La rue Gallimard

Postado em livros, Viagem e Turismo no dia 27/05/2011 |

“Sem nenhuma ligação política ou religiosa, Gaston Gallimard só tinha uma ambição: reunir, sob sua grife os maiores escritores”
Michel Winock, historiador, resumindo a motivação do fundador da editora que completa 100 anos em 2011

Se eu estivesse em Paris daqui a algumas semanas visitaria a editora Gallimard (Les Editions Gallimard) já na rua que, a partir de 15/06, passará a ter o nome do fundador de um dos símbolos da universalidade do espírito literário francês.

Conheci a editora dos tempos do curso de francês, através das publicações da Folio, de livros de bolso, e de clássicos que li por força minha professora do idioma, Ariete Scheremeta. Como Ariete (uma professora em vias de se aposentar quando me deu aulas, de 1990-92) e eu, várias gerações devem parte de sua cultura à editora que completa 100 anos de funcionamento ininterrupto e soube se reinventar para se manter em funcionamento e agradar a gregos e troianos.

“Costuma-se dizer, nos meios editoriais, que o sucesso da Gallimard se deve, sobretudo, ao fato de que a editora foi criada sem apego a linhas ideológicas, e sempre aberta aos diferentes estilos e movimentos literários, como o surrealismo e o existencialismo, sem levantar a bandeira de nenhum tipo de causa”, relembra Daniela Fernandes em artigo recente sobre o centário da editora.

Quer ver como a maioria de nós teve influência da editora? Na imagem conta a lista dos mais vendidos da Gallimard em 2010 e o primeiro é O Pequeno Príncipe (de Antoine de Saint-Exupéry), seguido de duas obras de Albert Camus (O Estrangeiro e A Peste) e algumas de Jean-Paul Sartre e Ernest Hemingway.

E é do número 5 da (atual) rue Sébastien-Bottin que eu me despeço dos posts oficiais desta semana em Paris. Um lugar simbólico, nos arredores do Museu d’Orsay, e que representa muito do que a cidade significou sempre para mim, uma fonte de cultura que não é erudita ou excessivamente culta, mas aberta para mesclar o velho e o novo, a reunir em si elementos para convidar a um pensamento que tem começo, mas não fim, sobre o propósito de nossa presença e existência humana no mundo que compartilhamos.

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


One Response to “La rue Gallimard”

  1. Rogéria Thompson says:

    Que bom que eu li o Pequeno Príncipe,aí ñ fiquei tão por fora,rsrsrsrs Bjs,Sam…

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