Iphone é bom mesmo ou só dá status?
“Nós, parte de uma geração que vê a globalização pela TV mas nem sempre pode prová-la in loco, vamos ao café esperando encontrar os Friends no sofá ao lado e bater um papo com eles. Será como aqueles loucos por James Joyce que fazem o Bloom’s Day? Creio que sim, para se sentir parte de algo maior.”
Com estas frases eu iniciei o texto Por que vamos ao Starbucks, no final do ano passado. Hoje conversando com o Haendel, vulgo @comunicadores, eu lembrei dele, porque me parece quecom o iphone está sendo a mesma coisa. Tenho um amigo que tem um palm treo 680, mas está infeliz porque não tem um iphone. Sim, aquele mesmo que ainda não foi liberado no Brasil porque a Anatel diz que não recebeu para aprovar, mas que está à venda em vários lugares da Paulista. No Órbita, evento do Terra na Daslu, um levantamento empírico mostrou que metade da audiência tinha um iphone, mesmo não sendo legalizado no Brasil. E o Terra já está fazendo páginas para a navegação nele. Enfim, eu que adoro um gadget, estou aqui me perguntando se vai valer a pena trocar o meu qtek 9100 por ele? Quem tem pode me contar? Ou estamos apenas querendo um café no copinho de papelão porque ele dá mais status?
P.S. Nada diretamente contra Starbucks, morro de inveja quando @andersoncosta e @tonobohn twittam que estão lá tomando café e saboreando muffins! Se um dia eu for trabalhar fora do meu home office, estar perto disso será um dos motivos… huahauhua.

Olá Sam:
Poi é. Coisas do Brasil. Nem me epanto mais. Agora, se vale a pena, tenho certeza que vai saber primeiro do que eu.
Quando descobrir, venha contar, certo?
Beijos.
Bom fim de semana.
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Um belo dia, um publicitário brilhante descobriu que para vender seu produto, teria que associá-lo à uma situação de status. Numa única tacada, ele criou todo o conceito moderno de consumo, de tal modo que um celular marca, digamos Prada, que têm funções inferiores a um da marca Gradiente, tem o preço deste ultimo multiplicado por 25.
As pessoas ostentam aquilo em que acreditam. Se elas acreditam em status, e a maioria acredita, consomem pelo status. Faça uma pesquisa e constate: 90% das pessoas que tem um I-phone, não sabem usar nem 10% de suas potencialidades…
No meu caso, tenho uma característica, eu compro aquilo que me é útil. Meu celular custou R$ 1,00, porque não gosto de carregar informações para cima e para baixo, aliás, minha vida profissional tem base no meu escritorio.
Bem dito que eu posso fazer isso, tem gente que necessita dos gadgets e os usa não por status, mas não necessariamente fica dessperada por não ter um Iphone… acho que é o seu caso.
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Fabio
este post, além da curiosidade e da inspiração da conversa sobre starbucks, fiz um pouco para provocar e ver quem tem este fone ainda “ilegal”.
No tal evento do terra parte dos 50% que levantaram a mão tinham i-phones, vi de relance, tinham smartphones como eu, mas queriam ter o da Apple, pelo visto. Eu sinceramente, faço questão de que seja funcional para o uso que farei, sou muito pragmática e um bom tanto controlada no consumo. No caso do meu qtek, é um smartphone e uso muito bem para o trabalho (nem preciso carregar notebook), mas meu marido - que me presenteou com ele há quase 2 anos - não tem um smartphone, como vc ele tem a vida profissional no escritorio e diz que não precisa levar trabalho com ele fora daquele ambiente. São condições de vida e, especialmente, são opções. Alguns viram escravos do status, nós não.
Um abraço e boa semana para vc
Sam
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Oi Sam,
Bem, eu acredito nos dois lados, por motivos simples.
Desde que a Apple é Apple, sabe-se que o motivo do sucesso da empresa sempre foi o caminho da inovação, do design e da qualidade.
Por isso paga-se o preço, obviamente.
Quanto ao status, ele acaba se tornando consequência de quem pode adquirir um produto como esse, e tantos outros…
Bjs
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