Impeachment
Image via Wikipedia
Lembram-se quantos anos tinham quando ouviram falar de impeachment pela primeira vez? Lembro-me que, quando começaram a falar do impeachment do Collor , em 1992, a mídia explicava usando como exemplo um caso estadunidense. Bem, ontem meu filho de 8 anos veio da prova de História e Geografia - estudam poderes executivo, legislativo, judiciário e ele está adorando entender o organograma da Nação - animado e numa conversa minha e do Gui ele falou:
Deveriam fazer o impeachment do Presidente Lula .
Aquele susto, paramos, perguntamos se sabia o que era, e ele deu uma mini-aula sobre o início da década de 1990, geração cara-pintada e Collor. Como ele tem mania de ler o wikipedia e outros sites de informação e nada lendo a revista Época escondido - até parece a mãe, que colecionou recortes da VEja e Istoé na quinta série - e perguntamos onde soube. Ora, está na apostila da escola!
E eu fiquei com aquela cara de tacho, porque sinceramente, não sabia nada disso do mundo quando tinha a idade dele! Sinceramente, o mundo tem que estar evoluindo…

Eu tinha 22 anos, cursava a faculdade de DIreito da UFPR.
Mas é MUITO, mas MUITO perigoso ensinar sobre esse momento histórico do Brasil sob a ótica dos cara-pintadas. Com todo o respeito a quem entrou nesse movimento adolescente pos civismo, ele foi, de regra, uma forma de zoar e matar aulas, 99,99% dos indivíduos que estavam naquelas manifestações não tinham consciência política nenhuma (a maioria não tem nenhuma até hoje) e foram massa de manobra de gente que se aproveitou deles, como o Lindberg Farias no PE, e o Ricardo Gomyde no PR, ambos que viraram políticos profissionais.
Collor caiu por:
1. Não ter programa de governo;
2. Estar cercado de corruptos de raia miúda, ladrões de galinha, semi-analfabetos e incompetentes;
3. Acreditar em demasia na sua capacidade de falar na TV;
4. Ter negado a um Congresso de corruptos, benesses que distribuiu apenas e tão somente para seus próprios apadrinhados;
5. Não ser uma liderança histórica que foi eleito por um acaso, uma situação de comoção nacional bem aproveitada por marqueteiros;
6. Ser responsável pela pior recessão econômica que o Brasil já havia experimentado.
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