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Lei Maria da Penha
Eu não sabia o nome lei, mas fiquei triste ao ver o resultado dela. Li uma notícia que contava que a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Lei Maria da Penha), criada para proteger mulheres vítimas de agressões domésticas, reduziu o número de denúncias desse tipo de violência.
O nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia que trabalhou durante 20 anos para ver seu agressor condenado, virou símbolo da luta contra a violência doméstica. Em 1983, Maria da Penha ficou paraplégica, depois de baleada nas costas pelo marido, Marco Antonio Heredia. Em 2001, após 18 anos, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos responsabilizou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Somente em 2003, o ex-marido de Maria da Penha foi preso.
O que parecia bom, acabou sendo um tiro que saiu pela culatra. As mudanças são boas, como podemos ver aqui, mas neste primeiro ano em vigor a lei reduziu as queixas formais pela metade. Os motivos? Infelizmente, as mulheres ficaram com receio de registrar as ocorrências, porque antes podiam fazer e, depois de uma semana, retirar. Com a nova lei, se denunciam, não podem mais retirar a queixa e têm medo de que o parceiro vá preso.
Sou filha de advogada, uma Defensora Pública, já falei várias vezes aqui. Acompanhei tantos casos da minha mãe, alguns que acabaram reunindo esforços coletivos nossos para salvar famílias e ver uma notíca como esta me deixa triste. É preciso tomarmos mais este tema na blogosfera e adotarmos a luta como nossa.
P.S. Oscar me avisou do post Um ano de vigência da Lei Maria da Penha escrito por alguém que realmente entende do assunto na prática, não só na teoria como eu! Vale a pena conferir, o blog já está no meu Del.Ici.Ous.
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Vejam que coisa bonita li no blog da Simone, De tudo um pouco.
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Mário
Says:
September 21st, 2007 at 9:34 pm
Tem o outro lado também. Vi alguns casos de mulheres que, se aproveitam da nova lei, inclusive para coagirem os maridos. Um que me chamou a atenção consistiu numa senhora que, protegida pela lei, prejudicou o marido que, neste caso, era inocente da acusação que lhe foi lançada.
Pois é, só o tempo mesmo é capaz de acomodar artigos à realidade, formando doutrina e jurisprudência a resolverem as situações fáticas.
Cumprimento-a pelo brilhante e bastante oportuno post.
Mario
obrigado pela visita e mais ainda por comentar. Adoro esta troca de idéias que os comentários podem nos trazer.
Eu também fico na espera, quando vejo uma lei nova, de que a jurisprudência abra caminhos reais na utopia. Não que toda legislação seja utópica, mas ela precisa da prática na sociedade para se ajustar, para aparar as arestas que a teoria deixa passar.
Entendo seu ponto de vista masculino, de que algumas mulheres agem de má-fé. Infelizmente acontece, mas para isto existem as testemunhas e outros estratagemas não é?
A questão ainda passa por uma maturidade das relações de casal, que também estão em fase de acomodação e adaptação depois das mudanças sociais das últimas décadas e mais ainda pela maturidade do nosso povo como cidadão, que tem direitos e deve lutar por eles. Uma luta, enfim, mas das que eu pretendo lutar (e carregar a bandeira) no meu âmbito profissional para sempre.
Maria Augusta
Says:
September 24th, 2007 at 5:22 pm
Sempre com um assunto de utilidade pública, parabéns, Sam.
Um beijo.
Sabe, Maria Augusta, acho importante sempre levantarmos as questões, mais ainda as que acabam ficando escondidas na sociedade, como isto, o preconceito racial ou sexual, etc. Encarar é uma forma de trazer a luz, o esclarecimento.
Abraços e obrigado por seus comentários sempre aqui.
Meu Google Reader - 18/09 - 24/09 | 30 & Alguns
Says:
September 25th, 2007 at 2:19 pm
paula sofia luz
Says:
September 26th, 2007 at 4:44 am
bj português
Tânia Defensora
Says:
September 26th, 2007 at 9:36 pm
Beijão
Está certo nos calarmos diante das atrocidades? | Nossa Via: o conteúdo passa por aqui!
Says:
November 26th, 2007 at 5:24 am
Neide
Says:
December 6th, 2007 at 8:17 pm
Adriana Alves Moreira
Says:
December 16th, 2007 at 3:34 pm
Ger
Says:
January 4th, 2008 at 12:28 am
Agressão física « A vida como a vida quer
Says:
February 1st, 2008 at 3:12 pm
Vanusa
Says:
February 1st, 2008 at 10:49 pm
maria
Says:
February 6th, 2008 at 3:53 pm
valquiriaf.x.oliveira
Says:
February 11th, 2008 at 3:46 am
Quero pleitear na justiça, para que os documentos fiqum legalizados em meu nome, ja que cuidei dos filhos até cmpletarem mioridade. Legalmentequais as leis que me amparam .
karina
Says:
April 23rd, 2008 at 10:08 am
ontem após ele ter bebido com um amigo num bar chegou as 10:30 da noite, perguntei onde ele estava e disse que com uma pessoa bebendo, mas que naum poderia dizer o nome pq esta pessoa naum queria, insisti, disse que eu tinha o direito de saber onde ele estava ate aquela hora, apos muita discursao, ele confessou, soq ue dai ambos ja estavamos exaltdos, ele primeiro foi morder o fio do ventilador, e tentou quebrar, ai eu disse que tinha custado caro, que ele naum tinha aquele direito, ai ele partiu pra cima de mim, mandondo eu me calar, dizendo que so ele deveria falar, e foi enste momento que me agrediu, tentou tapar minha boca pra eu naum falar, mas foi com tanta foça que ate agora estou de rosto inchado, quando depois de muito esmurra-lo e arranhar tentando me soltar ele me soltou so o tempo sulficiente pra me dar um murro no rosto. eh muito dificil passar por tudo isso, e mais dificil ainda eh denunciar uma pessoa pela qual vc viveu… gostaria de ter forças pra conseguir mudar minha vida!
karina casco dos santos
Says:
April 28th, 2008 at 4:28 pm
vai a escolinha, convive bem com meu novo companheiro que apesar de ser novo (21 anos) me respeista, me ajuda acuidar do meu filho e eu também tenho (21 anos). Posso dizer que hoje sou feliz com meu companheiro depois de dois relacionamentos que só me deixou de lebranças tramas piscicologicos aponto de passar mal quando me lembro de tudo que já aconteceu!
Eu, acredito que toda mulher conseque só precisa ter força de vontade não é fácil. Mas nossa luta por liberdade não pode ser em vão, todas nos em algum momento na vida temos que mostrar nossa força.