I love his cinema italiano #nine_ofilme

Postado em Cinema e TV no dia 30/01/2010 |

Outro dia tive meu début em cabines de imprensa para petit comité. No espaço de cinema que a Sony mantém em Sampa pude vivenciar a sensação de ver um filme em primeira mão numa daquelas salas pequenas de cinema onde se reunem diretor, parte do elenco e executivos para avaliar o filme antes da estreia. Claro que não era uma avaliação, mas foi mais intimista e especial, diferente de outras cabines de imprensa (sessões especiais para jornalistas) às quais tinha comparecido em cinemas paulistanos.

E o filme em questão se passava nos bastidores do cinema: Nine, de Rob Marshall (diretor de Chicago), no qual Daniel Day Lewis interpreta um diretor de cinema. À sua volta, nove mulheres inclassificáveis dançam e cantam neste filme que na verdade é uma homenagem ao cinema italiano do meio do século XX. Para cinéfilos, eu diria, e, acima disso, para quem gosta de musicais.

Imagens de divulgação do filme como esta acima dão a impressão equivocada de ser quase um filme erótico, mas não é. Classifico-o mais como um drama masculino, a busca de si mesmo pela qual passam muitos homens na meia-idade.

Imagens como esta (e a frase da personagem de Penélope Cruz, "I'll wait for you with my legs open") dão a impressão de que se trata de um filme com grande apelo erótico, mas eu o classificaria como um drama retratando a busca do homem que chega na meia-idade por uma identidade há muito perdida.

A chance de ouvir o elenco cantar músicas inusitadas (em performances memoráveis, como a de Kate Hudson) vale o ingresso: a amante insandecida Carla (Penélope Cruz), a esposa dedicada Luisa (Marion Cotillard, cujo personagem me pareceu uma homenagem à Grace Kelly e Audrey Hepburn), a musa Claudia (Nicole Kidman, no papel de uma atriz de sucesso), a figurinista e confidente Lilli (Judi Dench, cuja caracterização me lembrou a Edna Mode, de Os Incríveis! risos), a repórter sedutora e esfuziante da Vogue (Kate Hudson, encarnando a jornalista estadunidense da década de 1960, em busca de sucesso e aventuras), a prostituta que mudou sua infância (Stacy Ferguson, a Fergie). Acima delas, em todas elas, em nenhuma delas está a figura da mãe, vivida pela belíssima Sophia Loren, a verdadeira inspiração, fantasma e motivadora da vida do diretor de cinema Guido Contini (Daniel Day Lewis).

Baseado no filme Oito e meio, de Frederico Fellini, Nine mostra o mundo cinematográfico, desnudando-o de seu glamour e glória, na metáfora da busca de Guido por inspiração e uma possível salvação em meio à queda livre. No entanto estão lá duas coisas que não são facilmente digeríveis no cinema: a tragédia humana, o fundo do poço antes da busca da redenção, e o musical, gênero pouco popular nos dias de hoje. Mas quem for conferir, ganhará com interpretações inusitadas (nem todas, Nicole Kidman e Penélope Cruz parecem representar o mesmo papel no qual estão consagradas) e com a sensação de participar de parte da criação cinematgráfica.

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Sam @samegui Shiraishi

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Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.


3 Responses to “I love his cinema italiano #nine_ofilme”

  1. I love his cinema italiano #nine_ofilme http://tinyurl.com/ykcknra

  2. [...] melhor atriz pela atuação de Gabourey Sidibe, melhor atriz coadjuvante para Mo’Nique), Nine (melhor Figurino com Colleen Atwood , melhor atriz coadjuvante para Penélope Cruz e melhor [...]

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