Graffiti Fine Art
Postado em Artes no dia 21/03/2009 |De 19/03 a 26/04 o Museu Brasileiro da Escultura recebe o Graffiti Fine Art, evento com três exposições e nove com uma expressão de arte verdadeiramente urbana: o graffiti. Até 29/03 será possível ver Binho Ribeiro, Does e Dalata. De 02 a 12/94 Anjo, Graphis e o americano Cern, e de 16 a 26/04 Chivitz, Nove e Presto.
Segundo o curador (e também expositor) Binho Ribeiro a idéia do evento é mostrar as obras sendo feitas exatamente como acontecem nas ruas, independente do fato de estarem dentro de um museu e promover a discussão sobre o espaço da arte contemporânea.
“É uma oportunidade – explica ele – de dar mais visibilidade à arte de rua. É uma conquista poder realizar eventos como este, pois a cada dia o grafito vem sendo mais reconhecido como uma arte de verdade e ganhando respeito“.
Os artistas farão um painel coletivo em que o trabalho de cada um se integrará formando um painel de 2,80m x 15m, no Espaço Burle Marx, e o público poderá ver a técnica e o talento nas obras desses artistas renomados do graffiti que mostrarão seus conceitos, idéias e a expressão da sociedade nessa cultura tão rica e independente. Toda estrutura do evento irá consumir 500 latas de spray para grafito, três latas de 18 litros de látex, rolos, pigmentos e acessórios.
A história:
O termo do Graffiti vem do latim “graphium” ou do italiano “graffito”, cujo plural é graffiti, que, em tradução livre significa “rabiscos a carvão”. A própria palavra latina deriva do grego “graphéin”, com o significado de “escrever”. Inicialmente, foi usado para denominar as inscrições gravadas nas cavernas pré-históricas, durante muito tempo foi visto como sinônimo de vandalismo, transgressão, clandestinidade e desafio. Essa cultura surgiu nos guetos de Nova Iorque, mas só na década de 70, o termo começou a ser utilizado com o significado que possui hoje, de intervenção artística urbana feita em muros e paredes com tinta e spray.
No Brasil, teve início por volta dos anos 80 e vem conquistando admiradores em diversos seguimentos sociais. Por conta de políticas públicas em grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, foram abertos espaços para essa arte. Avenidas como: Paulista e 23 de Maio tiveram muros grafitados e receberam ampla aprovação da população. O impacto visual exerceu em zonas mais deterioradas uma função revitalizadora e deu identidade a alguns logradouros das cidades. Essa atividade considerada underground é fruto de planejamento coletivo, força expressiva e harmoniosa resulta na coesão de imagens.
Serviço:
- O que: Graffiti Fine Art
- Quando: De 19/03 a 26/04, terça a domingo, das 10 às 19h
- Onde: MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – Sala Burle Marx (Avenida Europa, 218 – Jardim Europa – São Paulo-SP)
- Informações: 11-2594-2601
- Quanto: Entrada Gratuita
P.S. Neste sábado eu estarei numa comemoração especial com os amigos @lilianeferrari e @souzacampus. Ele estará na companhia de outros artistas na Zona Norte criando uma pintura coletiva gigante. Suspense… na volta eu conto e posto fotos!
Sam @samegui Shiraishi
Mãe, jornalista e blogueira no @avidaquer, hub multiplicador de cultura e conhecimento. Paranaense de alma nipônica morando na Mooca, apaixonada por gente.





Saindo para acompanhar grafiteiros em Santana. Para quem gosta, tem Graffiti Fine Art no MUBE até 26/04 http://migre.me/bUW
Para quem gosta, tem Graffiti Fine Art no MUBE até 26/04 http://migre.me/bUW (dica da @samegui )
[...] MUBE finalmente conferimos o Graffiti Fine Art, que eu tinha noticiado aqui, além de conferir as obras dos alunos do Instituto Olga Kos de [...]
@vebss http://www.samshiraishi.com/graffiti-fine-art/
[...] ver os meninos fotografando com seus iPods lembrei da reação que o graffiti – arte urbana até então distante de sua realidade cotidiana – lhes causava quando mudamos para São [...]