Kids are alright

Postado em Cinema e TV no dia 20/02/2010 |

Um dia esta frase tinha vínculo apenas com a música do The Who e com um formato de família tão tradicional como a baladinha dos anos 1960. Mas este paradigma deixa de valer quando surgem ideias novas, retratos da atual sociedade, como filme estrelado por Julianne Moore e Annette Bening. Em “The kids are all right” (em português Minhas Mães e Meu Pai) elas formam um casal lésbico que tem sua vida alterada quando seus dois filhos adolescentes procuram o pai biológico.

Este gênero, a comédia familiar, sempre me agradou e, apesar de eu achar Julienne meio chatinha, admito que ela não busca roteiro óbvios e admiro seu interesse por participar de filmes que tenham algo mais, que abram novas janelas para um “fresh air” sobre temas mais ou menos cotidianos. Lembram de A Cor de um crime? Nele acontecia o mesmo, embora a trama mostre um caminho em meio ao preconceito racial, o olhar de quem assiste vai se voltando para um algo além, que é humano e independe da raça, sexo, lugar no qual nos encaixamos.

O filme foi um dos exibidos no Festival de Cinema de Berlim fora da competição principal e sites contam que fez a plateia rir e aplaudir o roteiro inteligente e triângulo amoroso cada vez mais complicado que obriga as personagens a repensar suas vidas. Lembrei de uma ex-colega de trabalho que tive, uma belga que tinha tido filhos biológicos em sua união com outra mulher e, depois de uns anos, apaixonou-se por um homem e teve que viver o drama da separação da família tão sonhada e constituída com tanto empenho. Este drama não depende de nossas escolhas, é uma das infinitas possibilidades que vivemos por sermos humanos, né?

Imagino que esteja aí a fonta de inspiração da diretora do filme, Lisa Cholodenko, conhecida do público pela direção de episódios de seriados como “Six Feet Under” e “The L Word”, e que também responde pelo roteiro. Esta visão foi um dos motivadores da presença de Julianne, que afirmou que o filme a atraiu porque trata da família, e não do tema atual do casamento homossexual e gostou muito da oportunidade de representar uma personagem perdida na estrutura de uma família.

“Para mim, é um retrato de um casamento e de uma família, fala de como é estar casada há muito tempo e ter filhos. Acho que a sexualidade da pessoa não vem ao caso. No caso de Annette e eu, ambas já fomos casadas, temos filhos, sabemos como é ser mães e viver um relacionamento duradouro”.

P.S. Ah, o pai é vivido or Mark Ruffalo e os filhos por Mia Wasikowska (a Alice do novo filme de Tim Burton) e Josh Hutcherson.

5 Responses to “Kids are alright”

  1. No cinema, #recomendo: Kids are alright http://ow.ly/1bVJH amor sem escalas http://ow.ly/1bVJX O ladrão de raios http://ow.ly/1bVLg

  2. No cinema, #recomendo: Kids are alright http://ow.ly/1bVLC amor sem escalas http://ow.ly/1bVLD O ladrão de raios http://ow.ly/1bVLE

  3. [...] é nome de um blog bem legal que descobri nesta semana e cabe bem na vibe do lançamento de Kids are alright sobre o qual @maxreinert postou outro [...]

  4. . @adorocinema mas colocaram um titulo em português medonho (prá variar, né?) – The Kids are alright era bem melhor! http://ow.ly/2CkdS

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