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	<title>Comments on: Histórias do Brasil</title>
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	<description>por Sam Shiraishi</description>
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		<title>By: Dia dos avós &#124; a vida como a vida quer</title>
		<link>http://www.samshiraishi.com/historias-do-brasil/#comment-2651</link>
		<dc:creator>Dia dos avós &#124; a vida como a vida quer</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 12:02:24 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Dia dos avós &#160;&#160;Posted By Sam Shiraishi Posted in família  &#124;    Considero que sou uma pessoa abençoada, pois não passei por dificuldades na vida. Ao me deparar com relatos das dificuldades dos meus próprios avós ou pais eu me calo, pois não me sinto apta a dizer muito, apenas ouvir. E como saber das emoções, sofrimentos, vitórias, percalços deles me faz me sentir orgulhosa da minha origem! Meus avós japoneses, de quem falo aqui com alguma freqüência, vieram para o Brasil com cerca de 14 anos, sem os pais e num país que na época era absurdamente diferente. Meu avô Sadanori era orfão de mãe e o pai lhe permitiu vir com o professor que se mostrou um alcoólatra e roubou meu avô deixando-o sem nada. Minha avó Matsuno era órfã de pai e o irmão, autoridade absoluta na família, obrigou-a a vir para cá com parentes, pois as companhias de imigração exigiam que as famílias se compusessem de um casal mais um &#8220;adulto&#8221; capaz de trabalhar. De regiões distantes no seu país de origem - ela do norte, ele do sul - aqui eles encontraram afinidades numa união planejada por seus responsáveis. Meus avós &#8220;brasileiros&#8221; não sofreram menos. Minha avó Maria Augusta era neta de ferroviários mineiros que se estabeleceram no norte do Paraná e perdeu o pai ainda bebê, numa briga dele com o irmão por ciúmes de minha bisavó. Sofreu nas mãos do padrasto na infância e foi mandada para morar (trabalhar gratuitamente com a desculpa de que cuidavam dela) na casa de uma familia rica de Curitiba e aos 16 anos casou-se com um militar. Casamento arranjado, marido bêbado, ela largou tudo e assumiu-se separada no meio da década de 1940, indo morar com uma tia em Ponta Grossa. Foi lá que, como vendendora numa loja, encantou meu avô Juca, um jornalista (dono do segundo maior jornal do estado) solteirão que caiu de amores por aquela moça simples e analfabeta. Viveram juntos até a viuvez dela e fizeram uma festa de casamento que durou dias. Viveram juntos até que o Golpe Militar o depôs (era prefeito e pelo PTB de Jango) e a depressão pela situação no Brasil o levou a um derrame e posteriormente um enfarto fatal. Minha vó continuou uma pessoa aberta, de certa forma uma pessoa pública e até o final da década de 1980 convivi com os afilhados de minha avó Maria, a maioria gente simples como ela, frequentando sua casa, ampliando nossa família e nos ofertando sua amizade, com suas aventuras cotidianas que fazem as histórias do Brasil. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Dia dos avós &nbsp;&nbsp;Posted By Sam Shiraishi Posted in família  |    Considero que sou uma pessoa abençoada, pois não passei por dificuldades na vida. Ao me deparar com relatos das dificuldades dos meus próprios avós ou pais eu me calo, pois não me sinto apta a dizer muito, apenas ouvir. E como saber das emoções, sofrimentos, vitórias, percalços deles me faz me sentir orgulhosa da minha origem! Meus avós japoneses, de quem falo aqui com alguma freqüência, vieram para o Brasil com cerca de 14 anos, sem os pais e num país que na época era absurdamente diferente. Meu avô Sadanori era orfão de mãe e o pai lhe permitiu vir com o professor que se mostrou um alcoólatra e roubou meu avô deixando-o sem nada. Minha avó Matsuno era órfã de pai e o irmão, autoridade absoluta na família, obrigou-a a vir para cá com parentes, pois as companhias de imigração exigiam que as famílias se compusessem de um casal mais um &#8220;adulto&#8221; capaz de trabalhar. De regiões distantes no seu país de origem &#8211; ela do norte, ele do sul &#8211; aqui eles encontraram afinidades numa união planejada por seus responsáveis. Meus avós &#8220;brasileiros&#8221; não sofreram menos. Minha avó Maria Augusta era neta de ferroviários mineiros que se estabeleceram no norte do Paraná e perdeu o pai ainda bebê, numa briga dele com o irmão por ciúmes de minha bisavó. Sofreu nas mãos do padrasto na infância e foi mandada para morar (trabalhar gratuitamente com a desculpa de que cuidavam dela) na casa de uma familia rica de Curitiba e aos 16 anos casou-se com um militar. Casamento arranjado, marido bêbado, ela largou tudo e assumiu-se separada no meio da década de 1940, indo morar com uma tia em Ponta Grossa. Foi lá que, como vendendora numa loja, encantou meu avô Juca, um jornalista (dono do segundo maior jornal do estado) solteirão que caiu de amores por aquela moça simples e analfabeta. Viveram juntos até a viuvez dela e fizeram uma festa de casamento que durou dias. Viveram juntos até que o Golpe Militar o depôs (era prefeito e pelo PTB de Jango) e a depressão pela situação no Brasil o levou a um derrame e posteriormente um enfarto fatal. Minha vó continuou uma pessoa aberta, de certa forma uma pessoa pública e até o final da década de 1980 convivi com os afilhados de minha avó Maria, a maioria gente simples como ela, frequentando sua casa, ampliando nossa família e nos ofertando sua amizade, com suas aventuras cotidianas que fazem as histórias do Brasil. [...]</p>
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		<title>By: Simone</title>
		<link>http://www.samshiraishi.com/historias-do-brasil/#comment-2650</link>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 21:06:12 +0000</pubDate>
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		<description>Essa eu não podia deixar de contar para vc mãe-geek que é...em reunião agora cedo na escola, a diretora, que acabou de voltar da Suécia, onde o trabalho com autistas é anos-luz mais avançado do que aqui, contou que lá muitos dos meninos que utilizam o PECS como meio de comunicação (seja alternativa ou suplementar) estão fazendo através de PECS digitais!!! Ao invés de levar consigo a pasta com os obsoletos cartões e rótulos de alimentos, eles estão aprendendo a usar i-paq!!!!! desnecessário dizer que meu marido, pai-geek que é tbém, já ficou todo empolgado né?!Realmente comunicação é TUDO!! são os autistas na era digital hehe beijos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Essa eu não podia deixar de contar para vc mãe-geek que é&#8230;em reunião agora cedo na escola, a diretora, que acabou de voltar da Suécia, onde o trabalho com autistas é anos-luz mais avançado do que aqui, contou que lá muitos dos meninos que utilizam o PECS como meio de comunicação (seja alternativa ou suplementar) estão fazendo através de PECS digitais!!! Ao invés de levar consigo a pasta com os obsoletos cartões e rótulos de alimentos, eles estão aprendendo a usar i-paq!!!!! desnecessário dizer que meu marido, pai-geek que é tbém, já ficou todo empolgado né?!Realmente comunicação é TUDO!! são os autistas na era digital hehe beijos</p>
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		<title>By: José Guimarães</title>
		<link>http://www.samshiraishi.com/historias-do-brasil/#comment-2649</link>
		<dc:creator>José Guimarães</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 14:30:55 +0000</pubDate>
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		<description>É isso aí, a comunicação é tudo.
Não sei como seria o mundo sem as lan hauses.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É isso aí, a comunicação é tudo.<br />
Não sei como seria o mundo sem as lan hauses.</p>
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		<title>By: Histórias do Brasil &#171; Meu clipping</title>
		<link>http://www.samshiraishi.com/historias-do-brasil/#comment-2648</link>
		<dc:creator>Histórias do Brasil &#171; Meu clipping</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 20:50:01 +0000</pubDate>
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		<description>[...] read more &#124; digg story [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] read more | digg story [...]</p>
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