentes variadas,
    Pilhas e baterias em geral
    Computadores:
    Cpu´s:
    CIs
    Monitores crt:
    tubos de monitores e televisores etc…
    Impressoras:
    Placa mãe (Motherbooads)
    Processadores:
    Hd´s: (hardisk)
    Fios
    Cd´s
    Driver´s
    Teclados
    Hub´s
    Conectores
    Relês
    Transformadores:
    Ventoinhas (cooler)
    Fios
    Cabos
    Tv´s
    eletrônicos industriais,
    Aparelhos médicos eletrônicos
    Noobrek´s

Leave a Reply