Livros de 1,99 a 9,90
Postado em from posterous no dia 08/01/2008 |
Vi agora na Folha Online uma lista com livros da Publifolha de 1,99 a 10 reais. Claro, boa parte é de temas questionáveis, mas no verão, à beira da praia, da piscina ou numa rede, uma leitura “leve” não vai mal. Os livros de auto-ajuda, de culinária fácil e cuidados com animais de estimação também fazem parte desta “literatura” acessível. Aliás, sabiam que os gatos também podem ter seu comportamento alterado pelo signo astrológico? Até eu, que gosto de astrologia, achei um abuso! Mas há um livro sobre o tema.
Para quem gosta de quiz, há uma Série Teste, com cinco volumes e – curioso- ligados ao mundo profissional. Nesta área também pincei E-Business e Tecnologia (artigos da revista HSM Management sobre comércio eletrônico e tecnologia da informação) e A Aventura do Dinheiro. Este úlitmo fala da relação de personalidades como Machado de Assis, Isaac Asimov, Shakespeare, Goethe e Fernando Pessoa com o dinheiro. Útil? Não sei!
Afeganistão, escrito pelo cineasta iraniano Mohsen Makhmalbaf, retrata a situação do país que já foi local de disputa de soviéticos e americanos, sofreu (?) nas mãos de talibãs e ficou famoso no Brasil depois dos recentes livros ambientados lá e da confusão acerca da War against terror que os americanos relacionam ao país por conta de um muçulmano ligado ao país. Lembram-se dele? Osama Bin Laden*.
E por falar em política, num ano de eleições municipais que tal se aprofundar em Marketing Eleitoral?
Prefere música? Dorival Caymmi, de Francisco Bosco, reúne a história dos sambas “sacudidos”, as canções praieiras e os sambas-canção do compositor. João Gilberto, de Zuza Homem de Mello, apresenta a vida e a obra de João Gilberto e seu jeito diferente de harmonizar o samba e seu jeito de cantar.
P.S. Não posso deixar de comentar que me chamou atenção o número – excessivo, a meu ver – de livros com “frases famosas”, mas aí lembrei da empregada de minha mãe olhando para a imensa estante que tem no escritório de lá e escolhendo um para comentar comigo: que livro legal de frases, dá idéias para mandar mensagem por telefone ou celular. Enfim, para quê mais os livros servem para certas pessoas exceto para limpar e render algumas frases de efeito via sms? Triste, muito triste.
[update] Correção cobrada por minha mãe num e-mail sobre este post: sobre o saudita, filho de iemenita, Osama Bin Laden, um trecho da wikipedia: “Us?mah Bin Mühammad bin ‘Awæd bin L?din (10 de março de 1957), (em árabe ????? ?? ???? ?? ??? ?? ????) Osama bin Laden é terrorista internacional, filho de um pobre imigrante iemenita que se tornou o homem mais rico e poderoso da Arábia Saudita depois do próprio rei. Bin Laden é o homem mais procurado do mundo. Quando jovem e inexperiente, participou de forma voluntária na década de 80 do esforço jihadista no Afeganistão, financiando e organizando grupos de arábes e acampamentos de milícias armadas no combate aos invasores soviéticos, porém sem muito sucesso (ao contrário da lenda estabelecida, nunca contou com o apoio dos Estados Unidos da América nesta atividade – o caráter voluntarista e amador de Bin Laden nos primeiros tempos era, inclusive, motivo de chacota entre os diversos outros grupos armados que combatiam os soviéticos nesta mesma época). Posteriormente estabeleceu-se como importante investidor no Sudão, onde iniciou, em paralelo às suas atividades empresariais, a organização que mais tarde viria a se denominar Al Qaeda, originalmente destinada a combater a família real saudita. Bin Laden detestava os modos ocidentalizados, perdulários, corruptos e “pouco islâmicos” da família real. Tinha como objetivo alijá-la do poder e implantar no país a semente do que sempre sonhou – o novo califado islâmico. A família real, por ironia do destino, possuia grande consideração para com a família de Bin Laden. ????? ?? ???? ?? ??? ?? ????), comumente conhecido como ” Leia mais aqui.
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.




Boa tarde, confesso que não me causa estranhamento (não mais) o que as pessoas pensam a respeito de livros. Tinha uma colega que fazia letras porque era chique e dividia espaço em sala de aula comigo. Dizia que queria ser escritora por causa do glamour que a profissão representava. Também usava óculos por causa disso e tinha dúzias de livros. Lógico, não tinha lido nenhum. Comprava de acordo com a capa e quando estava junto de pessoas “intelectualmente corretas” dizia: claro! ou Eu adoro esse autor! e tinha a famosa frase “Esse livro é maravilhoso e a história é tão tenaz”.
Como boa observadora que sempre fui, divertia-me…
E quanto ao gato, não sei o motivo do seu espanto. Ele é um animal e todos os animais são influenciados (até mais que nós) pela natureza porque estão em seu estado animal natural. Nos é que nos afastamos disso constantemente. Somos “humanizados” e tentamos fazer o mesmo com os animais e quando um cão mata uma pessoa ficamos indignados, mas já notou que cada vez mais ficamos menos indignados quando um ser humano mata o outro e até buscamos justificativas para isso.
A lua cheia deixa o gato mais arisco e os cães mais atentos. E quanto a nós?
Abraços no meio da tarde, com sol e prenúncios de chuva…
Lu
(Enzo agora se refere a você assim, sabia?)
não me causa estranhamento racional, mas ainda me choca. Considero a capacidade de se surpreender com as coisas negativas um sinal de que ainda somos humanos, sabe? De certa forma, gosto disto em mim.
Agora sobre os gatos, bem, não cheguei a este ponto. Sinceramente, apesar de tudo, não tenho uma relação tão íntima com animais de estimação que me faça observar estas características neles e nunca tive gatos. No entanto, surpreende-me que os pets em geral estejam ganhando tanto espaço em nossa sociedade que justifiquem até este volume de publicações sobre os cuidados com eles – veja, num país onde se lê e se publica pouco.
Abraços
Sam