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Kit terremoto

Nos dias que se seguiram ao terremoto em São Paulo , conversei com muita gente (até no ônibus e metrô) e a curiosidade sobre o fato de eu ter vivido alguns terremotos quando morava no Japão foi imensa. Prometi que ia escrever aqui sobre o kit terremoto, que deixou muita gente curiosa nas conversas.
No Japão, ele segue um padrão e pode ser comprado pronto em home centers ou supermercados grandes, mas aqui vai uma lista que imaginei para a realidade brasileira. Meio absurdo, porque na verdade as casas brasileiras não suportariam os abalos, como comentou Lunna , e uma das providências seria ter menos coisas que possam cair na sua cabeça ou obstruir sua passagem para escapar. Páre um minutinho e pense no quanto temos coisas assim nas casas brasileiras e imediatamente entenderá porque falo que é meio absurdo pensar nisto aqui. Mas vale como um insight para pensar sobre a forma como organizamos tudo. Se sua casa não tiver mesmo escape fácil, uma medida no caso de terremoto é se abrigar embaixo de uma mesa. Neste ponto a mesa de copa que herdei da minha avó, com tampo e pés firmes de imbuia, é perfeita, abrigaria nós todos.
Nunca usei o meu no Japão, mas em dois abalos eu cheguei a pega-lo nas mãos para escapar pela porta. Dizem que manter este kit a mão pode garantir a sobrevivência até que a situação se normalize. Se desejar se aprofundar sobre o tema, há uma lista bem completa da Cruz Vermelha Americana no San Francisco Chronicle. Nos EUA os terremotos são mais frequentes e há vários textos e fotos elucidativos sobre o tema.
Confira alguns ítens essenciais de um suposto do kit terremoto brasileiro:
- Dinheiro vivo. Se realmente acontecesse um terremoto, não sabemos se os bancos vão funcionar e em caso negativo, nada de dinheiro de plástico.
- Velas. Item útil em qualquer caso, embora não tenhamos mais o hábito de tê-las em casa. Não esqueça de fósforos ou isqueiro para acender, né?
- Rádio, com pilhas novas. Estamos supondo que os veiculos de comunicação continuaram nos informando, mas as TVs podem se quebrar no abalo.
- Produtos alimentícios enlatados ou desidratados
- Água potável, lembrando sempre de verificar a validade
- Um cobertor impermeável
- Uma caixa de primeiros-socorros (anlgésico, anestésico, band-aid, etc)
- Uma corda resistente
- Uma lanterna com pilhas novas ou aquelas com dínamo
- Cópias dos principais documentos pessoais
- Caderneta com os telefones de amigos e familiares (caso perca o acesso ao celular)
- Cartão de telefone (para usar o telefone público)
- Sacolas plásticas (servem como balde no caso de ter que buscar água)
- Filme plástico (tem mil e uma utilidades, já que estamos supondo, pense em coisas ao melhor estilo McGiver)
- Tesoura
- Capa de chuva e eventualmente uma muda de roupa.
- Papel higiênico e toalha de papel.
Lembre-se ainda:
- Caso tenha crianças acrescentar mamadeiras e fraldas descartáveis.
- Caso haja idoso, acrescentar o que lhe for necessário, tal como remédios, fraldas, etc.
Ao chegar ao final, acredito que você mesmo tenha ponderado que é um exagero pensar nisto no Brasil, mas não custa deixar documentos e outras coisas num lugar fácil e protegido (até mesmo do fogo, né?). E serve para pensarmos em como precisamos verdadeiramente de pouco para viver e como temos coisas obsoletas. ![]()




Indicação da Vez
Says:
May 2nd, 2008 at 7:36 pm
Indicação da Vez
Says:
May 2nd, 2008 at 7:40 pm